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Edição 1 779 - 27 de novembro de 2002
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Fotos Reuters
Michael Jackson, com dois filhos encapuzados e o caçula pendurado: bizarrice tamanho-família

Família Addams? Não, Jackson

Quem se assustou com o narizinho desconstruído não sabia o que vinha pela frente. Agraciado com um prêmio chamado Bambi (não, não existe aquela conotação), o cantor Michael Jackson viajou para Berlim em família na semana passada. Mais: tomou a inédita iniciativa de mostrar a tal família – à sua bizarra moda, claro. Primeiro, diante de fãs na rua, pendurou o filho Prince Michael II, 9 meses, mãe ignorada, para fora da mureta da sacada do hotel. E lá ficou o bebê, com os pezinhos descalços balançando a 20 metros do chão, cabecinha coberta por uma toalha, enquanto papai sorria para a platéia. "Foi um erro horrível", penitenciou-se Jackson, massacrado pelos tablóides. "Fui levado pelo entusiasmo do momento." Aí, para mostrar que é muito gente, levou ao zoológico o Prince Michael nº 1, de 5 anos, e a filha Paris, 4, nascidos durante o casamento de fachada com Debbie Rowe. Ambos escondidos sob véus roxos, como versões funéreas das burcas afegãs.

 

Assedia que eu gosto

Divulgação
Lázaro: mulheres e televisão


O baiano Lázaro Ramos, 24 anos, sente que tirou a sorte grande ao interpretar o bandido homossexual Madame Satã, em cartaz nos cinemas. Não tanto por motivos monetários – continua a dirigir um Gol e não mudou os hábitos de consumo. No entanto, refestela-se nos louros de um efeito colateral inesperado, sendo seu personagem quem era: o enorme sucesso entre as mulheres. "Tenho certeza de que vou estar namorando logo", diz, apesar da dificuldade de escolha entre tanta oferta. Também festeja o convite para estrear na televisão – a partir desta terça-feira, será um dos cinco Pastores da Noite, a série da Rede Globo baseada na obra de Jorge Amado.

 

 

Financiou, dançou

 
Neldson Neves/O Liberal/AE
Wolfensohn em Marajó: viagens a trabalho temperadas pelo gosto popular

Não basta financiar – tem de participar. Imbuído desse espírito, James Wolfensohn, 69 anos, presidente do Banco Mundial, dançou carimbó em Marajó, acompanhou com um tarol a bateria mirim da Mangueira, no Rio de Janeiro, e desmanchou-se em elogios ao presidente Lula, em Brasília. "Vi crianças pobres aprendendo informática onde antes não havia nem eletricidade", elogiou. Wolfensohn faz questão de provar do tempero local nos lugares que visita. Na vida privada, entretanto, passa longe do popular: ex-fera do mercado financeiro, é multimilionário, aprecia música clássica e toca violino nas horas vagas.

 

Reverente rainha da irreverência

Com coque e pose de madame e muques de estivadora, Madonna, a rainha do pop, conheceu Elizabeth, a rainha da Inglaterra, na pré-estréia londrina do novo filme de James Bond, Um Novo Dia para Morrer, em que canta a canção-tema e faz ponta de professora de esgrima lésbica. Mais inglesa que o marido inglês Guy Ritchie (até sotaque ela adquiriu), Madonna fez questão de ensaiar até aprender a fazer uma respeitosa reverência. Na hora H, exibia um sorriso-esgar de quem tremia nas bases. A rainha, com um colarzinho de pérolas bem mais simples do que os brilhantes da cantora, foi magnânima como sempre. Está acostumada.

 

Fecho de ouro em ano de abundância

Valerio Trabanco
Daniela, cheia de jóias na próxima Vip: "Obrigada, Papai Noel"


Este foi um ano e tanto para a modelo Daniela Cicarelli. "Tenho muito a agradecer ao Papai Noel", diz ela, enumerando os presentes antecipados, sob a forma de cinqüenta desfiles e mais de 100 campanhas publicitárias. No momento, negocia com a MTV a apresentação do especial de verão e um contrato com uma grife de lingerie. E brilha na capa da próxima revista Vip, em fotos cheias de luxo (as jóias do ensaio, com cinco seguranças a postos, valiam 1 milhão de reais) e sensualidade (atributo natural que não tem preço). "Acho que a revista quis fechar o ano com chave de ouro. Não por mim, claro. Por causa das jóias", diz, modesta. A gente acredita.



Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Silvia Rogar


 
 
   
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