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Cartas
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"Enquanto os pobres são
alimentados pelo governo e os parlamentares se concedem reajustes
nababescos, a classe média paga o pato."
José
Francisco Vasques de Souza
Venâncio Aires, RS
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Os apertos da classe média
Eu já havia iniciado um
movimento, junto a amigos, para que fosse proposto um monumento
a VEJA pelo inestimável serviço que ela tem prestado,
de forma solitária e corajosa, na defesa da ética.
Sou seu entusiasmado leitor, e sua existência me dá
um fio de esperança no futuro, ainda que cada vez mais tênue
("Congelaram a classe média", 20 de dezembro).
Ivan Thomas Erdos
Porto Alegre, RS
Estou sentindo na pele o que a
reportagem de VEJA explicou tão bem. Tenho um filho pequeno
entrando em idade escolar e o plano de saúde aumentou 22%,
enquanto meu salário vai ter uma reposição
de apenas 3% por causa do dissídio coletivo. Despesas com
educação e saúde mais o peso dos impostos não
deixam mesmo a classe média sair do lugar. Enquanto isso,
no Congresso, em Brasília...
Rogerio M. Martins
Rio de Janeiro, RJ
Estamos indignados com a cara-de-pau
de nossos parlamentares. Eles vivem no País das Maravilhas,
e nós pagamos a conta! Até quando nós, contribuintes
da classe média, resistiremos à desordem política
e à estagnação social?
Sirlene Graciano Nanzer
Várzea Paulista, SP
O que mais me deixou indignada
nessa reportagem foi a frase do nosso presidente dizendo que ele
quer "repartir o pão produzido de forma mais justa". Justa
para quem? Para nós, classe média, é que não
é.
Mariane Scolari
Ibiporã, PR
Achei oportuna a matéria,
mas, enquanto a classe média não se conscientizar
da sua força e criar entidades fortes que a representem,
continuaremos a ser massacrados. No Brasil, a classe média
é "burra", o governo e as empresas de serviços (transporte
urbano, energia elétrica, telefonia, pedágio etc.)
fazem o que querem e não existe nenhuma reação.
Em países onde existe uma classe média forte, a qualquer
aumento ou abuso na prestação de serviço a
classe média vai às ruas em protesto ou usa a arma
poderosa do boicote.
Luís Henrique Araújo
Santos, SP
Se nossos dirigentes insistem
em não se modernizar, infelizmente alguém vai ter
de pagar as farras dos nossos colarinhos-brancos, habitantes de
um outro país chamado Brasília.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL
Não tive coragem de ler
primeiro a matéria sobre a classe média, achei que
ficaria deprimida e não conseguiria ler o restante da revista.
Mas VEJA colocou de forma clara a real situação da
classe média, que mantém a política de assistência
do governo. Infelizmente, as classes trabalhadoras e os mais pobres
não sabem disso, ou porque não lêem a revista
ou porque acreditam que nós somos os ricos do país.
Além do mais, nossos políticos contribuem para o sentimento
de impotência e a inércia.
Katharina Moura
Maceió, AL
Aumento dos parlamentares
Mais uma vez nossos prezados
parlamentares legislam em causa própria, sem se preocupar
com os prejuízos causados pela absurda decisão de
aumentar o próprio salário, enquanto as reformas importantíssimas
para o desenvolvimento do país ficam paradas. Sem contar
o salário mínimo, que, para ser aumentado, precisa
de muito entendimento, pois um aumento de 10 ou 20 reais que seja
compromete a máquina. O aumento proporcionado pelos parlamentares
é uma afronta ao povo brasileiro, que mais uma vez paga a
conta no final ("Olha o trenó da alegria", 20 de dezembro).
Erick Ledesma Galindo
São Paulo, SP
Daquela que já é
considerada a pior legislatura da história do Parlamento,
permeada de escândalos para todos os gostos, esperar mais
o quê? Que tivesse uma súbita crise de consciência
e passasse a agir seriamente, com dignidade, ética e respeito
ao eleitor? Sinto que nem Papai Noel, com toda a sua generosidade,
seria capaz de nos dar um presente assim, como, de fato, não
nos deu.
Gustavo H. de Brito Alves Freire
Recife, PE
Depois de todas a pizzas das CPIs
agora temos de engolir mais isso. Se o povo brasileiro, desta vez,
não se manifestar contra esse aumento absurdo de 91% no salário
do Congresso, vou ficar apavorada. O que mais nos resta? As pessoas
têm de ir para as ruas. O senhor Aldo Rebelo já fez
as continhas e já sabe de onde vai tirar o montante para
o aumento. Nunca vi tanta agilidade e rapidez em explicar à
população de onde vai sair o dinheiro. Por que eles
não são tão ágeis para explicar de onde
vai sair o dinheiro para o aumento do salário mínimo,
da saúde, do salário dos professores?
