Edição 1877 . 27 de outubro de 2004

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Gustavo Franco
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"A autolimpeza da PF nos traz um alento e a esperança de que, talvez, esteja finalmente se acendendo uma luz no fim do túnel."
Antonio Alves Rodrigues Calado
Belo Horizonte, MG

 

Polícia Federal

Realmente esclarecedora a reportagem sobre o trabalho da Polícia Federal contra a corrupção na própria instituição ("A autolimpeza da PF", 20 de outubro). Tenho lá minhas dúvidas se é realmente verdadeiro esse propósito, mas de fato esse é o caminho. Agora, não terá grandes resultados se não houver semelhante trabalho nas bases das instituições policiais, tais como as polícias civis dos Estados, que estão totalmente comprometidas com a corrupção.
Júlio César Silva
Advogado
julioces@adv.oabsp.org.br

Fico muito feliz em saber que partiu da própria PF a limpeza de seu quadro de funcionários. Aqui nos Estados Unidos não passa pela cabeça de ninguém oferecer dinheiro a um policial, seja de trânsito, como é comum no Brasil, seja em qualquer ocasião. Parabéns aos diretores da PF (homens de verdade, não os parasitas com quem estamos acostumados), agentes, pilotos e todos os que colaboram para o bom desenvolvimento desse belo e árduo trabalho.
Alexandre Dias
Cape Cod, Massachusetts, EUA  

Extremamente feliz a reportagem de VEJA. São medidas oportunas, que se coadunam com o sentimento de moralização e patriotismo demonstrado pelo povo brasileiro, nas urnas, nas últimas eleições municipais. Alegra-me, sobremaneira, essa tomada de consciência, pois assim poderemos ter em breve um Brasil mais respeitável, mais cidadão e menos injusto.
Aldo Pereira Gomes
Pedreiras, MA  

Sou auditor fiscal da Previdência Social e, por vezes convivendo de perto com o mesmo problema, não tenho a menor dúvida de que sem combater efetivamente a corrupção o Brasil jamais alcançará o tão sonhado "lugar ao sol". De nada adiantará aumentarmos o PIB, o superávit primário ou otimizar qualquer índice econômico sem reduzir a corrupção em todas as suas formas, pois ela funciona como um poderoso e cada vez mais "eficiente dreno" que impede que grande parte dos recursos públicos atinja seus objetivos.
Ronaldo Xavier de Barros
Piracicaba, SP  

As administrações passadas da Polícia Federal sempre procuraram expurgar de suas fileiras funcionários de todos os níveis envolvidos com corrupção. Basta verificar edições anteriores a 1997, de diários oficiais da União, para constatar que o DPF é uma das instituições do país que mais têm demitido funcionários envolvidos em transgressões disciplinares ou ilícitos penais. A metodologia de ação atual pode ter mudado, inclusive com o uso de meios materiais modernos, mas a intolerância com o crime e o policial criminoso sempre foi apanágio de gestões passadas.
Fernando Santana
Recife, PE  

Tive a honra e o orgulho de servir à Polícia Federal por 23 anos em cinco Estados da federação. A reportagem de VEJA – com profissionalismo – veio mostrar as entranhas de uma instituição, a única no país, que pune seus maus funcionários com rigor. O exemplo dado pela nossa Polícia Federal deveria ser seguido por outros órgãos do governo federal – no Judiciário ou no Legislativo –, banindo de vez o corporativismo, a corrupção desenfreada e os maus gestores do dinheiro público, que causam prejuízos incomensuráveis à nação.
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

 

Ministério Público

Quero demonstrar minha solidariedade ao MP, um dos poucos órgãos públicos que realmente cumprem as funções que lhes são atribuídas. Em vez de reprimi-lo, devemos, sim, fortalecê-lo ainda mais, porque o Brasil precisa ("O Ministério Público na encruzilhada", 20 de outubro).
José João Olher
Apucarana, PR  

