VEJA Recomenda
DVD
Divulgação
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DVD A
Solução Final: a verdade histórica arrancada nos interrogatórios
de um chefão nazista |
A
SOLUÇÃO FINAL (Eichmann, Inglaterra/Hungria, 2007. Imagem)
Encenado
quase à maneira de uma peça de teatro, o filme do diretor Robert
Young, escolado na TV inglesa, trata do interrogatório a que o nazista
Adolf Eichmann foi submetido em Israel, no início dos anos 60, após
ser capturado na Argentina. Eichmann escapara dos julgamentos de Nuremberg e alegava
ser um mero cumpridor de ordens. Mas o interrogador Avner Less conseguiu provar
que ele era um dos entusiastas da "solução final"
o extermínio dos judeus. No embate entre os dois ótimos atores que
os interpretam, Thomas Kretschmann e Troy Garity, emerge a razão pela qual
Israel conduziu esses julgamentos com tanto zelo: para que a história pudesse
ser reescrita com alguma verdade.
LIVROS

TELENY,
OU O REVERSO DA MEDALHA,
de Oscar Wilde (tradução de Francisco Innocêncio; Hedra; 224
páginas; 22 reais), e FLOSSIE, A VÊNUS DE QUINZE ANOS,
de Algernon Charles Swinburne (tradução de Guilherme da Silva Braga;
Hedra; 112 páginas; 16 reais)
A imagem consagrada da era vitoriana,
na Inglaterra, é a de um tempo de rígida repressão sexual.
Estes dois livros eróticos, ambos publicados anonimamente nos últimos
anos do século XIX, formam o lado B do vitorianismo. Teleny
atribuído ao irlandês Oscar Wilde (1854-1900), mas provavelmente
escrito em colaboração com amigos é uma das primeiras
obras homoeróticas em língua inglesa. Flossie, atribuído
ao poeta inglês Swinburne (1837-1909), tem como heroína uma virtuose
do sexo oral. São narrativas de conteúdo sexual explícito,
mas escritas por consumados estilistas: os vitorianos eram elegantes até
na libertinagem.
Leia trecho de:
Teleny, Ou O Reverso da Medalha, de Oscar Wilde
Flossie,
A Vênus de Quinze Anos, de Swinburne
Ana
Carolina Fernandes/Folha Imagem
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LIVRO
Ferreira Gullar: toda a obra de um poeta de expressões múltiplas |
POESIA
COMPLETA, TEATRO E PROSA, de Ferreira Gullar (Nova Aguilar; 1 264 páginas;
229,90 reais)
Aos 78 anos, o maranhense Ferreira Gullar é um dos maiores
poetas do Brasil. Seus versos trazem registros variados: Gullar revitalizou o
modernismo com A Luta Corporal, de 1954, alinhou-se brevemente à
vanguarda concretista e passou por uma fase de flerte populista com a literatura
de cordel. Ele faz uma poesia política e social de alta envergadura, como
mostra Poema Sujo, de 1976, mas sem perder sua irredutível dicção
individual. Organizado pelo crítico e poeta Antonio Carlos Secchin (com
auxílio do próprio Gullar), este volume traz toda a poesia do autor,
mais algumas peças de prosa e teatro. Inclui até Um Pouco Acima
do Chão (1949), livro de estreia do poeta, que nunca fora reeditado
comercialmente. Leia
trecho.
DISCOS
Barry
Brechelsen/Wireimage/Getty Images
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DISCO
Jeff Beck: um gênio da guitarra acompanhado de uma banda impecável |
PERFORMING
THIS WEEK: LIVE AT RONNIE SCOTTS JAZZ CLUB, Jeff Beck (ST2)
Jeff
Beck é um dos guitarristas mais completos da história do rock. Em
quatro décadas de atividade, ele explorou gêneros como blues, jazz
rock e eletrônica. No fim de 2007, Beck fez várias apresentações
no Ronnie Scotts, uma lendária casa de jazz de Londres. O resultado
pode ser apreciado neste CD, no qual o guitarrista se faz acompanhar por uma banda
impecável. Ele mostra por que é considerado um gênio da guitarra
no rock Becks Bolero e no standard Goodbye Pork Pie Hat. E
a baixista australiana Tal Wilkenfeld, do alto de seus 22 anos, por pouco não
rouba a cena com o solo de Cause Weve Ended as Lovers, uma balada
que Stevie Wonder deu de presente a Beck.
Dimitrios
Kambouris/Wire Image/Getty Images
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DISCO Kanye
West: o mais egocêntrico dos rappers fez um disco para quem não gosta
de rap |
808s
& HEARTBREAK, Kanye West (Universal)
O rapper americano fez, veja
só, um disco para quem não suporta rap. Em vez de criar batidas
para acompanhar suas ladainhas, Kanye West compôs músicas com um
teclado eletrônico (o Roland TR 808, daí o título do disco),
vozes alteradas por computador e letras tristonhas, nas quais lamenta a morte
da mãe ela morreu após uma cirurgia plástica
e o rompimento com uma namorada. Acredite se quiser, mas 808s & Heartbreak
está mais para um disco das bandas inglesas da década de 80 do que
para o novo álbum do rapper mais egocêntrico do século XXI.
A faixa Coldest Winter, por exemplo, traz um sample descarado de Memories
Fade, do duo pop Tears for Fears.
| Cinemateca VEJA Em
1973, quando O Exorcista foi lançado, corriam histórias de
pessoas que passavam mal nos cinemas e tinham de ser hospitalizadas. Hoje, os
efeitos especiais que provocavam essa reações como a cabeça
da menina Linda Blair girando já não assustam tanto. O que
permanece intacto no filme que a Cinemateca VEJA lança neste sábado
no país (menos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro) é
algo muito mais aterrorizante: a maneira magistral como o diretor William Friedkin
capta a presença do mal e seu poder de se insinuar até onde é
menos esperado e corromper. Para ficar indiferente à luta desigual travada
entre o padre Merrin e o demônio, só tendo nervos de aço.
Ou uma descrença a toda prova.
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Em São Paulo e no Rio de Janeiro, nesta semana: Platoon, o grande
drama sobre a Guerra do Vietnã do diretor Oliver Stone. | Como
comprar a Cinemateca VEJA Em
bancas, livrarias e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso. Para
assinar, ligue 3347-2180 (Grande São Paulo) ou 0800-775-3180 (outras localidades),
de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela internet, acesse www.assineabril.com |