Sandra Marcia de Faria
Uberlândia, MG
O aumento revolta os brasileiros.
A maioria da população excluída está
cansada de ser espoliada, enganada e traída por aqueles que
deveriam defendê-la das injustiças e proporcionar o
bem-estar a todos. A postura dos representantes do povo é
criminosa e está a merecer mais do que indignados comentários.
Resta à Justiça antecipar-se a um violento protesto
popular.
José Renato M. de Almeida
Salvador, BA
O aumento do salário dos
deputados e senadores, ao término dos trabalhos parlamentares,
foi simplesmente vergonhoso. Faço uma sugestão: o
aumento dos nobres deputados deveria ser vinculado ao do salário
mínimo.
Nelson Eduardo Barbosa von Atzingen
Goiânia, GO
O crime de Bragança
Paulista
A reportagem "O pior de todos
os pesadelos" (20 de dezembro) nos dá a noção
exata da crueldade, do sangue-frio dos assassinos e da banalização
da violência contra a vida humana. Parabéns à
jornalista Juliana Linhares, que conseguiu nos transportar à
cena do crime e até nos emocionar, e a VEJA, que mais uma
vez fez com que uma matéria sobre um assunto exaustivamente
explorado por alguns veículos de comunicação
durante a semana se tornasse interessante para os leitores.
Patrícia Pietro
Bebedouro, SP
Não tive outra reação
senão chorar. Esse episódio mostra quão desprezível
pode se tornar o ser humano.
Julio Cesar Sabadini de Souza
São Paulo, SP
Será que cabe obedecer
aos princípios da civilização na condenação
de monstros como esses de Bragança Paulista? Infelizmente,
eu não sei. Embora cristão católico, não
posso deixar de expressar o profundo desejo de sofrimento a esses
bandidos que interromperam os sonhos de uma família de maneira
tão brutal. Que a nossa Justiça dê a eles o
que merecem e que eles amarguem longos anos de sofrimento na cadeia.
André Luis Costa Barbosa
Natal, RN
E agora esses facínoras,
que queimaram vivos Vinícius e seus pais, vão cumprir
uma pena mínima, com direito a tudo, inclusive progressão
de regime, porque o nosso caro Supremo acabou com a lei de crimes
hediondos, alegando razões constitucionais que nunca foram
claramente mostradas.
Marilia Santos
Vitória, ES
A loteria de Sibá
Machado
É bem interessante a entrevista
com o senhor Sibá Machado. Gostaria de fazer outras sugestões
para ele mandar ao Congresso: sorteio de vagas no Parlamento, para
acabar com as verbas não declaradas, caixa dois, já
que não será mais preciso campanha; sorteio para os
ministérios, para as mesas da Câmara e do Senado, e
assim por diante.
Claudir de Souza Antunes
São Gonçalo, RJ
Achei "brilhante" a idéia
de loteria universitária mencionada pelo senador Sibá
Machado. Sugiro instituir no projeto de lei o "sorteio do diploma
universitário". Assim, além das "vantagens" por ele
mencionadas na entrevista, não teríamos de manter
universidades, professores, funcionários etc. Sobraria mais
dinheiro para mensalão, cartilhas, sanguessugas, aumento
de 91% dos vencimentos dos parlamentares e teríamos, de lambuja,
um país cheio de "doutores".
Luiz Nelson Lot
Naviraí, MS
Stephen Kanitz
Maravilhoso o artigo de Stephen
Kanitz "A importância das avós" (Ponto de vista, 20
de dezembro). Que sensibilidade e generosidade! Que delicadeza!
Raridade do ponto de vista masculino. No auge dos meus 48 anos,
e no início da menopausa, obrigada pela clareza das palavras
e pelo novo enfoque dado ao assunto.
Tânia Dian
Cachoeiro de Itapemirim, ES
Radar
Sou proprietário e presidente
da gravadora brasileira Deckdisc, a única a publicar produtos
no formato DualDisc no Brasil. Mesmo sem saber quem foram os "executivos
da área" que informaram erradamente que o lado DVD "só
comporta meia hora de reprodução", afirmo que eles
são os mesmos que, justamente por falta de informação
ou visão, deixaram de publicar, em suas empresas, esse formato
que consideramos ideal para lutar contra a pirataria no Brasil.
