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Boas chances de voltar a ser pai

Quando o assunto é vasectomia, o medo da dor, do desconhecido e de potenciais efeitos colaterais está entre as maiores preocupações dos homens que se submetem ao procedimento. O dado aparece numa pesquisa publicada na revista científica Fertility and Sterility. O mais surpreendente é que 50% dos 74 marmanjos que participaram do estudo se mostraram confusos sobre a reversibilidade da cirurgia, sem saber que isso pode ser realizado e permitir novamente a paternidade. "Tecnicamente, é possível reverter a vasectomia", diz o urologista Celso Gromatzky, do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Mas a taxa de gravidez diminui à medida que aumenta o tempo entre a cirurgia e sua reversão."

 

Arme-se já contra a gripe do inverno

Marcio Capovilla


Usada com sucesso na Europa, uma nova vacina contra a gripe está agora disponível no Brasil: a Agrippal, da Novartis, apresentada com a vantagem de reduzir a incidência de efeitos colaterais, como dor de cabeça, febre, coriza, alergias e o próprio desencadeamento da gripe. As vacinas disponíveis são eficazes em cerca de 70% dos casos, podendo ter efeito durante seis meses ou até um ano. Para evitar que se fique de molho na cama, a Organização Mundial de Saúde recomenda o outono como a época ideal para a vacinação, antecipando-se aos rigores do inverno.

 

Via telefone

Os telefones dos Serviços de Atendimento aos Consumidores (SACs) não existem apenas para receber reclamações, de acordo com um comitê que reúne empresas, como Sadia, Nestlé, Parmalat e Faber-Castell. Você pode pedir, por exemplo, informações sobre os produtos (composição química, ingredientes e valor calórico de alimentos), receitas culinárias e orientações para usar um equipamento.

 

Seu salário é justo?

Para que você avalie se merece ganhar mais, o consultor Doraílson Andrade, do Hay Group, preparou para o Guia de VEJA o questionário abaixo. O resultado pode ajudá-lo como referência, e o consultor recomenda também uma orientação técnica mais específica para cada caso

1. Considerando seu cargo e responsabilidades atuais, como você classifica sua remuneração comparada com a de outras pessoas na empresa:
a) abaixo dos demais
b) adequada
c) acima dos demais

2. Comparativamente ao mercado, sua remuneração está:
a) abaixo do mercado
b) na média do mercado
c) acima do mercado

3. Os benefícios que sua empresa lhe oferece são:
a) piores que os das concorrentes
b) na média do mercado
c) melhores que os das concorrentes

4. Nos últimos cinco anos, você recebeu aumento salarial individual?
a) não recebeu
b) sim, entre 1 e 4 aumentos
c) mais que 4

5. Nos últimos cinco anos, você recebeu algum tipo de bônus ou prêmio especial (exceto participação nos lucros)?
a) todos os anos
b) entre 1 e 4 vezes
c) não recebeu

6. Baseando-se na última avaliação formal, seu desempenho foi considerado:
a) acima do esperado
b) dentro do esperado
c) abaixo do esperado

7. Nos últimos cinco anos, você foi convidado para participar de projetos interáreas em sua empresa:
a) sim, mais de uma vez
b) uma única vez
c) nenhuma vez

8. Em seu trabalho:
a) você freqüentemente supera metas
b) você se satisfaz quando consegue cumprir as metas
c) você enfrenta as tarefas de acordo com seu ritmo

9. Nos últimos cinco anos, quantos convites externos de emprego você recebeu?
a) acima de 4
b) entre 1 e 4
c) não recebeu

10. Em seu cotidiano profissional, você:
a) está sempre à procura de novos desafios, independentemente do retorno financeiro
b) busca oportunidades dentro da empresa, apostando que será recompensado no futuro
c) considera que o principal indício de crescimento profissional é um salário maior

Pontuação

 

 

 

Avaliação

Menos de 6 pontos
Sua remuneração pode estar superior ao retorno que você tem dado à empresa. Reflita sobre sua motivação

De 6 a 10 pontos
Sua remuneração atual é justa. Para crescer, é preciso que você esteja atento às oportunidades

De 11 a 15 pontos
Você merece um salário melhor. É hora de conversar com o chefe sobre suas expectativas

Acima de 15 pontos
Você está com a faca e o queijo na mão para negociar um belo aumento. Aproveite este momento

 

