Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 779 - 27 de novembro de 2002
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Para voltar a crescer

Roberto Castro/AE
Wolfensohn, Lula e Palocci: a missão é baixar os juros

Na semana passada, os juros básicos da economia foram fixados em 22% ao ano. Na vida real, os brasileiros já pagam os maiores juros do planeta. Empresas e consumidores são asfixiados com juros três, quatro e até cinco vezes maiores que a taxa básica. É impossível conceber um sistema econômico viável com essas taxas. Portanto, é com esperança que se vê os dirigentes petistas colocarem como prioridade a criação de condições para a derrubada dos juros. Isso implica fazer as reformas que corrijam as pesadas distorções impostas ao país nas áreas trabalhista, tributária e previdenciária, entre outras. As empresas brasileiras pagam encargos de 103% sobre a folha salarial. Nos Estados Unidos esse valor é de 9%. Os brasileiros trabalham quatro meses do ano só para pagar impostos, um recorde entre os países em desenvolvimento. A mais urgente das reformas é a da previdência do setor público. O país gasta mais de 30 bilhões de reais por ano com o pagamento de pensões aos funcionários públicos, que recebem, em média, oito vezes mais que os aposentados da iniciativa privada. O Brasil só pode voltar a crescer quando essas distorções forem corrigidas.

Quando se apresentava com o discurso incendiário das rupturas impossíveis, tudo que se esperava do PT é que não tivesse a chance de testar suas idéias no governo. Com a eleição para a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva e seu compromisso com a estabilidade e as reformas, o anseio dos brasileiros agora é que o PT realmente transforme seu discurso em prática. Os mercados estão dando a trégua necessária. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) estão demonstrando boa vontade com a nova administração, como ficou claro na reunião de Lula e Antônio Palocci, coordenador da transição, com James Wolfensohn, presidente do Bird. Só com a queda do dólar para a vizinhança dos 3,50 reais, o estoque da dívida pública ficou 4% menor. As boas notícias abrem espaço para que o presidente Lula possa tomar as difíceis providências que permitirão a queda dos juros e a retomada do crescimento. Veja reportagens sobre a sucessão.

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS