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VEJA
Recomenda
DVDs
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| Grito...:
suspense genuíno, monstros hilariantes |
Grito de Horror (The Howling, Estados Unidos, 1981.
Cinemagia) Uma repórter de TV (Dee Wallace, a mãe
da meninada de E.T.) tem um encontro tão assustador
com um assassino serial que bloqueia suas lembranças do episódio.
Tudo o que fica é a sensação de pavor e mal-estar,
da qual ela procura se recuperar durante uma temporada numa clínica
conhecida como "A Colônia", nas florestas do norte da Califórnia.
O que a jornalista não sabe é que todos os pacientes
ali são lobisomens, e que estão envolvidos num experimento
psiquiátrico de métodos e resultados duvidosos. O
filme que tornou o diretor Joe Dante (Gremlins) conhecido
é, como se vê, trash total mas um clássico
do gênero, em que o suspense é genuíno e os
monstros, hilariantes.
Divulgação
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| Face
Oculta: o
submundo de Los Angeles |
A Face Oculta da Lei (Dark Blue, Estados Unidos/Alemanha,
2002. Europa) O que se tem aqui, de início, é
uma fórmula: um policial corrupto (Kurt Russell, em atuação
bem acima de sua média) treina um parceiro jovem e inexperiente
no seu ofício e nos métodos ilegais para exercê-lo.
Mas se está em 1992 e, enquanto a dupla faz suas rondas,
Los Angeles pega em armas para acompanhar o julgamento dos policiais
brancos que espancaram o negro Rodney King. No tumulto que se segue
à absolvição dos réus, o veterano vai
descobrir que não passa de um joguete nas mãos do
chefe de polícia. Qualquer semelhança com Los Angeles
Cidade Proibida não é mera coincidência:
esse filme honesto e vigoroso também é adaptado de
uma obra de James Ellroy, o cronista maior do submundo angeleno.
LIVROS
Tu
Carregas Meu Nome, de Norbert e Stephan Lebert (tradução
de Kristina Michahelles; Record; 206 páginas; 30 reais)
Até que ponto os laços de família determinam
o destino dos indivíduos? Esse livro aborda a questão
de maneira dramática, ao focalizar os descendentes de altos
oficiais nazistas, como Rudolf Hess e Hermann Göring. A maioria
carregou o nome do pai como uma maldição, que obrigou
a gestos radicais de revolta ou a uma vida de silêncio e sentimentos
reprimidos. No primeiro caso encontra-se Klaus Frank, filho de Hans
Frank, o chefe de Auschwitz. Jornalista, ele expôs seu ódio
ao pai em público. No segundo caso encontra-se Gudrun Himmler,
filha do chefe da terrível polícia secreta de Hitler.
Ela viveu no anonimato, cultivando em segredo a memória do
pai e tecendo uma rede de contatos com velhos nazistas. Os autores
de Tu Carregas Meu Nome são também pai e filho.
Norbert abordou o tema do livro numa série de reportagens
em 1959 e Stephan retomou o trabalho quarenta anos depois. Leia
trecho do livro.
Boa
Tarde às Coisas Aqui em Baixo, de António
Lobo Antunes (Objetiva; 565 páginas; 64,90 reais)
Durante muitos anos, José Saramago e António Lobo
Antunes protagonizaram uma espécie de Fla-Flu literário.
A conquista do Prêmio Nobel pôs Saramago em vantagem
na disputa pelo posto de maior ficcionista português contemporâneo,
mas os fãs de Lobo Antunes acreditam que ele vai se recuperar
do prejuízo. Seu nome, de fato, continua nas listas de candidatos
ao Nobel. A prosa de Lobo Antunes é intransigentemente experimental,
com sua ausência de pontos finais, seus parágrafos
entrecortados e seus parênteses. Seus temas em geral são
políticos. Este romance se passa em Angola no período
pós-colônia e fala de três agentes secretos que,
sucessivamente, tentam contrabandear diamantes do país africano
para a antiga metrópole, Portugal.
Divulgação
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Yolanda,
em
tela de Di
Cavalcanti
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Yolanda,
de Antonio Bivar (A Girafa; 430 páginas; 53 reais)
Interpretada pela atriz Ana Paula Arosio na minissérie Um
Só Coração, Yolanda Penteado (1903-1983)
foi uma das mulheres mais notáveis do Brasil do século
XX. Ela teve a independência como uma de suas marcas, que
se observa na maneira como administrou os negócios que herdou
da família quatrocentona. Mas seu nome ficou marcado, acima
de tudo, como mecenas das artes plásticas. Juntamente com
seu marido, o industrial Ciccillo Matarazzo, ela fundou o Museu
de Arte Moderna, o Museu de Arte Contemporânea e a Bienal
de São Paulo. Além de traçar um perfil apurado
de Yolanda, o escritor Antonio Bivar ajuda a reviver, nesse livro,
a atmosfera paulistana das décadas de 20 a 60.
DISCOS
Lost
Dogs, Pearl Jam (Sony) Graças ao vozeirão
marcante do cantor Eddie Vedder, o Pearl Jam firmou-se como um dos
principais expoentes do rock grunge surgido na cidade americana
de Seattle nos anos 90. As gravações ao vivo do grupo
sempre foram muito pirateadas o que os fez tomar, em 2000,
a decisão extrema de lançar 25 discos ao mesmo tempo,
cada qual contendo o registro de um show diferente da mesma turnê.
Essa compilação, em forma de CD duplo, revela um outro
lado da banda. Ela é composta de raridades do início
de carreira, sobras de estúdio e lados B material
que, em boa parte, só era conhecido dos fãs também
por meio da pirataria. Das trinta faixas, onze são inéditas.
Trata-se de gravações despojadas e bem-humoradas,
que captam o grupo em seu melhor rock'n'roll. Ouça
a faixa Sad.
Estrela
da Manhã, Olga Kopylova (CDA) A russa Olga
Kopylova, de 24 anos, é um novo talento do piano. Formada
no Conservatório de Moscou, um dos mais prestigiosos do mundo,
ela ocupa desde 1999 o posto de titular de seu instrumento na Orquestra
Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp. O primeiro
disco da artista constitui uma bela amostra de sua técnica.
O repertório é dedicado a compositores russos do final
do século XIX e da primeira metade do século XX. Olga
executa com maestria três movimentos da Sonata Nº
7, de Prokofiev, peça modernista que é considerada
um desafio para os pianistas. Ela também se sai bem na interpretação
de autores como Rachmaninoff e Nicolai Medtner, este último
pouco conhecido fora da Rússia.
Dirty
Hits, Primal Scream (Sony) No final dos anos 80 e
ao longo de toda a década seguinte, o grupo Primal Scream
foi um dos mais influentes do pop independente britânico.
Liderada pelo cantor Bobby Gillespie, uma figura das mais debochadas,
a banda produziu bem-sucedidos cruzamentos do rock com batidas dançantes
eletrônicas. Essa coletânea de hits fornece um panorama
do que o Primal Scream produziu de melhor ao longo de sua carreira.
De Screamadelica, o álbum que os consagrou em 1991,
há músicas como Loaded que estourou
nas rádios na época e Higher Than the Sun.
Faixas mais recentes, como Swastika Eyes e Some Velvet
Morning, são a prova de que Gillespie e companhia não
perderam a mão.
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