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AFP
O papa e dom Cláudio Hummes: sagração


Realizada:
na Praça de São Pedro, a cerimônia de sagração de 44 novos cardeais da Igreja Católica, pelo papa João Paulo II. Entre eles estavam dois brasileiros: os arcebispos dom Cláudio Hummes, de São Paulo, com 66 anos de idade, e dom Geraldo Majella Agnelo, 67 anos, de Salvador. Com a sucessão do pontífice no horizonte, o novo Colégio de Cardeais compõe-se agora de 184 religiosos de 61 países, 135 dos quais com direito a participar da eleição. Desses, nada menos que 125 foram nomeados por João Paulo II. O Brasil ficou com oito cardeais, superado pela Itália e pelos EUA. Na eleição não votam os que chegaram à casa dos 80 anos, caso atual de dom Eugênio Sales e, em setembro, de dom Paulo Arns. Dia 21, na Cidade do Vaticano.

Condenados: por crimes contra a humanidade, os ex-comandantes servo-bósnios Dragoljub Kunarac, Radomir Kovac e Zoran Vukovic, que eram acusados de estuprar, torturar e escravizar mulheres e meninas muçulmanas no conflito em 1992. As penas variam de doze a 28 anos de prisão, aplicadas na conclusão do primeiro julgamento conduzido pelo Tribunal Penal Internacional da antiga Iugoslávia a tratar o estupro como crime contra a humanidade, efetuado por um júri convocado pela Organização das Nações Unidas. Dia 21, em Haia, Holanda.

Suspensos: pelo Supremo Tribunal Federal, os seis processos de impeachment instaurados pela Assembléia Legislativa do Amapá contra o governador João Capiberibe (PSB). O conflito entre ele e a Assembléia tem origem no pedido que o governador fez para que a CPI do Narcotráfico da Câmara Federal visitasse o Estado, resultado no envolvimento de quatro deputados. Dia 21, em Brasília.

Agraciados: o compositor baiano João Gilberto com o troféu Grammy na categoria world music, pelo álbum João Voz e Violão. É a segunda vez que ele ganha o prêmio. A outra foi em 1964, por um disco em parceria com Stan Getz. O cantor britânico Sting levou o de melhor intérprete de música pop com She Walks This Earth, versão de Soberana Rosa, de Ivan Lins. Antes de João Gilberto, ganharam o troféu os compositores Milton Nascimento, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Dia 21, em Los Angeles, Califórnia.

com o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Cinema de Berlim Intimacy, do diretor francês Patrice Chéreau, que despertou polêmica pelas fortes cenas de sexo explícito em meio a um drama romântico. Dia 18, em Berlim.

AFP
Gates: doação para vítimas do terremoto


Revelada:
uma doação de 20 milhões de dólares feita pelo empresário americano Bill Gates, fundador da Microsoft, quantia destinada a ajudar na reconstrução do Estado de Gujarat, o mais atingido pelo terremoto que devastou a Índia em fevereiro. Dia 21, em Nova Délhi.

Transferido: para uma unidade de terapia semi-intensiva do hospital Copa D'Or o cantor e compositor Herbert Vianna, do grupo Paralamas do Sucesso, que se acidentou quando pilotava um ultraleve. Em coma desde o início do mês, nesta semana ele chegou a atender a alguns comandos e murmurou algumas palavras, segundo o neurologista Paulo Niemeyer. Dia 20, no Rio de Janeiro.

Preso: um dos fugitivos mais procurados da Espanha, Francisco Xabier García Gaztelu, apontado como chefe militar do grupo separatista ETA. A prisão aconteceu poucas horas depois da explosão, atribuída ao ETA, de um carro-bomba que matou duas pessoas e feriu outras quatro na Espanha. Dia 22, em Anglet, França.

Internado: em decorrência de problemas digestivos o prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro. De acordo com os boletins médicos, o prefeito está com uma infecção no pâncreas devida ao uso de antiinflamatórios para combater um problema no joelho. Dia 19, em Belo Horizonte.

Anunciada: a descoberta de que a Grande Muralha da China mede pelo menos 500 quilômetros a mais do que se calculava até agora, ou seja, um total de 7.200 quilômetros. Arqueólogos encontraram as ruínas de um muro de terra que se estende até o Deserto de Lop Nor, no noroeste do país. Dia 22, em Pequim.

 

Obras encerradas

AP
AFP
O cineasta Kramer O cantor Trenet

Os três pertenciam à mesma geração, dedicaram-se à cultura em atividades bem diferentes e morreram na semana passada, em dias muitos próximos, embora seus caminhos artísticos não se tenham cruzado. São eles:

o cineasta americano Stanley Kramer, diretor e produtor que associou sua obra à temática social. Começou no cinema nos anos 30 e trabalhou como produtor ou diretor de filmes como Matar ou Morrer, Adivinhe Quem Vem para Jantar?, O Selvagem, Espíritos Indômitos, Acorrentados, Julgamento de Nuremberg e Deu a Louca no Mundo. Foi vítima de pneumonia, aos 87 anos, no Motion Picture Home, um retiro para veteranos de Hollywood, em Los Angeles, no dia 19.

o pintor francês Balthus, considerado um dos artistas plásticos realistas mais importantes do século passado, com três centenas de obras produzidas em seis décadas de atividades. A causa da morte, ocorrida no dia 18, aos 92 anos, não foi revelada – ele estava no povoado alpino de La Rossinière, na Suíça. Nascido de família polonesa, teve um leque amplo de admiradores, do poeta Rainer Maria Rilke, que o lançou, ao dramaturgo Antonin Artaud, sendo cultuado mais recentemente por milionários que disputam suas obras, muito valorizadas no mercado.

o cantor francês Charles Trenet, autor de quase 1 000 canções, de versos simples e comoventes, entre elas La Mer, de 1941, e Douce France, conhecidas no mundo todo. Morreu de derrame cerebral, aos 87 anos, no dia 19, no hospital de Creteil, subúrbio de Paris.



Consultório sexual

AP
Masters e Johnson: grife sexual


Em meio ao vendaval de mudanças comportamentais dos anos 60, o médico americano William H. Masters, que faleceu no dia 16, e sua mulher, Virginia E. Johnson, conseguiram dar uma guinada nos estudos sexológicos feitos até então, ao abrir caminho para a terapia de casais. O marco foi a publicação do livro Human Sexual Response, de 1966, um best-seller na época. Enquanto o trabalho do pioneiro Alfred Kinsey se concentrou na coleta de informações, a dupla Masters e Johnson entrou em cena com o interesse de auxiliar seus pacientes a superar problemas na cama, tornando-se célebres na sexologia. Foi no ano de 1954 que Masters deu início a suas pesquisas. Como achava importante ter uma mulher como entrevistadora, dois anos mais tarde ele contratou uma moça que estudara psicologia mas não chegara a se formar. Era a futura Johnson da grife de sucesso. A convivência acabou em casamento, em 1971, depois que Masters se separou da primeira mulher. Além da contribuição à sexologia, Masters fez barulho quando usou prostitutas em pesquisas com pacientes impotentes. Em 1988, voltou a provocar polêmica com o livro Crisis: Heterosexual Behavior in the Age of Aids, juntamente com Robert Kolodny. Ele morreu de complicações em decorrência do mal de Parkinson, aos 85 anos, num hospital de Tucson (Arizona, EUA).

 

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