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Cartas
 | "A
autolimpeza da PF nos traz um alento e a esperança de que, talvez, esteja
finalmente se acendendo uma luz no fim do túnel." Antonio
Alves Rodrigues Calado Belo
Horizonte, MG |
Polícia Federal
Realmente esclarecedora a reportagem sobre o trabalho da Polícia Federal
contra a corrupção na própria instituição ("A
autolimpeza da PF", 20 de outubro). Tenho lá minhas dúvidas se é
realmente verdadeiro esse propósito, mas de fato esse é o caminho.
Agora, não terá grandes resultados se não houver semelhante
trabalho nas bases das instituições policiais, tais como as polícias
civis dos Estados, que estão totalmente comprometidas com a corrupção.
Júlio César Silva
Advogado julioces@adv.oabsp.org.br Fico
muito feliz em saber que partiu da própria PF a limpeza de seu quadro de
funcionários. Aqui nos Estados Unidos não passa pela cabeça
de ninguém oferecer dinheiro a um policial, seja de trânsito, como
é comum no Brasil, seja em qualquer ocasião. Parabéns aos
diretores da PF (homens de verdade, não os parasitas com quem estamos acostumados),
agentes, pilotos e todos os que colaboram para o bom desenvolvimento desse belo
e árduo trabalho. Alexandre
Dias Cape Cod,
Massachusetts, EUA
Extremamente
feliz a reportagem de VEJA. São medidas oportunas, que se coadunam com
o sentimento de moralização e patriotismo demonstrado pelo povo
brasileiro, nas urnas, nas últimas eleições municipais. Alegra-me,
sobremaneira, essa tomada de consciência, pois assim poderemos ter em breve
um Brasil mais respeitável, mais cidadão e menos injusto. Aldo
Pereira Gomes Pedreiras,
MA
Sou auditor fiscal da Previdência Social e, por vezes convivendo de perto
com o mesmo problema, não tenho a menor dúvida de que sem combater
efetivamente a corrupção o Brasil jamais alcançará
o tão sonhado "lugar ao sol". De nada adiantará aumentarmos o PIB,
o superávit primário ou otimizar qualquer índice econômico
sem reduzir a corrupção em todas as suas formas, pois ela funciona
como um poderoso e cada vez mais "eficiente dreno" que impede que grande parte
dos recursos públicos atinja seus objetivos. Ronaldo
Xavier de Barros Piracicaba,
SP
As administrações passadas da Polícia Federal sempre procuraram
expurgar de suas fileiras funcionários de todos os níveis envolvidos
com corrupção. Basta verificar edições anteriores
a 1997, de diários oficiais da União, para constatar que o DPF é
uma das instituições do país que mais têm demitido
funcionários envolvidos em transgressões disciplinares ou ilícitos
penais. A metodologia de ação atual pode ter mudado, inclusive com
o uso de meios materiais modernos, mas a intolerância com o crime e o policial
criminoso sempre foi apanágio de gestões passadas. Fernando
Santana Recife,
PE
Tive a honra e o orgulho de servir à Polícia Federal por 23 anos
em cinco Estados da federação. A reportagem de VEJA com profissionalismo
veio mostrar as entranhas de uma instituição, a única
no país, que pune seus maus funcionários com rigor. O exemplo dado
pela nossa Polícia Federal deveria ser seguido por outros órgãos
do governo federal no Judiciário ou no Legislativo , banindo
de vez o corporativismo, a corrupção desenfreada e os maus gestores
do dinheiro público, que causam prejuízos incomensuráveis
à nação. Roberto
Andrade João
Pessoa, PB
Ministério Público
Quero demonstrar minha solidariedade ao MP, um dos poucos órgãos
públicos que realmente cumprem as funções que lhes são
atribuídas. Em vez de reprimi-lo, devemos, sim, fortalecê-lo ainda
mais, porque o Brasil precisa ("O Ministério Público na encruzilhada",
20 de outubro). José
João Olher
Apucarana, PR
Os membros do Ministério Público sempre souberam ou presumiram que
não poderiam investigar, como também conheciam as conseqüências
dessa ousadia insana em que se atiraram. Tanto sabiam que seus representantes