Os membros do Ministério Público sempre souberam ou presumiram que não poderiam investigar, como também conheciam as conseqüências dessa ousadia insana em que se atiraram. Tanto sabiam que seus representantes de classe nunca abandonaram os corredores da Câmara e do Congresso, tentando aprovar projetos de lei que lhes garantissem essa prerrogativa. Em dezembro de 1998, o ministro Carlos Velloso disse "não caber ao Ministério Público realizar, diretamente, tais investigações, mas requisitá-las à autoridade policial". A Constituição Cidadã veio para, entre outras finalidades, colocar cada coisa em seu devido lugar, definindo quem é quem e as atribuições de cada instituição, limitando os poderes de cada um: polícia investiga, MP denuncia e promove a ação penal e o Judiciário julga.
Armando Coelho Neto
Presidente da Federação Nacional dos Delegados
de Polícia Federal
coelhoneto28@uol.com.br  

A reportagem mostra à população o verdadeiro Ministério Público do Brasil, atuante e compromissado com suas atribuições constitucionais, principalmente na defesa do patrimônio público. Revela ainda a importância da manutenção de um Ministério Público forte e independente, pois só assim nós, membros da instituição, conseguiremos defender, efetivamente, a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais.
Augusto César
Promotor de Justiça
Aracaju, SE

 

Rio de Janeiro

Sobre a matéria "Barricada nunca mais" (20 de outubro), quero dizer que há décadas se observa silenciosamente o crescimento incontrolável do tráfico de drogas carioca. A situação é tão caótica que as autoridades políticas e judiciárias reconhecem que a polícia do Rio de Janeiro é quase em sua totalidade corrupta. Corrupta a tal ponto que, ao ser preso, o traficante Fernandinho Beira-Mar teve de rondar por todo o país, com exceção do Estado do Rio, em face unicamente do total descontrole da corrupção de suas polícias. Um visitante ou turista, na infelicidade de vir ao Rio, ao trafegar por suas ruas e entrar em uma viela equivocadamente, poderá ser fuzilado em pleno meio-dia, pois naquela rua não passa ninguém desautorizado pelo tráfico. Importante: todos os cariocas já sabiam daquela mensagem, mas apenas o turista desavisado não teve essa informação. A pergunta é: até quando o Rio de Janeiro, um Estado conhecido e amado mundialmente, irá agüentar tamanha irresponsabilidade de governo (municipal, estadual e federal)?
Antonio Olivio Rodrigues Serrano
Rio de Janeiro, RJ  

Seja como turista, seja como um fã da cidade ou como um simples brasileiro, é uma lástima constatar que aquela que já foi a mais espontaneamente acolhedora e glamourosa cidade brasileira para visitantes de todo o Brasil e do mundo é agora a cidade das drogas e da violência. Urge uma reação em conjunto das autoridades políticas e do povo do Rio e do Brasil ("Barricada nunca mais", 20 de outubro).
Luciano Zotto
Curitiba, PR

 

Yara Baumgart

Confesso que fiquei absolutamente fascinada com a entrevista desta semana. Que profundidade! Que abrangência! Que consistência! Finalmente VEJA resolveu dar espaço aos nossos intelectuais – em que pese a senhora em questão ser meio européia.
Heloisa Caiuby Coutinho
São Paulo, SP  

Ao ler a entrevista desta semana, cheguei à conclusão de que a verdadeira "Bandeirante desbravante" foi a repórter Juliana Linhares, que conseguiu realizar uma entrevista de três páginas mesmo sem ter um assunto para explorar.
Rafael Avad Ernandi
rernandi@hotmail.com  

Confesso que adorei a entrevista. Fazia tempo que não lia nada tão divertido.
Luiz Antonio da Rocha
Rio de Janeiro, RJ  

Assolou-me a questão: peru que troca suas penas pelas de um beija-flor ainda é peru ou já virou beija-flor?
Ricardo Augusto Gomes da Silva
Curitiba, PR

