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Edição 1 779 - 27 de novembro de 2002
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"As pessoas se cumprimentarão com um abraço, um beijo e um aperto de mouse."
Vladimir Alves de Souza
São Paulo, SP


Namoro na internet

A migração dos corações solitários para o ciberespaço mostra a substituição do romantismo do olhar, do toque, da voz por um "suave teclar" de dúbias intenções. A modernidade modificou não só os padrões de namoro como também os conceitos de sua valorização ("Tecla comigo, vai...", 20 de novembro).
Mirna Machado
Guarulhos, SP

O tema namoro pontocom pela primeira vez foi abordado com uma conotação positiva. Estamos vivendo uma mudança de paradigma das formas de conseguir um amor. Só não vê quem não quer.
Rosangela Maria
Umuarama, PR

Na atual situação "político-amorosa" mundial, em nada me assusta ter de recorrer a recursos como a internet para namorar. Lá pelo menos podemos montar e desmontar a pessoa desejada e vislumbrar seu caráter, num romantismo que só é possível mesmo na cabeça dos que ainda acreditam que almas gêmeas não existem apenas nos filmes de Meg Ryan.
Aline Cavalcante Furtado Silva
Jaboatão dos Guararapes, PE

Há quatro anos, quando conheci a primeira pessoa pela internet, meus amigos não se conformaram. Eu ouvi longos sermões. Ainda escuto muitas piadinhas sobre isso, mas de forma mais sutil.
Alyne Vieira
Sorocaba, SP

Entre o virtual e o real há fronteiras intransponíveis. Conheci os dois lados, e não há nada mais excitante do que o real. Bom mesmo é poder usar de todos os sentidos para procurar namoro, sexo e companhia – e isso só é possível no mundo real.
Antônio Marcos Murta
Belo Horizonte, MG

Acho muito chata essa história de ficar procurando alguém pela internet. Encontrar alguém tem de ser algo natural. É preciso olhar nos olhos enquanto se fala com a outra pessoa, ouvir sua voz, ver um sorriso. Ficar horas na internet conversando com um e com outro é pura perda de tempo. É melhor sair, ir tomar um sorvete, praticar um esporte. Com certeza aparecerá uma pessoa bem mais interessante do que aquelas que ficam grudadas na frente do computador perdendo os minutos preciosos da vida.
Lilian Regina Gonçalves
São Paulo, SP

 

Fernando Henrique Cardoso

Brilhante a entrevista de Roberto Pompeu de Toledo ("FHC, oito anos depois", 20 de novembro). Ela confirmou o caráter democrático e o perfil de estadista de FHC. Sua eloqüência e sua clareza nas respostas e as explicações para sua atitude diante dos desafios que enfrentou durante os oito anos de seu governo prenunciam que sentiremos saudade desse tempo. A história o julgará, sem dúvida, mas com toda a certeza a "sentença" lhe será amplamente favorável. Quem viver verá!
Eduardo Grígolo
Jundiaí, SP

Tivemos a oportunidade de conhecer melhor, de aferir com maior precisão o nível do maior líder político brasileiro dos últimos tempos. A população brasileira foi a grande contemplada com a presença no comando da nação desse raro político, que consegue reunir tantas qualidades: inteligência, liderança, tolerância e competência. Vai deixar saudade.
José Antonio Rodrigues Agostinho
Maringá, PR

FHC demonstrou que depois dos oito anos de mandato se tornou melhor conhecedor da natureza humana, sentindo-se à vontade para advertir o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre as conseqüências de uma retórica da esperança. Todavia, o presidente FHC não esclarece a verdade sobre a reeleição. Será por se tratar de uma questão mais ardilosa?
Acrísio Quaresma Trigueiro
Salvador, BA

Só o tempo será conclusivo para avaliar a política macroeconômica do governo FHC quanto à estagnação, à vulnerabilidade externa e à fragilidade financeira. Os salários, os rendimentos e o mercado de trabalho. O processo de privatização, o social, a democracia e a corrupção. O neoliberalismo no que tange ao discurso e à prática.
José Luiz de Jesus Salgado
Rio de Janeiro, RJ

 

Milton Neves

Quero lembrar aos que leram a reportagem sobre o "jornalista" Milton Neves que o motivo do covarde e abominável pontapé dado por trás no honrado Silvio Luiz foi simplesmente porque este não tirou o chapéu para o dito-cujo na gravação do programa Raul Gil. Pode? Sobre o processo contra mim, confesso estar vivendo momentos de glória. Afinal, ser processado por gente como Ricardo Teixeira, Marconi Perillo e Milton Neves é razão suficiente para receber, aos 41 anos, atestado de idoneidade.
Jorge Kajuru
Comentarista da Rede Cultura de Televisão
São Paulo, SP

 

