Panorama
Holofote
Felipe Patury
Roriz
está de volta
M. Gouthier/Folha Imagem
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O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz,
do PMDB, avisou à sua patota que quer voltar à
política. Pretende se candidatar em 2010 a mais um
mandato de governador. Se tiver êxito, dirigirá
a capital pela quinta vez. Roriz é um sobrevivente.
Em 2007, foi flagrado em uma operação financeira
cabeludíssima e acabou renunciando ao Senado para não
ser cassado. Já foi um dos mais renhidos aliados do
tucanato no PMDB. No ano que vem, pretende engrossar as fileiras
da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável
candidata do PT à Presidência da República.
Política compensatória
Leo Caldas/Titular
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O Palácio do Planalto já foi informado de que
a líder do governo no Congresso, Roseana Sarney,
entregará o cargo nos primeiros dias de fevereiro.
Dirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva
que deixa o cargo para tratar um aneurisma cerebral. É
verdade, mas sua decisão tem um benefício evidente
para a campanha de seu pai, José Sarney, candidato
do PMDB à presidência do Senado. A renúncia
de Roseana abre espaço para que Lula compense o PT,
caso se confirme que o senador acriano Tião Viana é
mesmo o azarão na disputa com Sarney.
Sem cheiro de crise
Lailson Santos
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Há setores que parecem
ignorar a crise. É o caso dos perfumes importados.
Dona de marcas como Dior, Givenchy e Kenzo e líder
no mercado nacional, a francesa LVMH prevê um crescimento
de, no mínimo, 10% em 2009. Pretende obter esse resultado
depois de registrar uma expansão de 14% em 2007 e de
28% no ano passado. De acordo com Renato Rabbat, diretor
da LVMH no Brasil, o cumprimento das metas deste ano será
garantido pelo lançamento de alguns produtos. Entre
eles, um novo perfume masculino da marca Givenchy, o Play,
e a revitalização do JAdore, da Dior,
a fragrância feminina estrangeira mais vendida no país.
Ele
também quer holofote
Ana Araujo
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O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda,
morre de inveja do seu colega de Minas Gerais, Aécio
Neves, e dos prefeitos de São Paulo, Gilberto Kassab,
e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Arruda diz que a imprensa
acerta ao elogiá-los quando eles tomam medidas impopulares
mas corretas, como o ajuste das contas públicas de
Minas, o banimento de publicidade externa em São Paulo
ou o choque de legalidade no Rio. Mas reclama que os jornalistas
não dão bola para medidas semelhantes que ele
mesmo tomou em Brasília. E exibe sua lista: a demissão
de 33 500 contratados sem concurso, a derrubada 8 500 casas
irregulares, a retirada dos outdoors das ruas, entre outras.
Germano Luders
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Ele defende passagens internacionais
mais baratas
A Gol tornou-se a segunda maior companhia aérea
do país fazendo a defesa da livre concorrência
no mercado de aviação. Agora, teme que
essa imagem seja abalada pela decisão do Sindicato
Nacional de Empresas Aeroviárias de lutar contra
a liberação do preço das passagens
internacionais de longo curso. Ainda mais porque não
tem nada a ganhar com a medida. Todos os seus voos internacionais
são para a América do Sul, destino para
o qual as tarifas já estão liberadas.
Em suas conversas com fornecedores, banqueiros, empresários
e o governo, o presidente da Gol, Constantino Júnior,
se esforça para explicar que está pronto
a defender a decisão oficial de liberar os preços
das passagens. Só apoia a demanda do sindicato,
que beneficia a TAM, por uma questão de procedimento.
Segundo ele, a Anac não respeitou as normas legais
ao fazer a liberação.
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