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Edição 1988 . 27 de dezembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
Reinaldo Azevedo
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA.com
Datas
Gente
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Cartas

 

"Enquanto os pobres são alimentados pelo governo e os parlamentares se concedem reajustes nababescos, a classe média paga o pato."
José Francisco Vasques de Souza
Venâncio Aires, RS


Os apertos da classe média

Eu já havia iniciado um movimento, junto a amigos, para que fosse proposto um monumento a VEJA pelo inestimável serviço que ela tem prestado, de forma solitária e corajosa, na defesa da ética. Sou seu entusiasmado leitor, e sua existência me dá um fio de esperança no futuro, ainda que cada vez mais tênue ("Congelaram a classe média", 20 de dezembro).
Ivan Thomas Erdos
Porto Alegre, RS

Estou sentindo na pele o que a reportagem de VEJA explicou tão bem. Tenho um filho pequeno entrando em idade escolar e o plano de saúde aumentou 22%, enquanto meu salário vai ter uma reposição de apenas 3% por causa do dissídio coletivo. Despesas com educação e saúde mais o peso dos impostos não deixam mesmo a classe média sair do lugar. Enquanto isso, no Congresso, em Brasília...
Rogerio M. Martins
Rio de Janeiro, RJ

Estamos indignados com a cara-de-pau de nossos parlamentares. Eles vivem no País das Maravilhas, e nós pagamos a conta! Até quando nós, contribuintes da classe média, resistiremos à desordem política e à estagnação social?
Sirlene Graciano Nanzer
Várzea Paulista, SP

O que mais me deixou indignada nessa reportagem foi a frase do nosso presidente dizendo que ele quer "repartir o pão produzido de forma mais justa". Justa para quem? Para nós, classe média, é que não é.
Mariane Scolari
Ibiporã, PR

Achei oportuna a matéria, mas, enquanto a classe média não se conscientizar da sua força e criar entidades fortes que a representem, continuaremos a ser massacrados. No Brasil, a classe média é "burra", o governo e as empresas de serviços (transporte urbano, energia elétrica, telefonia, pedágio etc.) fazem o que querem e não existe nenhuma reação. Em países onde existe uma classe média forte, a qualquer aumento ou abuso na prestação de serviço a classe média vai às ruas em protesto ou usa a arma poderosa do boicote.
Luís Henrique Araújo
Santos, SP

Se nossos dirigentes insistem em não se modernizar, infelizmente alguém vai ter de pagar as farras dos nossos colarinhos-brancos, habitantes de um outro país chamado Brasília.
Isaac Soares de Lima

Maceió, AL

Não tive coragem de ler primeiro a matéria sobre a classe média, achei que ficaria deprimida e não conseguiria ler o restante da revista. Mas VEJA colocou de forma clara a real situação da classe média, que mantém a política de assistência do governo. Infelizmente, as classes trabalhadoras e os mais pobres não sabem disso, ou porque não lêem a revista ou porque acreditam que nós somos os ricos do país. Além do mais, nossos políticos contribuem para o sentimento de impotência e a inércia.
Katharina Moura
Maceió, AL

 

Aumento dos parlamentares

Mais uma vez nossos prezados parlamentares legislam em causa própria, sem se preocupar com os prejuízos causados pela absurda decisão de aumentar o próprio salário, enquanto as reformas importantíssimas para o desenvolvimento do país ficam paradas. Sem contar o salário mínimo, que, para ser aumentado, precisa de muito entendimento, pois um aumento de 10 ou 20 reais que seja compromete a máquina. O aumento proporcionado pelos parlamentares é uma afronta ao povo brasileiro, que mais uma vez paga a conta no final ("Olha o trenó da alegria", 20 de dezembro).
Erick Ledesma Galindo

São Paulo, SP

Daquela que já é considerada a pior legislatura da história do Parlamento, permeada de escândalos para todos os gostos, esperar mais o quê? Que tivesse uma súbita crise de consciência e passasse a agir seriamente, com dignidade, ética e respeito ao eleitor? Sinto que nem Papai Noel, com toda a sua generosidade, seria capaz de nos dar um presente assim, como, de fato, não nos deu.
Gustavo H. de Brito Alves Freire
Recife, PE

Depois de todas a pizzas das CPIs agora temos de engolir mais isso. Se o povo brasileiro, desta vez, não se manifestar contra esse aumento absurdo de 91% no salário do Congresso, vou ficar apavorada. O que mais nos resta? As pessoas têm de ir para as ruas. O senhor Aldo Rebelo já fez as continhas e já sabe de onde vai tirar o montante para o aumento. Nunca vi tanta agilidade e rapidez em explicar à população de onde vai sair o dinheiro. Por que eles não são tão ágeis para explicar de onde vai sair o dinheiro para o aumento do salário mínimo, da saúde, do salário dos professores?
Sandra Marcia de Faria