O DualDisc comporta, do lado CD, sessenta minutos de música
e, do lado DVD, 5 gigabytes. Para citar apenas três exemplos
de sua capacidade, o DualDisc de Teresa Cristina tem, no lado DVD,
seu show completo com 77 minutos e 22 segundos; o do Falamansa tem
oitenta minutos e 29 segundos; e o do Ultraje a Rigor tem também
o show completo em 76 minutos. Todos esses produtos ainda vieram
com áudio em Dolby Digital 2.0 e 5.1 e legendas em português,
inglês e espanhol. Tudo isso sem nenhum comprometimento da
qualidade da imagem. Afirmo que o DualDisc poderia estar entre os
grandes acontecimentos do ano, não fosse essa praga de axioma
que norteia algumas atividades empresariais em nosso país:
"Não vi, não ouvi e não gostei" ("O dual micou",
Radar, 13 de dezembro).
João Augusto
Rio de Janeiro, RJ
Os riscos das maratonas
Às vésperas de
mais uma corrida de São Silvestre, a reportagem "Os riscos
das maratonas" (20 de dezembro) toca em um ponto fundamental: a
divulgação dos acidentes e mortes nas provas de rua.
Como corredor amador considero importantíssimo que esses
dados sejam amplamente divulgados, servindo de alerta real para
os riscos envolvidos na prática desse esporte e para que
as pessoas procurem um bom médico e uma assessoria esportiva
séria antes de se aventurar em qualquer atividade física.
Parabéns a VEJA pela iniciativa.
Ronald Sekkel
São Paulo, SP
Diogo Mainardi
Fiquei bem mais aliviada depois
que o Mainardi descobriu que ele não tem presidente. Nem
eu. Desde que eu não tenho mais presidente fiquei melhor
da gastrite e leio a revista mais depressa. Tenho mais tempo livre
para fazer o que quero. Não leio o que fala de Lula. Já
sei tudo dele. O que poderia me interessar, é claro. Só
estou falando nele por vício (que pretendo abandonar) e por
uma indizível sensação de alívio. Obrigada,
Mainardi ("Fábula capital", 20 de dezembro).
Maria Alves Santos
Por e-mail
Caro Diogo, realmente poderiam
ter sido forjadas as denúncias em relação ao
PT. Se tivessem sido forjadas, ficaria triste em ter de ler outro
colunista, já que você seria demitido. Mas, como são
fundadas, é triste ser por mais quatro anos governado por
alguém que ainda não sei se sabe que é presidente
do Brasil. Será que ele sabe?
Luiz Fernando Arena
Blumenau, SC
Reposição hormonal
para homens
Ainda não existe consenso
nas mais influentes sociedades médicas sobre a reposição
de testosterona na andropausa ("O hormônio da juventude",
13 de dezembro). Ainda há dúvidas sobre a especificidade
do quadro clínico, a precisão dos métodos de
dosagem, a eficácia e os riscos do tratamento. A testosterona
é produzida de forma pulsátil pelo testículo
e seus níveis sanguíneos apresentam grande variabilidade.
Ainda não é claro qual o melhor valor a partir do
qual se indica a reposição. Alguns consensos defendem
valores mais baixos que 200 ng/dl. Importante lembrar que a maioria
dos laboratórios dosa a testosterona livre por métodos
imprecisos como o radioimunoensaio direto, que não considera
os níveis de SHBG. A maioria dos estudos que avaliam a reposição
de testosterona envolve um número reduzido de pacientes e,
apesar da melhora da massa muscular, não há evidência
de melhora da cognição, do humor e da qualidade de
vida. A reposição de testosterona pode desencadear
efeitos colaterais significativos, como redução do
colesterol bom (HDL), hiperplasia prostática, apnéia
do sono, aumento de glóbulos vermelhos no sangue, agressividade
e ansiedade.
Rogério Silicani Ribeiro
Especialista em endocrinologia, mestre em fisiologia do exercício
pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp)
São Bernardo do Campo, SP
CORREÇÕES:
O tenor Roberto Alagna (Radamés) abandonou no palco
a mezzo-soprano Ildiko (e não Idiko) Komlosi, que interpretava
Amneris, e não a Aída (Gente, 20 de
dezembro). A operadora de VoIP
Vono informa que possui tarifas de 11 centavos por minuto para ligações
DDD em 151 cidades importantes do Brasil. A reportagem "VoIP: a
sucessora do telefone" (Guia, 20 de dezembro) informara que o DDD
custava 25 centavos o minuto, com base no preço da ligação
de São Paulo a Bauru.
Tasso Marcelo/AE
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A foto publicada na seção Holofote
(20 de dezembro) como sendo de José Barbosa, técnico
do Banco Central que no momento ocupa a presidência da Casa
da Moeda, é na verdade de um homônimo, gerente setorial
da Petrobras. A foto correta do presidente da Casa da Moeda, cujo
nome completo é José dos Santos Barbosa, é
a que publicamos ao lado.
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