Edição 1838 . 28 de janeiro de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Telefonia
Tem cara de celular

Mas não é. São os novos modelos
de telefone fixo
que chegaram
aos Estados Unidos e à Europa


Juliana Linhares

 
Jonathan Minst
Alguns modelos de telefone fixo disponíveis na Europa: leves e mais potentes

Quando o telefone celular apareceu, no fim da década de 80, as pessoas se maravilharam com a possibilidade de fazer chamadas a partir de qualquer canto da cidade – exatamente como se estivessem em casa, falando do aparelho fixo da sala. Os avanços tecnológicos na telefonia móvel, no entanto, transformaram os dois aparelhos, celular e fixo, em parentes quase tão distantes quanto o homem e seu ancestral, o macaco. O celular faz tudo, até chamadas. Navega na internet, fotografa, guarda em alguns modelos milhares de telefones, e há versões que se confundem com um computador. Já o telefone de casa, embora esteja mais bonito do que antigamente e opere através de linha digitalizada, oferece um número limitado de serviços adicionais. Como resultado, o consumidor não quer saber de gastar dinheiro renovando a telefonia de casa. Prefere investir apenas no modelo móvel. Na tentativa de vender também aparelhos domésticos, fábricas como Philips e Panasonic começam a investir numa safra de telefones fixos que tentam copiar o celular, pelo menos no jeitão.

Os primeiros modelos dessa safra de fixos copiando o celular começaram a pipocar nos Estados Unidos e na Europa. Em comum, todos eles são sem fio. O investimento dos fabricantes deu-se em algumas frentes. Uma delas foi tornar o aparelho fisicamente parecido com o celular. Alguns, deve-se admitir, são idênticos, inclusive no peso, bem mais leves. Também se trabalhou para aumentar a capacidade da agenda, a duração da bateria e a qualidade do sinal quando o fone está distante da base. Há modelos que imitam duas outras características do celular: a profusão de toques diferentes (aquelas famosas musiquinhas, irritantes em alguns casos) e a capacidade de transmitir também mensagens de texto, não apenas voz. Na Europa, o preço desses telefones varia de 350 a 1.600 reais. Os novos aparelhos ainda não são comercializados no Brasil.

 
 
 
 
topo voltar