Alívio na telinha

André Perazzo


Um aparelho que já vem sendo usado por fisioterapeutas e psicólogos brasileiros está ajudando quem tem lombalgia a controlar esse tipo de dor no dorso, entre o tórax e a bacia. É o biofeedback, um equipamento eletrônico que converte, por meio de eletrodos colocados no corpo, a tensão muscular em sinais visuais (gráficos na tela de um computador) ou sonoros. Ao ver na tela que o músculo está retesado, o paciente é orientado a abaixar a barra do gráfico, de acordo com a fisioterapeuta Karina Santaella de Sousa, responsável por uma pesquisa na Universidade Federal de São Paulo que mostrou a eficiência do equipamento: "O corpo assimila isso e controla a tensão, diminuindo a dor". O trabalho contou com a participação de sessenta pessoas. Os envolvidos foram sorteados em dois grupos. Durante dois meses, um deles se submeteu a três sessões semanais da técnica, além de tomar analgésicos. O outro ficou só à base de medicamentos e fazendo as visitas rotineiras ao médico. Na primeira turma, 70% dos pacientes obtiveram melhora no quadro de dor. Somente 30% dos outros indivíduos que participaram do estudo alcançaram resultados semelhantes.

BOA NOTÍCIA

Médico de sempre

Ter um pediatra regular diminui a chance de internação das crianças, principalmente a turminha com asma. Uma pesquisa da Universidade de Washington, nos EUA, com cerca de 47.000 crianças, concluiu que a garotada que seguia tratamento menos constante com o mesmo médico apresentou 60% mais probabilidade de visitar um pronto-socorro e 54% de risco de ser hospitalizada. "Quando se acompanha de perto, cria-se vínculo com a mãe, que fica mais bem instruída e estimulada", explica Eliane de Souza, da Sociedade Mineira de Pediatria.

MÁ NOTÍCIA

Ansiosos & obsessivos

A saúde do coração dos ansiosos e dos obsessivos parece ser mais frágil. Um estudo de cerca de vinte anos de duração, com mais de 1.400 homens, na Inglaterra mostrou aumento do fator de risco de doença cardíaca em quem apresentava essas características. Um questionário, orientado por Andy Haines, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, permitiu aos pesquisadores avaliar a escala de problemas psicológicos. Participantes que morreram de ataque do coração marcaram mais pontos nos quesitos hábitos obsessivos e sintomas de ansiedade.

 

Sexo com bula

Sérgio Divitiis


O relacionamento sexual ganha um manual de instruções bem brasileiro. Chega nesta semana às livrarias a obra 500 Perguntas sobre Sexo (Editora Objetiva, 24,90 reais), extenso levantamento das dúvidas que mais freqüentam os lençóis, devidamente respondidas por dois especialistas – o ginecologista Nelson Vitiello, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, e a educadora sexual Laura Muller. Direcionado tanto para homens quanto para mulheres, o livro trata com naturalidade de temas tabus, define parâmetros para quem quer avaliar o próprio desempenho e o do parceiro e ainda dá orientações práticas de como enfrentar problemas na cama. "A idéia nasceu diante da constatação de que todo mundo tem dúvidas sobre sexo e pouquíssimos têm com quem esclarecê-las", diz Vitiello. Segundo ele, muitas vezes uma dificuldade que parece intransponível pode ser resolvida com pequenos ajustes entre o casal.

 

Para contar no bar

Você sabe como escapar de areia movediça? De abelhas assassinas? E o que você deve fazer para saltar de uma motocicleta para um carro? Ou, ainda, como andar em cima de um trem em movimento e entrar nele? Dúvidas nada existenciais como essas têm agora resposta num guia, tão divertido quanto aparentemente inútil. É o Perigo, Como Sobreviver a Situações Limite, de autoria da dupla de americanos Joshua Piven e David Borgenicht, que a Frente Editora está colocando nas prateleiras das livrarias do Brasil. Um dos melhores capítulos ensina a sobreviver se seu pára-quedas não abrir. O segredo é pegar carona com o colega cujo artefato funcionou direitinho, enganchar-se na correia do peito dele e preparar-se, pois os dois juntos vão se esborrachar no solo. Nada fatal, entretanto. Na hipótese de não haver colega por perto com pára-quedas disponível, aí você se ferrou mesmo. Se um dia houver um tubarão atrás de você, lembre-se de que os autores bem o avisaram para não usar jóias nem ornamentos brilhantes – a luz refletida dá a impressão de escamas de peixe e atrai a voracidade deles. Dos tubarões, não dos autores.

 

Coordenado por Fábio de Oliveira
Colaboraram Angela Nunes,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br

 

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