de classe nunca abandonaram os corredores da Câmara e do Congresso, tentando
aprovar projetos de lei que lhes garantissem essa prerrogativa. Em dezembro de
1998, o ministro Carlos Velloso disse "não caber ao Ministério Público
realizar, diretamente, tais investigações, mas requisitá-las
à autoridade policial". A Constituição Cidadã veio
para, entre outras finalidades, colocar cada coisa em seu devido lugar, definindo
quem é quem e as atribuições de cada instituição,
limitando os poderes de cada um: polícia investiga, MP denuncia e promove
a ação penal e o Judiciário julga. Armando
Coelho Neto Presidente
da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
coelhoneto28@uol.com.br
A reportagem
mostra à população o verdadeiro Ministério Público
do Brasil, atuante e compromissado com suas atribuições constitucionais,
principalmente na defesa do patrimônio público. Revela ainda a importância
da manutenção de um Ministério Público forte e independente,
pois só assim nós, membros da instituição, conseguiremos
defender, efetivamente, a ordem jurídica, o regime democrático e
os interesses sociais e individuais. Augusto
César Promotor
de Justiça Aracaju,
SE
Rio de Janeiro
Sobre a matéria "Barricada nunca mais" (20 de outubro), quero dizer que
há décadas se observa silenciosamente o crescimento incontrolável
do tráfico de drogas carioca. A situação é tão
caótica que as autoridades políticas e judiciárias reconhecem
que a polícia do Rio de Janeiro é quase em sua totalidade corrupta.
Corrupta a tal ponto que, ao ser preso, o traficante Fernandinho Beira-Mar teve
de rondar por todo o país, com exceção do Estado do Rio,
em face unicamente do total descontrole da corrupção de suas polícias.
Um visitante ou turista, na infelicidade de vir ao Rio, ao trafegar por suas ruas
e entrar em uma viela equivocadamente, poderá ser fuzilado em pleno meio-dia,
pois naquela rua não passa ninguém desautorizado pelo tráfico.
Importante: todos os cariocas já sabiam daquela mensagem, mas apenas o
turista desavisado não teve essa informação. A pergunta é:
até quando o Rio de Janeiro, um Estado conhecido e amado mundialmente,
irá agüentar tamanha irresponsabilidade de governo (municipal, estadual
e federal)? Antonio
Olivio Rodrigues Serrano Rio
de Janeiro, RJ
Seja
como turista, seja como um fã da cidade ou como um simples brasileiro,
é uma lástima constatar que aquela que já foi a mais espontaneamente
acolhedora e glamourosa cidade brasileira para visitantes de todo o Brasil e do
mundo é agora a cidade das drogas e da violência. Urge uma reação
em conjunto das autoridades políticas e do povo do Rio e do Brasil ("Barricada
nunca mais", 20 de outubro). Luciano
Zotto Curitiba,
PR
Yara Baumgart
Confesso que fiquei absolutamente fascinada com a entrevista desta semana. Que
profundidade! Que abrangência! Que consistência! Finalmente VEJA resolveu
dar espaço aos nossos intelectuais em que pese a senhora em questão
ser meio européia. Heloisa
Caiuby Coutinho São
Paulo, SP
Ao ler a entrevista desta semana, cheguei à conclusão de que a verdadeira
"Bandeirante desbravante" foi a repórter Juliana Linhares, que conseguiu
realizar uma entrevista de três páginas mesmo sem ter um assunto
para explorar. Rafael
Avad Ernandi rernandi@hotmail.com
Confesso que adorei a entrevista. Fazia tempo que não lia nada tão
divertido. Luiz
Antonio da Rocha Rio
de Janeiro, RJ
Assolou-me
a questão: peru que troca suas penas pelas de um beija-flor ainda é
peru ou já virou beija-flor? Ricardo
Augusto Gomes da Silva Curitiba,
PR As
páginas amarelas ficaram brancas de susto, e eu vermelho de raiva. Edilson
Luiz Viola Por
e-mail
Foi de torcer as vísceras e marejar os olhos de tanto rir. Iackson
Borges Curitiba,
PR VEJA
cometeu uma grave "deselegância". Deixou de atender à solicitação:
"Ah, por favor, não me deixe parecer fútil nesta entrevista, sim?".
