| Fale conosco |
| Ajuda |
| Mapa do site |
![]() |
|
Crie seu grupo |
CLIQUE
NOS TÍTULOS PARA LER AS
A migração dos corações solitários
para o ciberespaço mostra a substituição do romantismo
do olhar, do toque, da voz por um "suave teclar" de dúbias intenções.
A modernidade modificou não só os padrões de namoro
como também os conceitos de sua valorização ("Tecla
comigo, vai...", 20 de novembro). O
tema namoro pontocom pela primeira vez foi abordado com uma conotação
positiva. Estamos vivendo uma mudança de paradigma das formas de
conseguir um amor. Só não vê quem não quer. Na
atual situação "político-amorosa" mundial, em nada
me assusta ter de recorrer a recursos como a internet para namorar. Lá
pelo menos podemos montar e desmontar a pessoa desejada e vislumbrar seu
caráter, num romantismo que só é possível
mesmo na cabeça dos que ainda acreditam que almas gêmeas
não existem apenas nos filmes de Meg Ryan. Há
quatro anos, quando conheci a primeira pessoa pela internet, meus amigos
não se conformaram. Eu ouvi longos sermões. Ainda escuto
muitas piadinhas sobre isso, mas de forma mais sutil. Entre
o virtual e o real há fronteiras intransponíveis. Conheci
os dois lados, e não há nada mais excitante do que o real.
Bom mesmo é poder usar de todos os sentidos para procurar namoro,
sexo e companhia e isso só é possível no mundo
real. Acho
muito chata essa história de ficar procurando alguém pela
internet. Encontrar alguém tem de ser algo natural. É preciso
olhar nos olhos enquanto se fala com a outra pessoa, ouvir sua voz, ver
um sorriso. Ficar horas na internet conversando com um e com outro é
pura perda de tempo. É melhor sair, ir tomar um sorvete, praticar
um esporte. Com certeza aparecerá uma pessoa bem mais interessante
do que aquelas que ficam grudadas na frente do computador perdendo os
minutos preciosos da vida.
Brilhante a entrevista de Roberto Pompeu de Toledo ("FHC, oito anos depois",
20 de novembro). Ela confirmou o caráter democrático e o
perfil de estadista de FHC. Sua eloqüência e sua clareza nas
respostas e as explicações para sua atitude diante dos desafios
que enfrentou durante os oito anos de seu governo prenunciam que sentiremos
saudade desse tempo. A história o julgará, sem dúvida,
mas com toda a certeza a "sentença" lhe será amplamente
favorável. Quem viver verá! Tivemos
a oportunidade de conhecer melhor, de aferir com maior precisão
o nível do maior líder político brasileiro dos últimos
tempos. A população brasileira foi a grande contemplada
com a presença no comando da nação desse raro político,
que consegue reunir tantas qualidades: inteligência, liderança,
tolerância e competência. Vai deixar saudade. FHC
demonstrou que depois dos oito anos de mandato se tornou melhor conhecedor
da natureza humana, sentindo-se à vontade para advertir o presidente
eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre as conseqüências
de uma retórica da esperança. Todavia, o presidente FHC
não esclarece a verdade sobre a reeleição. Será
por se tratar de uma questão mais ardilosa? Só
o tempo será conclusivo para avaliar a política macroeconômica
do governo FHC quanto à estagnação, à vulnerabilidade
externa e à fragilidade financeira. Os salários, os rendimentos
e o mercado de trabalho. O processo de privatização, o social,
a democracia e a corrupção. O neoliberalismo no que tange
ao discurso e à prática.
Quero lembrar aos que leram a reportagem sobre o "jornalista" Milton Neves
que o motivo do covarde e abominável pontapé dado por trás
no honrado Silvio Luiz foi simplesmente porque este não tirou o
chapéu para o dito-cujo na gravação do programa Raul
Gil. Pode? Sobre o processo contra mim, confesso estar vivendo momentos
de glória. Afinal, ser processado por gente como Ricardo Teixeira,
Marconi Perillo e Milton Neves é razão suficiente para receber,
aos 41 anos, atestado de idoneidade.
Nós da equipe do Projeto UFF-Espaço Avançado agradecemos
o tratamento que foi destinado ao trabalho de nossos idosos. Num país
em que pessoas da terceira idade não têm voz nem vez, atitudes
como essa são muito importantes e um grande incentivo para que
os idosos se percebam como agentes ativos e participativos do processo
de construção de cidadania ("Arc e a terceira idade", 20
de novembro).
Na edição 1.773 de VEJA, fui rotulado de dinossauro, mas
a revista não teceu quaisquer comentários sobre o porquê.
Para que não pairem dúvidas sobre o meu comportamento, já
que não pertenço à odiada família dos corruptossauros,
quero deixar claro o que penso. Sempre defendi uma política de
controle da natalidade como forma eficaz de combater a miséria
e a demagogia. A redução da maioridade penal e a pena de
morte, inclusive para pedófilos, fazem parte do meu programa de
legislador. Luto por um Legislativo independente, sem o qual prefiro,
e com muito orgulho, admirar os vinte anos de regime militar, em que o
bandido e o político corrupto eram presos ou cassados, exatamente
ao contrário do que hoje acontece, pois quem vive preso em casa
é o homem de bem, e o político honesto (espécime
em extinção) é rotulado de dinossauro ("Barrados
pela urna", 16 de outubro).
Foram muito oportunas as declarações do editor da Foreign
Policy, Moisés Naím (Amarelas, 13 de novembro), sob
todos os aspectos, principalmente quando ele menciona a importância
da abertura do mercado americano aos produtos brasileiros. Tal medida
contribuiria, sem dúvida, para favorecer a estabilização
de nossa economia e atrairia maiores investimentos. Um dia o mundo ainda
verá quanto o Brasil é importante no contexto mundial.
Lendo "Chega de Drummond" (13 de novembro), conclui-se que Diogo Mainardi
é desses gênios da escrita que só aparecem no país
a cada vinte, trinta anos. Seu estilo, ácido e corrosivo, nos faz
lembrar os bons tempos do Pasquim da década de 70. Será,
sem dúvida, um dos poucos antídotos que teremos contra a
enxurrada de bajulação barata que inundará nossa
imprensa nos próximos quatro ou oito anos. Cruzes! Diogo
Mainardi dessa vez se superou. É o cúmulo da superficialidade
teórica opor Cabral a Drummond. São dois exercícios
metalingüísticos diferentes em sua forma de expressão,
mas iguais pelo menos em um de seus objetivos essenciais: a disciplina
do sentimento. As duas poéticas dialogam, sim. Drummond é
uma das influências mais fortes da e na poesia cabralina, com a
qual mantém alto nível de intertextualidade. Como mestra
e doutoranda em literatura brasileira, pesquisando João Cabral
há seis anos, não poderia deixar passar em branco semelhante
barbaridade. Parabéns,
Mainardi. De forma contundente, cruel e didática, você me
fez acreditar, por uns poucos minutos, que Drummond é um poeta
chato e piegas.
Os lembretes elencados na reportagem "A boa educação é
uma lição de casa" (13 de novembro) são básicos,
simples de entender e não custam nenhum dinheiro para ser aplicados.
Todavia, esses lembretes são lições de casa esquecidas
na escola da vida de alguns pais. Delegar a responsabilidade da educação
dos filhos exclusivamente à escola não tem levado os pais,
em sua maioria, à tranqüilidade do dever de educadores.
|
|
|