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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO Não
há almoço grátis Depois das
eleições (sempre depois, como convém), o ministro Ciro Gomes
comunicará aos governadores beneficiados com o projeto de transposição
do Rio São Francisco que os custos de manutenção e operação
da obra serão também bancados por eles o governo federal
arcará exclusivamente com a obra. Assim, a projeção é
que o preço da água para os consumidores subirá cerca de
20%. Vai ter chiadeira. Longe da Esplanada e
dos quartéis Há, como é natural,
diversas dúvidas e possibilidades para a composição do novo
ministério e só uma certeza: o ministro da Defesa, José
Viegas, deixará o governo. CONGRESSO
Novela interminável 1 Passadas
as eleições do dia 31, o Palácio do Planalto joga todo o
seu peso na emenda para a reeleição dos presidentes da Câmara
e do Senado. O problema é que parte dos aliados já não faz
fé no sucesso da empreitada. Novela interminável
2 Aliás, ao contrário do que se disse
por aí, João Paulo Cunha continua candidatíssimo à
reeleição para a presidência da Câmara e em campanha
cerrada. ELEIÇÕES 2004
FHC pode não votar em Serra Calma!
Não é por falta de vontade. Mas, enquanto o pau come na eleição
paulistana, FHC está nos EUA dando aulas e conferências no Instituto
de Relações Internacionais da Universidade Brown fruto de
um contrato assinado antes de José Serra se tornar candidato. As aulas
se estendem até meados de novembro. Ainda assim, FHC está considerando
dar um pulinho em São Paulo no dia 31. Planos
futuros Valdivino Oliveira, secretário de
Fazenda de Joaquim Roriz, é candidato a vice-prefeito de Goiânia,
na chapa de Iris Rezende. Tem gente em Brasília achando que seria a porta
de entrada de Roriz em Goiás para uma candidatura do atual governador do
Distrito Federal ao governo local. Aécio
2006 Geraldo Alckmin rodou por vários Estados
há duas semanas. Agora, como quem não quer nada, Aécio Neves
faz seu giro pelo país surfando nas campanhas tucanas. Em uma semana, vai
dar as caras em Campinas, Curitiba, Florianópolis, Natal e Cuiabá.
Transportes, um ministério que não
anda Ed
Ferreira/AE
 | | Lula
e Nascimento: lentidão |
Na terça-feira
passada, durante um jantar com grandes empresários na Granja do Torto,
José Dirceu deixou claro que o prestígio do ministro dos Transportes,
Alfredo Nascimento, está em baixa no governo. Revelou que Lula anda aborrecido
com a burocracia e a lentidão do ministério. E que o próprio
presidente já determinou que Dirceu (sempre ele) arregace as mangas e faça
andar os Transportes. | |
ECONOMIA Wal-Mart exporta A
Wal-Mart brasileira, quem diria, fecha neste ano exportando 120 milhões
de dólares em produtos nacionais. São toalhas, calçados,
móveis e utensílios de cozinha que já estão abastecendo
o maior varejista do mundo nos outros dez países em que ele atua.
TELEFONIA Telefônica muda de nome Em
sigilo, a Telefónica de Espanha planeja a mudança de seu nome em
todos os países em que atua. E a campanha de implantação
da nova marca poderá ser comandada por um brasileiro. Foram quatro agências
mundiais selecionadas para disputar a milionária conta. Nizan Guanaes está
à frente de uma delas. Eduardo Fischer, correndo por fora, da outra.
PIRATARIA Ao
gosto do freguês Veja a que nível de
requinte chegou a falsificação de produtos industrializados no Brasil.
O badalado tênis Nike Shox, que faz sucesso entre a garotada mais abonada,
só é fabricado no original a partir da numeração 34,
e, nos tamanhos menores, a maioria das cores se adapta mais ao público
feminino, com preço em torno de 400 reais. Já os piratas
que são vendidos até por um quarto desse valor podem ser
encontrados em qualquer tamanho e cor.
AVIAÇÃO Usando o prestígio alheio A
Varig contratou Daniel Mandelli, ex-presidente da TAM, como consultor. Sua principal
missão é aplainar o caminho da direção da empresa
com o governo Lula. Hoje, o prestígio da cúpula da Varig no Planalto
é igual a zero. Solução
suíça? Informação de
quem acompanha de perto os estudos do governo para sanear o setor aéreo
e resolver o problemão chamado Varig: há simpatia pela solução
que a Suíça deu para a falida Swissair hoje renascida sob
o nome Swiss. EUA O
pragmatismo do embaixador A avaliação
é de um experiente diplomata brasileiro, com passagens pelas principais
embaixadas no exterior: uma eventual vitória de George W. Bush seria melhor
para o Brasil. Primeiro, porque ele já conhece Lula e há empatia
entre eles. Depois, porque existem programas de trabalho em andamento entre os
dois países fixados justamente pelos dois. John Kerry, nesse sentido, seria
a incerteza. ESPORTE Dois
extremos A Traffic, a maior empresa de marketing
esportivo do país, passou vinte anos dedicada exclusivamente ao futebol
o mais popular dos esportes. Agora, vai para o outro extremo. Associou-se
a Donald Trump e passa também a organizar e a comercializar no Brasil campeonatos
do esporte-símbolo da elite o golfe.
TELEVISÃO A volta de Sônia Braga A
atriz iniciou conversas com a Globo para participar da novela das 8, de Silvio
de Abreu, prevista para estrear no fim de 2005.
Lemann, Marcel e Sicupira deixam a GP Bel
Pedrosa/Folha Imagem
 | | Lemann:
sem a GP, mas com a AmBev e Lojas Americanas |
O
trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira deixou a GP Investimentos,
o primeiro e maior fundo de private equity do país. Na semana passada,
eles desfizeram-se dos 40% que ainda possuíam ali. Foi a seqüência
de um processo iniciado em julho de 2003, quando venderam o controle da empresa
fundada por eles onze anos atrás. Os cariocas Lemann, Marcel e Sicupira
continuam donos da AmBev (e sócios da InBev) e Lojas Americanas, entre
outros gigantes. Agora, a GP será comandada por sete sócios, crias
do mítico trio de empreendedores e que já tocavam a GP há
um ano. Os novos cabeças do negócio também formam um trio.
São eles: Fersen Lambranho, Antonio Bonchristiano e Marcelo Peano.
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| Colaborou José
Edward |