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Televisão
Gaiola
das loucas
A
quarta edição do Big Brother Brasil
está cheia de mulheres alteradas

Ricardo Valladares
Divulgação
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| As
moças do BBB: saias bem justas |
Há
duas semanas, pouco antes de entrarem na casa do Big Brother
Brasil, as mulheres escolhidas para participar da quarta edição
do reality show da Rede Globo cogitaram unir-se para quebrar a invencibilidade
dos homens nas três edições anteriores,
foi um deles que levou o prêmio de 500.000
reais. Bastaram umas poucas horas de programa, no entanto, para
que a harmonia entre as garotas fosse destroçada. A modelo
Juliana deu com a língua nos dentes e revelou o plano feminino
ao sexo oposto. A pugilista Tatiana e a promoter Marcela foram tirar
a história a limpo e armou-se uma fuzarca, que acabou envolvendo
todas as mulheres da casa. "As brigas costumavam demorar mais para
acontecer. Em vez de BBB4, a sigla desta edição
deveria ser TPM", brinca o diretor Boninho. Como resultado
do auê, Juliana e Tatiana foram para o paredão. A pugilista
levou a pior, e saiu distribuindo golpes. "Mulher é muito
invejosa. Principalmente as menos dotadas de inteligência
e beleza", disse ela a VEJA. Dentro da casa, suas inimigas também
não se davam por satisfeitas com a sua eliminação.
"A Tatiana tem um corpão, mas não tem jeito feminino",
disse a enfermeira Geris. Enquanto isso, os homens parecem amigos
de infância. Eles se exercitam juntos, contam piadas e acham
graça da flatulência um do outro. No melhor estilo
Big Brother Brasil.
Na
versão anterior do reality show, um grupo de marmanjos ganhou
o apelido de "máfia", por fazer votações casadas
para descartar adversários. Já a incapacidade das
mulheres de formar alianças estratégicas parece ser
uma regra do Big Brother. "Pelo que vi do programa até
hoje, as mulheres gostam de assumir o papel de 'autênticas'
e acabam brigando muito. Os homens são mais reservados, jogam
mais", observa a psicoterapeuta Lídia Aratangy. A única
que se beneficiou um pouco com a cisão das mulheres foi a
modelo argentina Antonella. No começo, por ser estrangeira,
ela era considerada a candidata mais forte à eliminação
sumária. Agora, com o ódio entre as brasileiras Marcela,
Juliana, Geris e Solange à flor da pele, ela pode ganhar
uma sobrevida na casa. Segundo a "empressária" de Antonella,
Cléo Silva, a estratégia da moça é manter-se
meio à parte. Não se trata de algo difícil,
porque Antonella é bastante desligada. "Ela é muito
amiga da Luciana Gimenez", diz Cléo Silva. Será que
uma coisa tem a ver com a outra?
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