Arc

Nós da equipe do Projeto UFF-Espaço Avançado agradecemos o tratamento que foi destinado ao trabalho de nossos idosos. Num país em que pessoas da terceira idade não têm voz nem vez, atitudes como essa são muito importantes e um grande incentivo para que os idosos se percebam como agentes ativos e participativos do processo de construção de cidadania ("Arc e a terceira idade", 20 de novembro).
Ana Maria Balestro
Rio de Janeiro, RJ

 

Dinossauros da política

Na edição 1.773 de VEJA, fui rotulado de dinossauro, mas a revista não teceu quaisquer comentários sobre o porquê. Para que não pairem dúvidas sobre o meu comportamento, já que não pertenço à odiada família dos corruptossauros, quero deixar claro o que penso. Sempre defendi uma política de controle da natalidade como forma eficaz de combater a miséria e a demagogia. A redução da maioridade penal e a pena de morte, inclusive para pedófilos, fazem parte do meu programa de legislador. Luto por um Legislativo independente, sem o qual prefiro, e com muito orgulho, admirar os vinte anos de regime militar, em que o bandido e o político corrupto eram presos ou cassados, exatamente ao contrário do que hoje acontece, pois quem vive preso em casa é o homem de bem, e o político honesto (espécime em extinção) é rotulado de dinossauro ("Barrados pela urna", 16 de outubro).
Jair Bolsonaro
Deputado federal (PPB-RJ)
Rio de Janeiro, RJ

 

Moisés Naím

Foram muito oportunas as declarações do editor da Foreign Policy, Moisés Naím (Amarelas, 13 de novembro), sob todos os aspectos, principalmente quando ele menciona a importância da abertura do mercado americano aos produtos brasileiros. Tal medida contribuiria, sem dúvida, para favorecer a estabilização de nossa economia e atrairia maiores investimentos. Um dia o mundo ainda verá quanto o Brasil é importante no contexto mundial.
Adilson José Vilella
Viçosa, MG

 

Diogo Mainardi

Lendo "Chega de Drummond" (13 de novembro), conclui-se que Diogo Mainardi é desses gênios da escrita que só aparecem no país a cada vinte, trinta anos. Seu estilo, ácido e corrosivo, nos faz lembrar os bons tempos do Pasquim da década de 70. Será, sem dúvida, um dos poucos antídotos que teremos contra a enxurrada de bajulação barata que inundará nossa imprensa nos próximos quatro ou oito anos. Cruzes!
Benhur Luiz Maieron
Brasília, DF

Diogo Mainardi dessa vez se superou. É o cúmulo da superficialidade teórica opor Cabral a Drummond. São dois exercícios metalingüísticos diferentes em sua forma de expressão, mas iguais pelo menos em um de seus objetivos essenciais: a disciplina do sentimento. As duas poéticas dialogam, sim. Drummond é uma das influências mais fortes da e na poesia cabralina, com a qual mantém alto nível de intertextualidade. Como mestra e doutoranda em literatura brasileira, pesquisando João Cabral há seis anos, não poderia deixar passar em branco semelhante barbaridade.
Rosângela Queiroz
Campina Grande, PB

Parabéns, Mainardi. De forma contundente, cruel e didática, você me fez acreditar, por uns poucos minutos, que Drummond é um poeta chato e piegas.
Maria Lúcia A. Furquim
Curitiba, PR

 

Guia

Os lembretes elencados na reportagem "A boa educação é uma lição de casa" (13 de novembro) são básicos, simples de entender e não custam nenhum dinheiro para ser aplicados. Todavia, esses lembretes são lições de casa esquecidas na escola da vida de alguns pais. Delegar a responsabilidade da educação dos filhos exclusivamente à escola não tem levado os pais, em sua maioria, à tranqüilidade do dever de educadores.
Ana Clara Pereira Assis Alves Almeida
Jataí, GO

 

SITES DE NAMORO

Leitores que não têm acesso ao conteúdo de VEJA na internet, restrito a assinantes da revista e do provedor Universo Online (UOL), escreveram para a redação pedindo o endereço dos sites de namoro citados na reportagem "Tecla comigo, vai..." (20 de novembro). Segue a relação:
Almas Gêmeas
Amor & Cia
Amigos virtuais
Cara Metade
Como Vai
Lado a Lado

Mr.Cupido
Namoroonline
Par Perfeito
Super Encontros
Amor.@AOL
Cupidonet

 

ARC NA TELINHA DO MICRO

O mexicano Alejandro Mariscal trabalhou no Brasil por três meses, casou-se com uma brasileira e se tornou fã do Arc, o marcianinho. De volta ao México, ele escreveu fazendo uma sugestão para o Arc: "Gostamos muito de você e agradeceríamos se pudesse enviar-nos algumas fotos suas para decorar a tela do computador". Como forma de atendê-lo, e a todos os leitores que gostam dele, Arc mandou confeccionar um papel de parede para enfeitar a tela do computador. Os interessados podem acessá-lo clicando aqui.

 

 
 
   
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