Uberlândia, MG

O aumento revolta os brasileiros. A maioria da população excluída está cansada de ser espoliada, enganada e traída por aqueles que deveriam defendê-la das injustiças e proporcionar o bem-estar a todos. A postura dos representantes do povo é criminosa e está a merecer mais do que indignados comentários. Resta à Justiça antecipar-se a um violento protesto popular.
José Renato M. de Almeida
Salvador, BA

O aumento do salário dos deputados e senadores, ao término dos trabalhos parlamentares, foi simplesmente vergonhoso. Faço uma sugestão: o aumento dos nobres deputados deveria ser vinculado ao do salário mínimo.
Nelson Eduardo Barbosa von Atzingen
Goiânia, GO

 

O crime de Bragança Paulista

A reportagem "O pior de todos os pesadelos" (20 de dezembro) nos dá a noção exata da crueldade, do sangue-frio dos assassinos e da banalização da violência contra a vida humana. Parabéns à jornalista Juliana Linhares, que conseguiu nos transportar à cena do crime e até nos emocionar, e a VEJA, que mais uma vez fez com que uma matéria sobre um assunto exaustivamente explorado por alguns veículos de comunicação durante a semana se tornasse interessante para os leitores.
Patrícia Pietro
Bebedouro, SP

Não tive outra reação senão chorar. Esse episódio mostra quão desprezível pode se tornar o ser humano.
Julio Cesar Sabadini de Souza
São Paulo, SP

Será que cabe obedecer aos princípios da civilização na condenação de monstros como esses de Bragança Paulista? Infelizmente, eu não sei. Embora cristão católico, não posso deixar de expressar o profundo desejo de sofrimento a esses bandidos que interromperam os sonhos de uma família de maneira tão brutal. Que a nossa Justiça dê a eles o que merecem e que eles amarguem longos anos de sofrimento na cadeia.
André Luis Costa Barbosa
Natal, RN

E agora esses facínoras, que queimaram vivos Vinícius e seus pais, vão cumprir uma pena mínima, com direito a tudo, inclusive progressão de regime, porque o nosso caro Supremo acabou com a lei de crimes hediondos, alegando razões constitucionais que nunca foram claramente mostradas.
Marilia Santos
Vitória, ES

 

A loteria de Sibá Machado

É bem interessante a entrevista com o senhor Sibá Machado. Gostaria de fazer outras sugestões para ele mandar ao Congresso: sorteio de vagas no Parlamento, para acabar com as verbas não declaradas, caixa dois, já que não será mais preciso campanha; sorteio para os ministérios, para as mesas da Câmara e do Senado, e assim por diante.
Claudir de Souza Antunes
São Gonçalo, RJ

Achei "brilhante" a idéia de loteria universitária mencionada pelo senador Sibá Machado. Sugiro instituir no projeto de lei o "sorteio do diploma universitário". Assim, além das "vantagens" por ele mencionadas na entrevista, não teríamos de manter universidades, professores, funcionários etc. Sobraria mais dinheiro para mensalão, cartilhas, sanguessugas, aumento de 91% dos vencimentos dos parlamentares e teríamos, de lambuja, um país cheio de "doutores".
Luiz Nelson Lot
Naviraí, MS

 

Stephen Kanitz

Maravilhoso o artigo de Stephen Kanitz "A importância das avós" (Ponto de vista, 20 de dezembro). Que sensibilidade e generosidade! Que delicadeza! Raridade do ponto de vista masculino. No auge dos meus 48 anos, e no início da menopausa, obrigada pela clareza das palavras e pelo novo enfoque dado ao assunto.
Tânia Dian
Cachoeiro de Itapemirim, ES

 

