Carta ao Leitor
25
anos de crimes e impunidade
Carlos
Casaes/AE
 |
Terror
rural Por um quarto de século o
MST invade, destrói e zomba da lei no Brasil |
Eles
se abrigam sob a bandeira de uma organização política com
o nome de Movimento dos Sem-Terra (MST). Não têm sede fixa nem estatuto.
Seus chefes nacionais nunca são processados ou condenados. Apesar disso,
suas ações são criminosas e suas vítimas em potencial,
qualquer propriedade, empresa ou centro de pesquisa agropecuária que produza
riqueza ou tecnologia. Para angariarem simpatia e milhões de reais de repasses
do governo federal, eles se disfarçam de defensores da reforma agrária
lutando em nome de agricultores familiares deslocados de suas pequenas propriedades
por implacáveis magnatas do agronegócio. São, na verdade,
um grupo de espertalhões de esquerda que recruta, manipula e domina pelo
poder econômico, e também pela violência, andarilhos, mendigos,
desempregados urbanos, ex-presidiários, foragidos da Justiça e até
pessoas com emprego nas cidades que aceitam engrossar suas fileiras em troca de
pagamento. Essa espantosa organização completou na semana passada
um quarto de século zombando da lei.
Uma
reportagem desta edição de VEJA, feita com base em cadernos de anotações
de líderes do MST apreendidos pela polícia do Rio Grande do Sul,
revela que não é por acaso que as invasões em todo o país
seguem um mesmo padrão. O MST desenvolveu um método de organização
paramilitar com disciplina férrea, julgamentos internos e incentivo ao
uso de armas. As cartilhas apreendidas ensinam como escapar de um flagrante, produzir
bombas caseiras, esconder antecedentes criminais, disfarçar a falta de
experiência na vida do campo e também como fraudar cadastros para
receber ajuda oficial em dinheiro. Até hoje, as ações criminosas
dessa força do atraso no campo não conseguiram fazer grandes estragos
no exuberante desempenho do agronegócio brasileiro que produziu
cerca de 4 de cada 10 dólares de divisas trazidos pelas exportações
do país em 2008. Os efeitos da crise externa no campo em 2009 são
preocupantes. Se a eles se somar o prometido recrudescimento das invasões,
os objetivos deletérios do MST poderão ser atingidos. É do
maior interesse de todos os brasileiros que a ousadia e a impunidade do Movimento
dos Sem-Terra tenham um fim imediato.