As páginas amarelas ficaram brancas de susto, e eu vermelho de raiva.
Edilson Luiz Viola
Por e-mail 

Foi de torcer as vísceras e marejar os olhos de tanto rir.
Iackson Borges
Curitiba, PR

VEJA cometeu uma grave "deselegância". Deixou de atender à solicitação: "Ah, por favor, não me deixe parecer fútil nesta entrevista, sim?". Vocês deixaram.
Matheus Lima
Por e-mail  

A frase de Parmênides bem que poderia ser reescrita após essa entrevista: "Existem pessoas que são e não podem não ser fúteis".
Rodrigo Gielow
Curitiba, PR  

Agradecemos à entrevistada pelos esclarecimentos acerca da filosofia da estética e da física quântica.
Carla Oliveira
Salvador, BA  

A imagem que veio à cabeça é a de uma Maria Antonieta dos trópicos.
José Correia de Oliveira
Rio de Janeiro, RJ  

É um atentado à filosofia. Filósofos de todo o mundo, uni-vos contra o Leviatã Baumgart!
Frederico Mateus Silva
paideiapalasatenas@hotmail.com  

VEJA está de parabéns. O marasmo dominical se dissipou com a hilariante entrevista.
Aristides Tavares de Figueiredo
Crato, CE  

Realmente VEJA perdeu uma ótima oportunidade de falar algo mais interessante, assim como o sexo dos caramujos.
Carlos Krueger
Curitiba, PR  

Nunca pude imaginar que o excesso de leitura fizesse isso com as pessoas.
Clô Oliveira
clo@americansat.com.br  

Um amontoado de parvoíces.
Arnaldo Luiz Correa
arnaldolc@uol.com.br

 

Veja essa

Adoro essa seção, e por isso gostaria de solicitar que publicassem uma errata sobre a nacionalidade do ator Pierce Brosnan (Veja essa, 20 de outubro), que infelizmente não vai mais brilhar como James Bond no cinema. Vocês disseram que ele é inglês, quando na verdade nasceu na Irlanda.
Estela Menezes
Por e-mail

 

Polícia Federal 2

Gostaria de cumprimentar esta importante publicação – e os jornalistas André Rizek e Thaís Oyama – pela excelente reportagem sobre a autolimpeza da Polícia Federal. O trabalho desenvolvido pelo diretor-geral, Paulo Lacerda, à frente do Departamento de Inteligência tem dado resultados excepcionais, elevando o padrão de nossa polícia. Também mostra à sociedade que é possível combater o crime organizado em suas mais diversas instâncias. O exemplo, agora, precisa ser aprofundado e difundido, para que outras polícias estabeleçam ações semelhantes a fim de varrer de vez a corrupção e melhorar a imagem dessas instituições, maculadas por tão poucos policiais corruptos.
Senador Magno Malta
Líder do PL no Senado
Brasília, DF  

A matéria de capa "Os intocáveis" é merecedora de prêmio jornalístico. A Polícia Federal, ao "expor suas feridas", nos dá um exemplo edificante de como é possível reverter um quadro de pessimismo generalizado em torno das instituições e recuperar nossa auto-estima, tão em falta nos dias de hoje. Endosso com entusiasmo a constatação dos repórteres quando afirmam que "O sucesso da prática não traz apenas ganhos morais: produz benefícios concretos para o Brasil, que seriam ainda maiores se outras instituições também empreendessem um processo de autolimpeza". Oxalá outras instituições sigam o exemplo da Polícia Federal. Se isso acontecer, quem sabe o prazo de duas décadas – como estima a reportagem – para o restabelecimento da ética dos costumes seja reduzido ao mínimo possível.
Emerson Kapaz
Presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial
www.etco.org.br

 