Radar

Sou proprietário e presidente da gravadora brasileira Deckdisc, a única a publicar produtos no formato DualDisc no Brasil. Mesmo sem saber quem foram os "executivos da área" que informaram erradamente que o lado DVD "só comporta meia hora de reprodução", afirmo que eles são os mesmos que, justamente por falta de informação ou visão, deixaram de publicar, em suas empresas, esse formato que consideramos ideal para lutar contra a pirataria no Brasil. O DualDisc comporta, do lado CD, sessenta minutos de música e, do lado DVD, 5 gigabytes. Para citar apenas três exemplos de sua capacidade, o DualDisc de Teresa Cristina tem, no lado DVD, seu show completo com 77 minutos e 22 segundos; o do Falamansa tem oitenta minutos e 29 segundos; e o do Ultraje a Rigor tem também o show completo em 76 minutos. Todos esses produtos ainda vieram com áudio em Dolby Digital 2.0 e 5.1 e legendas em português, inglês e espanhol. Tudo isso sem nenhum comprometimento da qualidade da imagem. Afirmo que o DualDisc poderia estar entre os grandes acontecimentos do ano, não fosse essa praga de axioma que norteia algumas atividades empresariais em nosso país: "Não vi, não ouvi e não gostei" ("O dual micou", Radar, 13 de dezembro).
João Augusto
Rio de Janeiro, RJ

 

Os riscos das maratonas

Às vésperas de mais uma corrida de São Silvestre, a reportagem "Os riscos das maratonas" (20 de dezembro) toca em um ponto fundamental: a divulgação dos acidentes e mortes nas provas de rua. Como corredor amador considero importantíssimo que esses dados sejam amplamente divulgados, servindo de alerta real para os riscos envolvidos na prática desse esporte e para que as pessoas procurem um bom médico e uma assessoria esportiva séria antes de se aventurar em qualquer atividade física. Parabéns a VEJA pela iniciativa.
Ronald Sekkel
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Fiquei bem mais aliviada depois que o Mainardi descobriu que ele não tem presidente. Nem eu. Desde que eu não tenho mais presidente fiquei melhor da gastrite e leio a revista mais depressa. Tenho mais tempo livre para fazer o que quero. Não leio o que fala de Lula. Já sei tudo dele. O que poderia me interessar, é claro. Só estou falando nele por vício (que pretendo abandonar) e por uma indizível sensação de alívio. Obrigada, Mainardi ("Fábula capital", 20 de dezembro).
Maria Alves Santos
Por e-mail

Caro Diogo, realmente poderiam ter sido forjadas as denúncias em relação ao PT. Se tivessem sido forjadas, ficaria triste em ter de ler outro colunista, já que você seria demitido. Mas, como são fundadas, é triste ser por mais quatro anos governado por alguém que ainda não sei se sabe que é presidente do Brasil. Será que ele sabe?
Luiz Fernando Arena
Blumenau, SC

 

Reposição hormonal para homens

Ainda não existe consenso nas mais influentes sociedades médicas sobre a reposição de testosterona na andropausa ("O hormônio da juventude", 13 de dezembro). Ainda há dúvidas sobre a especificidade do quadro clínico, a precisão dos métodos de dosagem, a eficácia e os riscos do tratamento. A testosterona é produzida de forma pulsátil pelo testículo e seus níveis sanguíneos apresentam grande variabilidade. Ainda não é claro qual o melhor valor a partir do qual se indica a reposição. Alguns consensos defendem valores mais baixos que 200 ng/dl. Importante lembrar que a maioria dos laboratórios dosa a testosterona livre por métodos imprecisos como o radioimunoensaio direto, que não considera os níveis de SHBG. A maioria dos estudos que avaliam a reposição de testosterona envolve um número reduzido de pacientes e, apesar da melhora da massa muscular, não há evidência de melhora da cognição, do humor e da qualidade de vida. A reposição de testosterona pode desencadear efeitos colaterais significativos, como redução do colesterol bom (HDL), hiperplasia prostática, apnéia do sono, aumento de glóbulos vermelhos no sangue, agressividade e ansiedade.
Rogério Silicani Ribeiro
Especialista em endocrinologia, mestre em fisiologia do exercício pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp)
São Bernardo do Campo, SP

 

 

CORREÇÕES: O tenor Roberto Alagna (Radamés) abandonou no palco a mezzo-soprano Ildiko (e não Idiko) Komlosi, que interpretava Amneris, e não a Aída (Gente, 20 de dezembro). A operadora de VoIP Vono informa que possui tarifas de 11 centavos por minuto para ligações DDD em 151 cidades importantes do Brasil. A reportagem "VoIP: a sucessora do telefone" (Guia, 20 de dezembro) informara que o DDD custava 25 centavos o minuto, com base no preço da ligação de São Paulo a Bauru.
Tasso Marcelo/AE


A foto publicada na seção Holofote (20 de dezembro) como sendo de José Barbosa, técnico do Banco Central que no momento ocupa a presidência da Casa da Moeda, é na verdade de um homônimo, gerente setorial da Petrobras. A foto correta do presidente da Casa da Moeda, cujo nome completo é José dos Santos Barbosa, é a que publicamos ao lado.

 

 
 
 
 
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