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VEJA Recomenda
DVDs
Globo
Vídeo
 | | Price,
em Dr. Phibes: mestre do terrir |
Coleção
Vincent Price (PlayArte) Entre os anos 50 e 70, já tendo
abandonado as pretensões a ator dramático, o americano Vincent Price
virou o grande nome do "terrir" o terror com humor (ou escracho). Os três
títulos dessa caixa estão entre a nata do gênero. O Corvo
(1963), que tira seu mote do poema de Edgar Allan Poe, é uma produção
até caprichada para os padrões do diretor Roger Corman, que completa
o elenco com Peter Lorre, Boris Karloff e um Jack Nicholson quase imberbe. Em
As Sete Máscaras da Morte (1973), Price é um ator que se
vinga de forma escabrosa das críticas ruins que recebeu. O tema volta em
O Abominável Dr. Phibes (1971), a jóia da coleção:
mesmo estando mais morto do que vivo, o Dr. Phibes dá o troco aos nove
médicos que despacharam sua mulher para o além.
Millennium
A Primeira Temporada (Estados Unidos, 1996. Fox) No auge
de Arquivo X, seu criador, Chris Carter, tentou capitalizar o sucesso com
essa série ainda mais macabra. O plano não correu como o esperado:
Millennium não tinha o charme de sua antecessora, e por isso durou
só três anos, sem nunca ter atingido a popularidade de Arquivo
X. O que não significa que seja inferior. Lance Henriksen, com seu
rosto sempre triste e vincado, é Frank Black, um detetive com poderes paranormais.
Aposentado do FBI por causa de um colapso nervoso, Black agora trabalha para um
grupo que se dedica a caçar os autores de crimes hediondos e ponha-se
hediondo nisso , ao mesmo tempo em que tenta identificar um perseguidor
misterioso, que tem sempre sua família na mira. LIVROS
O
Segredo dos Flamengos, de Federico Andahazi (tradução de
Sérgio Fischer; L± 206 páginas; 26 reais) O psicanalista
e escritor argentino Federico Andahazi ganhou fama com O Anatomista, romance
baseado na vida de Mateo Realdo Colombo, cientista do século XVI que foi
reputado como o primeiro a descrever uma parte fundamental da anatomia íntima
feminina o clitóris. Nesse novo livro, Andahazi volta à mesma
época para criar uma envolvente história de crime e mistério
nos estúdios de arte. A partir do assassinato do jovem aprendiz de um artista
de Florença, a trama expõe a rivalidade entre os mestres florentinos,
especialistas na perspectiva, e os flamengos, que dominavam a tecnologia das cores
e tintas. Contos
e Novelas Reunidos, de Samuel Rawet (Civilização Brasileira;
490 páginas; 49,90 reais) O livro reúne os principais títulos
da obra desse autor que, há muito tempo ausente das livrarias, era um nome
cult nos sebos. Tipo difícil e solitário, Rawet foi encontrado morto
num apartamento em Sobradinho, em 1984. A morte na cidade-satélite de Brasília
capital que ele, como engenheiro, havia ajudado a construir é
emblemática de sua posição excêntrica na literatura
brasileira. Nascido numa comunidade judaica na Polônia e criado num subúrbio
carioca, Rawet construiu sua obra em torno do exílio e do estranhamento
cultural. No conto A Prece, por exemplo, os vizinhos de uma família
judaica confundem cerimônias fúnebres da religião com algum
tipo de ritual satânico. Leia
trechos.
EXPOSIÇÃO
Divulgação
 | | Tela
de Cícero Dias: surrealismo |
Cícero
Dias Décadas de 20 e 30 (Em cartaz em São Paulo)
Morto em 2003, aos 95 anos, o pintor pernambucano Cícero Dias foi
o último remanescente do modernismo nas artes plásticas do país.
Essa mostra reúne quase oitenta pinturas de seu início de carreira.
Está em exibição no museu da Faap e, em 2005, deverá
passar por Curitiba, Recife e Paris cidade adotada pelo artista a partir
de 1937 e onde ele conviveu com figuras como o espanhol Pablo Picasso. No acervo
destacam-se as aquarelas que, graças aos nus ousados para a época,
chocaram o Rio de Janeiro dos anos 20 e 30. Também há o painel Eu
Vi o Mundo... Ele Começava no Recife, tela de 15 metros de largura
por 2,5 de altura cujo flerte com o surrealismo lhe valeu a admiração
nos círculos modernistas.
Veja
fotos.
DISCOS
New
Favorite e Live, Alison Krauss
+ Union Station (Atração) Sobre a violinista e cantora americana
repousa o mérito de levar o bluegrass (uma variante do country) para as
massas. Alison entrou nas paradas de sucesso em 2000, quando participou da trilha
do filme E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, dos irmãos
Coen. Esses dois CDs dão uma boa amostra de seu talento. New Favorite,
de 2001, é mais voltado para a canção tradicional americana,
enquanto Live (um duplo que será vendido a preço de CD simples)
mostra a versatilidade da artista, que também incursiona pelo rock e pelo
jazz. Nesse último, ela dá uma canja a um integrante de sua banda.
O músico canta I Am a Man of Constant Sorrow, que na fita dos Coen
era interpretada pelo ator George Clooney. Ouça
os discos.
Rachmaninoff:
Piano Concerto Nº 3 e Piano Suíte Nº 2, Martha Argerich
(Universal) Para quem nunca viu os soberbos recitais da pianista argentina
ao lado do brasileiro Nelson Freire, esse disco é um belo consolo. Martha
toca duas peças do compositor romântico russo Rachmaninoff. Na primeira,
ela é acompanhada pelo maestro italiano Ricchardo Chailly e pela Sinfônica
da Rádio de Berlim. Trata-se de uma gravação ao vivo, de
1982, em que a performance da pianista é tida por especialistas como o
registro definitivo da obra. No movimento final, os dedos de Martha parecem voar
sobre o teclado. A suíte para piano foi gravada naquele mesmo ano, ao lado
de Freire. Ambos mostram por que figuram na lista dos maiores pianistas do mundo.
TELEVISÃO
Divulgação
 | Straight
Plan: eles dão duro para virar machões
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Straight
Plan for the Gay Man (Estréia nesta terça, às 19h30,
no GNT) Esse programa é uma sátira de Queer Eye for the
Straight Guy, reality show em que gays ensinam um machão a ser metrossexual
quer dizer, um homem de modos, digamos, refinados. Straight Plan vira
a fórmula pelo avesso: um gay tido como irrecuperável enfrenta o
desafio de virar machão por um dia, sob assessoria de quatro marmanjos
que se esforçam para apagar de sua aparência e de seu estilo de vida
tudo o que remeta à sua condição. Num episódio, um
professor de ioga tem de dar uma de esportista. Em outro, um dançarino
da Broadway que se diz "tão gay quanto framboesas" tenta se passar por
galanteador sem muito sucesso.
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