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Edição 1988 . 27 de dezembro de 2006

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Gente

Você não está despedida

Florent Carmin/Zuma Press
Tara, a miss perdoada: agora, no caminho da reabilitação


Repare no olhar, na pose, no biquíni. Só podia mesmo dar encrenca. Apenas a bondosa compreensão do dono do concurso, Donald Trump, salvou a miss Estados Unidos, Tara Conner, de perder o título por mau comportamento. Apesar do pendor por martínis, cocaína e rapazes (sem falar no beijo na boca de outra miss), Tara terá uma segunda chance. "Ela concordou em ir para uma clínica de desintoxicação. Ao menor deslize, será imediatamente substituída", anunciou Trump. O pretexto da sursis foi que o caso sirva de lição aos jovens. Tara, que é miss profissional desde os 4 anos, agradeceu, chorosa: "Juro que não vou desapontá-lo". Longe do mentor, foi mais clara: "Quando se ganha uma coisa, mesmo terapia e internação, você aceita".

 

Não durou três meses

J C Volotão
Marcelo e Susana: ela viaja; ele vai ao motel com outra


Ser traída menos de três meses depois do casamento? Por um marido que usa o carro da mulher para ir ao motel com outra, dá vexame, baixa a polícia? E o Brasil inteiro ficar sabendo? Todos esses dissabores se precipitaram sobre a atriz Susana Vieira, 63, já a caminho de um rápido descasamento com o policial Marcelo Silva, 34. Ele e uma morena de 25 anos entraram num motel da Zona Norte do Rio de Janeiro às 15 horas de quarta-feira. Duas horas depois, a jovem chamou os seguranças, dizendo que estava sendo agredida. Marcelo trancou-se junto com a moça dentro do quarto, destruiu tudo lá dentro e só saiu sob escolta de colegas da PM. Susana recebeu a notícia ao voltar do Recife, onde estava gravando a próxima novela das 8, Paraíso Tropical. "Ela ainda está atônita com a situação", disse seu advogado, Sylvio Guerra, que vai sugerir a anulação do casamento.

 

A redenção do gabiru

 
Koji Sasahara/AP
Adriano comemora: perdão após o gol do título

O maior e aparentemente o mais impossível presente que Adriano Gabiru – "Na minha cidade, Maceió, gabiru é um ratão de esgoto", explica, insatisfeito com o apelido dado por um colega – poderia ganhar de Natal era fazer o gol que deu o título de campeão ao Internacional, de Porto Alegre, no Mundial de Clubes no Japão. Até então criticado e vaiado pela torcida, o meia ouviu na volta triunfal um pedido de perdão coletivo da multidão. "Por mim, estão perdoados. Foi uma felicidade muito grande ver todo mundo gritando meu nome", diz. Há quase dez anos morando no Sul, casado com uma curitibana, ele se considera adaptado ao frio. Mas não à paixão regional, o chimarrão: "Rapaz, não vai muito com a minha cara".

 

Adivinhe se ela aceitou

Jacques Dekequer
Fernanda: em breve em cartaz, com sotaque


Convidada, a modelo Fernanda Tavares capitulou, claro: virou, por assim dizer, atriz. "Fiquei mais preocupada de ter de falar francês do que com a própria atuação", conta ela, que gravou sua parte no policial Gomez contre Tavarès (nada a ver com Tavares) toda na França. "Os produtores me tranqüilizaram dizendo que meu papel seria o de uma brasileira chamada Francesca. Eu avisei que não era nome daqui, mas eles falaram que soava bonito", lembra. Mesmo assim, preparou-se para as poucas falas em francês com aulas de entonação baseadas nos diálogos. "Exigi saber o que estava falando. Não quero ser um robô", avisa. O resultado poderá ser conferido em 2007.

 

Loiro, sim. E muito Bond

Divulgação
Craig: em Cassino Royale, ele emerge das águas do mar


Houve tempo em que a cena mais marcante de um filme de James Bond era a beldade de biquíni (Ursula Andress, Halle Berry) emergindo do mar. Isso, antes de Daniel Craig, o novo 007, sair das águas tão azuis quanto seus olhos mostrando o próprio e magnífico torso. Com a ajuda de um bom roteiro, uma boa atuação, uma boa sunga (ele escolheu entre quinze modelos) e uma malhação daquelas para burilar um físico já excepcional, Craig, 38 anos, vai anulando uma a uma as profecias de que iria enterrar Cassino Royale por ser feio (!), loiro e não saber dirigir carro mecânico. O Bond loiro continuará: tem contrato para mais três filmes, o próximo prometido para novembro de 2008.

Editado por Lizia Bydlowski. Colaborou Bel Moherdaui

 
 
 
 
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