Vocês deixaram. Matheus
Lima Por e-mail
A frase de Parmênides bem que poderia ser reescrita após essa entrevista:
"Existem pessoas que são e não podem não ser fúteis". Rodrigo
Gielow Curitiba,
PR
Agradecemos à entrevistada pelos esclarecimentos acerca da filosofia da
estética e da física quântica. Carla
Oliveira Salvador,
BA
A imagem que veio à cabeça é a de uma Maria Antonieta dos
trópicos. José
Correia de Oliveira Rio
de Janeiro, RJ
É
um atentado à filosofia. Filósofos de todo o mundo, uni-vos contra
o Leviatã Baumgart! Frederico
Mateus Silva paideiapalasatenas@hotmail.com
VEJA está de parabéns. O marasmo dominical se dissipou com a hilariante
entrevista. Aristides
Tavares de Figueiredo Crato,
CE
Realmente VEJA perdeu uma ótima oportunidade de falar algo mais interessante,
assim como o sexo dos caramujos. Carlos
Krueger Curitiba,
PR
Nunca pude imaginar que o excesso de leitura fizesse isso com as pessoas. Clô
Oliveira clo@americansat.com.br
Um amontoado de parvoíces. Arnaldo
Luiz Correa arnaldolc@uol.com.br
Veja essa
Adoro essa seção, e por isso gostaria de solicitar que publicassem
uma errata sobre a nacionalidade do ator Pierce Brosnan (Veja essa, 20 de outubro),
que infelizmente não vai mais brilhar como James Bond no cinema. Vocês
disseram que ele é inglês, quando na verdade nasceu na Irlanda. Estela
Menezes Por e-mail
Polícia
Federal 2 Gostaria
de cumprimentar esta importante publicação e os jornalistas
André Rizek e Thaís Oyama pela excelente reportagem sobre
a autolimpeza da Polícia Federal. O trabalho desenvolvido pelo diretor-geral,
Paulo Lacerda, à frente do Departamento de Inteligência tem dado
resultados excepcionais, elevando o padrão de nossa polícia. Também
mostra à sociedade que é possível combater o crime organizado
em suas mais diversas instâncias. O exemplo, agora, precisa ser aprofundado
e difundido, para que outras polícias estabeleçam ações
semelhantes a fim de varrer de vez a corrupção e melhorar a imagem
dessas instituições, maculadas por tão poucos policiais corruptos. Senador
Magno Malta Líder
do PL no Senado Brasília,
DF
A matéria de capa "Os intocáveis" é merecedora de prêmio
jornalístico. A Polícia Federal, ao "expor suas feridas", nos dá
um exemplo edificante de como é possível reverter um quadro de pessimismo
generalizado em torno das instituições e recuperar nossa auto-estima,
tão em falta nos dias de hoje. Endosso com entusiasmo a constatação
dos repórteres quando afirmam que "O sucesso da prática não
traz apenas ganhos morais: produz benefícios concretos para o Brasil, que
seriam ainda maiores se outras instituições também empreendessem
um processo de autolimpeza". Oxalá outras instituições sigam
o exemplo da Polícia Federal. Se isso acontecer, quem sabe o prazo de duas
décadas como estima a reportagem para o restabelecimento
da ética dos costumes seja reduzido ao mínimo possível. Emerson
Kapaz Presidente
do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial www.etco.org.br
Ministério Público 2
Sobre a reportagem "O Ministério Público na
encruzilhada", há que ressaltar o trabalho em conjunto da Polícia
Federal e do Ministério Público Federal e Estadual (SP) na condução
das investigações que levaram ao indiciamento do ex-prefeito Paulo
Maluf. Por outro lado, cabe esclarecer que a função do MP na ação
penal é a de acusar. Sendo assim, ele é parte na ação