Ministério Público 2

Sobre a reportagem "O Ministério Público na encruzilhada", há que ressaltar o trabalho em conjunto da Polícia Federal e do Ministério Público Federal e Estadual (SP) na condução das investigações que levaram ao indiciamento do ex-prefeito Paulo Maluf. Por outro lado, cabe esclarecer que a função do MP na ação penal é a de acusar. Sendo assim, ele é parte na ação penal, que se compõe, para o equilíbrio da Justiça, do advogado de defesa, do promotor público (acusador) e do juiz. O que vale dizer que, se o MP investigar, a balança penderá para um dos lados. A competência jurídica não se presume. Esta tem de estar escrita na lei. Caso contrário, por que o deputado federal pelo PT-RJ Antonio Carlos Biscaia, ex-procurador-geral de Justiça daquele Estado e que, evidentemente, não é neófito na matéria, apresentaria um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) com o objetivo de atribuir ao MP a função da investigação criminal?
André Luiz Martins Di Rissio Barbosa
Presidente da Associação dos Delegados
de Polícia para a Democracia-SP
São Paulo, SP  

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público cumprimenta VEJA pela reportagem. É uma forma de divulgar para a sociedade o que é e como funciona o Ministério Público, além de mostrar a importância do trabalho de investigação criminal de promotores e procuradores.
João de Deus Duarte Rocha
Presidente da Conamp
conamp@terra.com.br  

Parabéns pela matéria "O Ministério Público na encruzilhada", publicada na edição de 20 de outubro do semanário. O texto esclarece aos leitores a importância para o Brasil de um Ministério Público forte.
Mauro Flávio Ferreira Brandão
Procurador de Justiça
Presidente da Associação Mineira
do Ministério Público (AMMP)
Belo Horizonte, MG

 

André Petry

Gostaria de parabenizar o jornalista André Petry por sua coluna na última edição de VEJA e agradecê-lo pelas considerações sobre minhas colocações a respeito do "Champinha", assassino de minha filha, Liana Friedenbach ("À procura da Justiça", 20 de outubro).
Ari Friedenbach
São Paulo, SP

 

CORREÇÃO: Na nota "Homem de aço" (Radar, 20 de outubro), a produção prevista para a siderúrgica que o empresário Benjamin Steinbruch planeja construir na área do Porto de Sepetiba é de 4 milhões de toneladas anuais de placas de aço, e não 4 toneladas.

 

AS LAJES E A BÍBLIA

No artigo "Perigos, tombos e esperança" (Ensaio, 6 de outubro), Roberto Pompeu de Toledo falou do risco representado pelas lajes nas casas populares brasileiras e citou estudo sobre os acidentes freqüentes causados pela falta de segurança nessas construções. O leitor Paulo Varela Sendin, de Londrina, observou que "a questão dos acidentes derivados dessa opção arquitetônica não é nova nem se restringe ao Brasil. O problema é tão antigo que está citado na Bíblia". Ivo Ázara, de Niterói, enviou à redação a passagem do livro sagrado que comprova o que diz Sendin: "Quando edificares uma casa nova, far-lhe-ás, no terraço, um parapeito, para que nela não ponhas culpa de sangue, se alguém de algum modo cair dela (Deuteronômio 22:8)".

 

A SANTA É PARAENSE

Em relação à nota publicada "As Santas Mais Populares" (13 de outubro), o paraense Toni Gomes escreveu para observar que "a Nossa Senhora de Nazaré não foi encontrada em um igarapé entre o Pará e o Maranhão, e sim em um igarapé na capital do Pará". Venise Alves diz que a imagem "foi encontrada por Plácido de Souza às margens do igarapé Murutucu, em Belém". Carlos Raymundo Luzio Affonso complementa dizendo que "na verdade a imagem foi encontrada exatamente no local onde está erguida a Basílica de Nazaré, no centro da cidade". Outras duas dezenas de leitores, a maioria paraense, fizeram observações semelhantes.

 
 
 
 
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