Edição 1838 . 28 de janeiro de 2004

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Gaiola das loucas

A quarta edição do Big Brother Brasil
está cheia de mulheres alteradas


Ricardo Valladares

Divulgação
As moças do BBB: saias bem justas

Há duas semanas, pouco antes de entrarem na casa do Big Brother Brasil, as mulheres escolhidas para participar da quarta edição do reality show da Rede Globo cogitaram unir-se para quebrar a invencibilidade dos homens – nas três edições anteriores, foi um deles que levou o prêmio de 500.000 reais. Bastaram umas poucas horas de programa, no entanto, para que a harmonia entre as garotas fosse destroçada. A modelo Juliana deu com a língua nos dentes e revelou o plano feminino ao sexo oposto. A pugilista Tatiana e a promoter Marcela foram tirar a história a limpo e armou-se uma fuzarca, que acabou envolvendo todas as mulheres da casa. "As brigas costumavam demorar mais para acontecer. Em vez de BBB4, a sigla desta edição deveria ser TPM", brinca o diretor Boninho. Como resultado do auê, Juliana e Tatiana foram para o paredão. A pugilista levou a pior, e saiu distribuindo golpes. "Mulher é muito invejosa. Principalmente as menos dotadas de inteligência e beleza", disse ela a VEJA. Dentro da casa, suas inimigas também não se davam por satisfeitas com a sua eliminação. "A Tatiana tem um corpão, mas não tem jeito feminino", disse a enfermeira Geris. Enquanto isso, os homens parecem amigos de infância. Eles se exercitam juntos, contam piadas e acham graça da flatulência um do outro. No melhor estilo Big Brother Brasil.

Na versão anterior do reality show, um grupo de marmanjos ganhou o apelido de "máfia", por fazer votações casadas para descartar adversários. Já a incapacidade das mulheres de formar alianças estratégicas parece ser uma regra do Big Brother. "Pelo que vi do programa até hoje, as mulheres gostam de assumir o papel de 'autênticas' e acabam brigando muito. Os homens são mais reservados, jogam mais", observa a psicoterapeuta Lídia Aratangy. A única que se beneficiou um pouco com a cisão das mulheres foi a modelo argentina Antonella. No começo, por ser estrangeira, ela era considerada a candidata mais forte à eliminação sumária. Agora, com o ódio entre as brasileiras Marcela, Juliana, Geris e Solange à flor da pele, ela pode ganhar uma sobrevida na casa. Segundo a "empressária" de Antonella, Cléo Silva, a estratégia da moça é manter-se meio à parte. Não se trata de algo difícil, porque Antonella é bastante desligada. "Ela é muito amiga da Luciana Gimenez", diz Cléo Silva. Será que uma coisa tem a ver com a outra?

 
 
 
 
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