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Radar
GOVERNO
Prêmio
de consolação 1
O destino de José Graziano,
um dos amigões do peito que Lula demitiu na semana passada,
pode ser Washington. Mais precisamente a diretoria do Brasil no
Banco Mundial. Já houve uma conversa telefônica entre
Lula e James Wolfensohn sobre o assunto. Graziano cai como uma luva
no cargo o mote do Banco Mundial é justamente combater
a pobreza. O salário até que não é ruim,
16.000 dólares líquidos
mensais.
Prêmio
de consolação 2
Há, porém, uma barreira delicada a ser transposta.
O atual ocupante do posto, Otaviano Canuto, ex-secretário
de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, está
lá faz apenas dois meses. Bem, depois de tantas frituras
e até demissão de ministro por telefone talvez nada
mais seja tão embaraçoso assim.
Eu
também quero
José Sarney quer nomear o presidente da Eletrobrás,
que está na cota do PMDB. Mas o comando do partido
ou seja, Michel Temer, Renan Calheiros e Eunício Oliveira
quer discutir mais a questão.
Tudo
como dantes
Alguns dos ex-parlamentares que viraram ministros na semana passada
já decidiram: vão continuar com o salário que
recebiam no Legislativo. É mais ou menos o dobro do vencimento
de um ministro.
Na
ponta da língua
Em seu jantar com Lula na semana passada, na Granja do Torto, Zeca
Pagodinho presenteou o presidente com um kit contendo seus novos
CD e DVD e sua recém-lançada biografia, A Vida
que Se Deixa Levar (Editora Relume-Dumará). Lula pegou
o livro, olhou a capa e disparou: "Zeca, não sabia que você
estava escrevendo agora também". Pagodinho esclareceu que
é apenas o biografado, mas sem constrangimento. Afinal, como
se sabe, nem ele escreveu nem o presidente vai ler.
"Canta,
canta"
Na última semana de 2003, Gilberto Gil tomou uma decisão
a de não cantar mais nas cerimônias de que participa
como ministro. A idéia era separar o cantor do ministro.
Não deu certo. Já em sua primeira viagem oficial,
para São Francisco do Sul (SC), populares pediram, e ele,
claro, mandou ver. A mesma coisa aconteceu em Belém e Manaus.
Na Índia, onde desembarcou na semana passada, Gil relaxou:
viajou na companhia de seu violão.
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O
dinheiro para o Airbus ainda não existe
Divulgação
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| O
novo Airbus presidencial: de onde virá a grana?
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O
governo anunciou que comprará um Airbus ACJ para
servir à Presidência da República
por 56,7 milhões de dólares. Beleza, o
velho Sucatão presidencial fazia mesmo jus ao
nome. Mas de onde vai sair o dinheiro? O deputado Geddel
Vieira Lima escarafunchou o Orçamento do Ministério
da Defesa e descobriu que não há dotação
orçamentária para tal gasto. Existe, é
verdade, a rubrica "aquisição de aeronaves",
mas com grana insuficiente para bancar os quase 50 milhões
de dólares que deverão ser amortizados
neste ano na compra do Airbus. Para tapar o buraco,
só uma solução: terá de
ser enviado ao Congresso um projeto de lei realocando
as verbas do Orçamento da Defesa. Ou seja, algum
projeto vai dançar...
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ECONOMIA
União
capital-trabalho
Michel Klein e Paulo Pereira
da Silva estão finalizando negociações para
lançar um cartão de fidelidade das Casas Bahia com
a Força Sindical.
Chocolate
ao leite
O Cade iniciou sob sigilo o julgamento do primeiro caso de concentração
econômica na era Lula a compra da Garoto pela Nestlé.
O julgamento acontece no momento da crise do leite. Coincidentemente,
dos laticínios instalados no Brasil o que tem mais recursos
para adquirir uma operação como a Parmalat é
a DPA, da qual uma das duas controladoras é justamente a
Nestlé.
MERCOSUL
Fim
da obscuridade
O presidente do Mercosul, Eduardo
Duhalde, encomendou ao marqueteiro João Santana a criação
de uma política de comunicação do órgão.
Partem de um princípio incontestável à
exceção das elites dos países-membros, ninguém
tem a menor idéia do que é o Mercosul. A médio
prazo devem vir por aí a rádio e a TV (a cabo) Mercosul.
FORÇAS
ARMADAS
Um
carinho no Exército
Há sinais de que a pindaíba
do Exército está menor. Ou então de que Lula
quer adoçar um pouquinho a boca dos militares: o Exército
está fechando a compra de 500 unidades do Defender, da Land
Rover, que serão usadas para o patrulhamento da fronteira
brasileira e eventualmente para combate. É um negócio
que gira em torno dos 40 milhões de reais.
CIDADES
Espionagem
industrial
O prefeito do Rio de Janeiro,
Cesar Maia, não tira o olho da grama do vizinho enquanto
cuida de seu quintal. Ele tem um servidor em São Paulo encarregado
da leitura do Diário Oficial do Município.
Qualquer lei ou decisão de governo que considere relevante,
Cesar Maia manda esmiuçar. É a profissionalização
da velha rivalidade.
GENTE
Tyson
quer grana
Mike Tyson desembarca no Rio
de Janeiro no dia 22 para sua primeira visita ao Brasil, trazido
pela SMS Marketing Esportivo. Foi só sair a notícia
da vinda do ex-boxeador para surgir convites para o Sambódromo.
O fortão, porém, já avisou que não vestirá
camiseta de ninguém de graça. Quem quiser levar Tyson
para ver o Carnaval em algum camarote terá de desembolsar
o cachê de 350.000 reais. E é
bom não discutir com ele.
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Reais
em jogo
O técnico da seleção sub-23, Ricardo
Gomes, passou a semana com a corda no pescoço,
tenso na luta pela classificação do Brasil
para as Olimpíadas de Atenas. Entre outras coisas,
estava em jogo para ele um invejável salário:
50 000 reais mensais, com carteira assinada. São
vencimentos polpudos, mas a léguas de distância
de Carlos Alberto Parreira, que recebe 165 000 reais
por mês para treinar a seleção brasileira.
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Lauro
Jardim (ljardim@abril.com.br)
Colaborou Ronaldo França
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