Não
se brinca com a saúde
Médicos fazem ranking que
pode
ajudar o consumidor na hora de escolher seu convênio
Fernanda
Colavitti
Ricardo Benichio
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| Exames
com alta tecnologia: pontos a favor na listagem |
Escolher um entre dezenas e dezenas de planos de saúde existentes
no mercado não é tarefa fácil para o consumidor,
obrigado a navegar em um mar infestado por tubarões da picaretagem,
em meio à fiscalização precária das
autoridades. Há ilhas de excelência, é claro.
Quem quiser remar até elas, e tiver caixa suficiente, poderá
valer-se dos resultados de uma pesquisa recente encomendada pelo
Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde
do Município do Rio de Janeiro (SindhRio), que elegeu os
cinco melhores planos, de um elenco inicial de 56 mais correntes
no país. Para isso, foram ouvidos representantes de 41 instituições
de saúde, em questionário conduzido pelo Ibope. A
lista dos vencedores, pela ordem, é a seguinte: Omint, Bradesco,
Sul América, Unibanco e Marítima.
Para
chegar ao resultado, observaram-se vários critérios
diretamente relacionados ao consumidor, como a preocupação
da operadora com a qualidade técnica de suas instituições
conveniadas e serviços oferecidos por elas, além da
facilidade de acesso do cliente ao que está prometido no
contrato. Ou seja, os médicos opinaram não apenas
sobre seus interesses específicos de profissionais da saúde.
Também levaram em conta os itens que pesam de maneira indireta
para os consumidores, como as relações comerciais,
financeiras e normativas entre operadoras e instituições
conveniadas. Isso significa verificar, por exemplo, se o plano de
saúde é um "bom pagador". "Quando a empresa não
reembolsa os médicos e hospitais, quem perde é o cliente,
que deixa de ter acesso aos serviços contratados", explica
Adriano Londres, presidente do SindhRio.
A opinião de profissionais ligados à área médica
é fator importante, mas não deve ser o único
critério, segundo adverte João Luís Barroca,
diretor de normas e habilitação de produtos da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão
do Ministério da Saúde responsável pela regulamentação
do setor. De acordo com ele, um bom plano de saúde deve ter
clareza nas cláusulas contratuais, principalmente em relação
a serviços prestados, período de carência e
direito a reembolso. Embora o levantamento tenha sido feito no Rio,
quatro dos cinco vencedores têm representatividade nacional,
com exceção da primeira colocada, a empresa argentina
Omint, concentrada no eixo Rio São Paulo. Há
duas décadas no Brasil, a Omint cobra entre 346 e 866 reais
por mês, conta com 12.000 associados em planos individuais
e tem nos médicos e hospitais conveniados seu grande diferencial.
É o caso do Albert Einstein, do Sírio Libanês,
do Hospital do Coração e do Oswaldo Cruz, em São
Paulo. Há também o privilégio de consultas
com médicos do calibre do cardiologista Adib Jatene, do ortopedista
Moisés Cohen ou do oncologista Sergio Simon. Nos planos corporativos
dirigidos a presidentes, diretores, gerentes e supervisores de grandes
empresas está a maior parte dos 45.000 associados. Mesmo
em posição de liderança, a Omint é pouco
conhecida do grande público. "Não temos interesse
em fazer propaganda em larga escala, pois nosso objetivo é
ser a primeira em qualidade de serviços, não em número
de vendas", explica o diretor executivo da Omint, Fabiano Monteiro.
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