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Telefonia
Tem
cara de celular
Mas não é. São os novos modelos
de telefone fixo
que chegaram
aos Estados Unidos e à Europa

Juliana
Linhares
Jonathan Minst
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| Alguns
modelos de telefone fixo disponíveis na Europa: leves e mais
potentes |
Quando
o telefone celular apareceu, no fim da década de 80, as pessoas
se maravilharam com a possibilidade de fazer chamadas a partir de
qualquer canto da cidade exatamente como se estivessem em
casa, falando do aparelho fixo da sala. Os avanços tecnológicos
na telefonia móvel, no entanto, transformaram os dois aparelhos,
celular e fixo, em parentes quase tão distantes quanto o
homem e seu ancestral, o macaco. O celular faz tudo, até
chamadas. Navega na internet, fotografa, guarda em alguns modelos
milhares de telefones, e há versões que se confundem
com um computador. Já o telefone de casa, embora esteja mais
bonito do que antigamente e opere através de linha digitalizada,
oferece um número limitado de serviços adicionais.
Como resultado, o consumidor não quer saber de gastar dinheiro
renovando a telefonia de casa. Prefere investir apenas no modelo
móvel. Na tentativa de vender também aparelhos domésticos,
fábricas como Philips e Panasonic começam a investir
numa safra de telefones fixos que tentam copiar o celular, pelo
menos no jeitão.
Os primeiros modelos dessa safra de fixos copiando o celular começaram
a pipocar nos Estados Unidos e na Europa. Em comum, todos eles são
sem fio. O investimento dos fabricantes deu-se em algumas frentes.
Uma delas foi tornar o aparelho fisicamente parecido com o celular.
Alguns, deve-se admitir, são idênticos, inclusive no
peso, bem mais leves. Também se trabalhou para aumentar a
capacidade da agenda, a duração da bateria e a qualidade
do sinal quando o fone está distante da base. Há modelos
que imitam duas outras características do celular: a profusão
de toques diferentes (aquelas famosas musiquinhas, irritantes em
alguns casos) e a capacidade de transmitir também mensagens
de texto, não apenas voz. Na Europa, o preço desses
telefones varia de 350 a 1.600 reais. Os novos aparelhos ainda não
são comercializados no Brasil.
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