Edição 1877 . 27 de outubro de 2004

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Gustavo Franco
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Não há almoço grátis
Depois das eleições (sempre depois, como convém), o ministro Ciro Gomes comunicará aos governadores beneficiados com o projeto de transposição do Rio São Francisco que os custos de manutenção e operação da obra serão também bancados por eles – o governo federal arcará exclusivamente com a obra. Assim, a projeção é que o preço da água para os consumidores subirá cerca de 20%. Vai ter chiadeira.

Longe da Esplanada e dos quartéis
Há, como é natural, diversas dúvidas e possibilidades para a composição do novo ministério – e só uma certeza: o ministro da Defesa, José Viegas, deixará o governo.

 

• CONGRESSO

Novela interminável 1
Passadas as eleições do dia 31, o Palácio do Planalto joga todo o seu peso na emenda para a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado. O problema é que parte dos aliados já não faz fé no sucesso da empreitada.

Novela interminável 2
Aliás, ao contrário do que se disse por aí, João Paulo Cunha continua candidatíssimo à reeleição para a presidência da Câmara – e em campanha cerrada.

 

• ELEIÇÕES 2004

FHC pode não votar em Serra
Calma! Não é por falta de vontade. Mas, enquanto o pau come na eleição paulistana, FHC está nos EUA dando aulas e conferências no Instituto de Relações Internacionais da Universidade Brown – fruto de um contrato assinado antes de José Serra se tornar candidato. As aulas se estendem até meados de novembro. Ainda assim, FHC está considerando dar um pulinho em São Paulo no dia 31.

Planos futuros
Valdivino Oliveira, secretário de Fazenda de Joaquim Roriz, é candidato a vice-prefeito de Goiânia, na chapa de Iris Rezende. Tem gente em Brasília achando que seria a porta de entrada de Roriz em Goiás para uma candidatura do atual governador do Distrito Federal ao governo local.

Aécio 2006
Geraldo Alckmin rodou por vários Estados há duas semanas. Agora, como quem não quer nada, Aécio Neves faz seu giro pelo país surfando nas campanhas tucanas. Em uma semana, vai dar as caras em Campinas, Curitiba, Florianópolis, Natal e Cuiabá.

 

Transportes, um ministério que não anda

Ed Ferreira/AE
Lula e Nascimento: lentidão

Na terça-feira passada, durante um jantar com grandes empresários na Granja do Torto, José Dirceu deixou claro que o prestígio do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, está em baixa no governo. Revelou que Lula anda aborrecido com a burocracia e a lentidão do ministério. E que o próprio presidente já determinou que Dirceu (sempre ele) arregace as mangas e faça andar os Transportes.

 

• ECONOMIA

Wal-Mart exporta
A Wal-Mart brasileira, quem diria, fecha neste ano exportando 120 milhões de dólares em produtos nacionais. São toalhas, calçados, móveis e utensílios de cozinha que já estão abastecendo o maior varejista do mundo nos outros dez países em que ele atua.

 

• TELEFONIA

Telefônica muda de nome
Em sigilo, a Telefónica de Espanha planeja a mudança de seu nome em todos os países em que atua. E a campanha de implantação da nova marca poderá ser comandada por um brasileiro. Foram quatro agências mundiais selecionadas para disputar a milionária conta. Nizan Guanaes está à frente de uma delas. Eduardo Fischer, correndo por fora, da outra.

 

• PIRATARIA

Ao gosto do freguês
Veja a que nível de requinte chegou a falsificação de produtos industrializados no Brasil. O badalado tênis Nike Shox, que faz sucesso entre a garotada mais abonada, só é fabricado no original a partir da numeração 34, e, nos tamanhos menores, a maioria das cores se adapta mais ao público feminino, com preço em torno de 400 reais. Já os piratas – que são vendidos até por um quarto desse valor – podem ser encontrados em qualquer tamanho e cor.

 

• AVIAÇÃO

Usando o prestígio alheio
A Varig contratou Daniel Mandelli, ex-presidente da TAM, como consultor. Sua principal missão é aplainar o caminho da direção da empresa com o governo Lula. Hoje, o prestígio da cúpula da Varig no Planalto é igual a zero.

Solução suíça?
Informação de quem acompanha de perto os estudos do governo para sanear o setor aéreo e resolver o problemão chamado Varig: há simpatia pela solução que a Suíça deu para a falida Swissair – hoje renascida sob o nome Swiss.

 

• EUA

O pragmatismo do embaixador
A avaliação é de um experiente diplomata brasileiro, com passagens pelas principais embaixadas no exterior: uma eventual vitória de George W. Bush seria melhor para o Brasil. Primeiro, porque ele já conhece Lula e há empatia entre eles. Depois, porque existem programas de trabalho em andamento entre os dois países fixados justamente pelos dois. John Kerry, nesse sentido, seria a incerteza.

 

• ESPORTE

Dois extremos
A Traffic, a maior empresa de marketing esportivo do país, passou vinte anos dedicada exclusivamente ao futebol – o mais popular dos esportes. Agora, vai para o outro extremo. Associou-se a Donald Trump e passa também a organizar e a comercializar no Brasil campeonatos do esporte-símbolo da elite – o golfe.

 

• TELEVISÃO

A volta de Sônia Braga
A atriz iniciou conversas com a Globo para participar da novela das 8, de Silvio de Abreu, prevista para estrear no fim de 2005.

 

Lemann, Marcel e Sicupira deixam a GP

Bel Pedrosa/Folha Imagem
Lemann: sem a GP, mas com a AmBev e Lojas Americanas


O trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira deixou a GP Investimentos, o primeiro e maior fundo de private equity do país. Na semana passada, eles desfizeram-se dos 40% que ainda possuíam ali. Foi a seqüência de um processo iniciado em julho de 2003, quando venderam o controle da empresa fundada por eles onze anos atrás. Os cariocas Lemann, Marcel e Sicupira continuam donos da AmBev (e sócios da InBev) e Lojas Americanas, entre outros gigantes. Agora, a GP será comandada por sete sócios, crias do mítico trio de empreendedores e que já tocavam a GP há um ano. Os novos cabeças do negócio também formam um trio. São eles: Fersen Lambranho, Antonio Bonchristiano e Marcelo Peano.

 

Colaborou José Edward

 

 

Montagem sobre foto Pedro Rubens

 
 
 
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