penal, que se compõe, para o equilíbrio da Justiça, do advogado
de defesa, do promotor público (acusador) e do juiz. O que vale dizer que,
se o MP investigar, a balança penderá para um dos lados. A competência
jurídica não se presume. Esta tem de estar escrita na lei. Caso
contrário, por que o deputado federal pelo PT-RJ Antonio Carlos Biscaia,
ex-procurador-geral de Justiça daquele Estado e que, evidentemente, não
é neófito na matéria, apresentaria um Projeto de Emenda Constitucional
(PEC) com o objetivo de atribuir ao MP a função da investigação
criminal? André
Luiz Martins Di Rissio Barbosa Presidente
da Associação dos Delegados de Polícia para a Democracia-SP São
Paulo, SP
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público
cumprimenta VEJA pela reportagem. É uma forma de divulgar para a sociedade
o que é e como funciona o Ministério Público, além
de mostrar a importância do trabalho de investigação criminal
de promotores e procuradores. João
de Deus Duarte Rocha Presidente
da Conamp conamp@terra.com.br
Parabéns pela matéria "O Ministério Público na encruzilhada",
publicada na edição de 20 de outubro do semanário. O texto
esclarece aos leitores a importância para o Brasil de um Ministério
Público forte. Mauro
Flávio Ferreira Brandão Procurador
de Justiça Presidente
da Associação Mineira do Ministério Público (AMMP) Belo
Horizonte, MG
André Petry Gostaria
de parabenizar o jornalista André Petry por sua coluna na última
edição de VEJA e agradecê-lo pelas considerações
sobre minhas colocações a respeito do "Champinha", assassino de
minha filha, Liana Friedenbach ("À procura da Justiça", 20 de outubro). Ari
Friedenbach São
Paulo, SP 
CORREÇÃO: Na nota "Homem de aço" (Radar, 20 de
outubro), a produção prevista para a siderúrgica que o empresário
Benjamin Steinbruch planeja construir na área do Porto de Sepetiba é
de 4 milhões de toneladas anuais de placas de aço, e não
4 toneladas.
AS
LAJES E A BÍBLIA
No
artigo "Perigos, tombos e esperança" (Ensaio, 6 de outubro), Roberto Pompeu
de Toledo falou do risco representado pelas lajes nas casas populares brasileiras
e citou estudo sobre os acidentes freqüentes causados pela falta de segurança
nessas construções. O leitor Paulo Varela Sendin, de Londrina, observou
que "a questão dos acidentes derivados dessa opção arquitetônica
não é nova nem se restringe ao Brasil. O problema é tão
antigo que está citado na Bíblia". Ivo Ázara, de Niterói,
enviou à redação a passagem do livro sagrado que comprova
o que diz Sendin: "Quando edificares uma casa nova, far-lhe-ás, no terraço,
um parapeito, para que nela não ponhas culpa de sangue, se alguém
de algum modo cair dela (Deuteronômio 22:8)". | |
A
SANTA É PARAENSE
Em
relação à nota publicada "As Santas Mais Populares" (13 de
outubro), o paraense Toni Gomes escreveu para observar que "a Nossa Senhora de
Nazaré não foi encontrada em um igarapé entre o Pará
e o Maranhão, e sim em um igarapé na capital do Pará". Venise
Alves diz que a imagem "foi encontrada por Plácido de Souza às margens
do igarapé Murutucu, em Belém". Carlos Raymundo Luzio Affonso complementa
dizendo que "na verdade a imagem foi encontrada exatamente no local onde está
erguida a Basílica de Nazaré, no centro da cidade". Outras duas
dezenas de leitores, a maioria paraense, fizeram observações semelhantes.
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