'
 


    

 
Edição 1975 . 27 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• ESCÂNDALOS

A fotografia
A foto da dinheirama da turma de Freud, Lorenzetti & cia. apreendida pela Polícia Federal, que o governo escondeu no cofre, está na superintendência do órgão em São Paulo, mas há algumas cópias em outras sedes regionais da PF.

Temor ou desânimo?
Desabafo de Lula em Nova York, no início da semana passada, quando a lama do dossiê emergiu: "Minha vontade era não voltar para o Brasil".  

A imoralidade anterior
São tantos escândalos soterrando escândalos que ficou meio esquecido o superfaturamento das cartilhas produzidas pelo governo para o PT distribuir, verificado pelo TCU. Mas, até sexta-feira, Luiz Gushiken e sua turma terão de dar explicações convincentes ao TCU. E tem explicação convincente?

 

• ELEIÇÕES 2006

Bye, bye, classe média
Os planos de Lula de tentar reconquistar a classe média na reta final de campanha escorreram definitivamente pelo ralo.

De volta
Marcelo Netto, ex-assessor de Antonio Palocci, que caiu com o ministro por envolvimento no caso do caseiro Francenildo, está trabalhando na campanha de Humberto Sanguessuga Costa para o governo de Pernambuco.

 

• TELECOMUNICAÇÕES

A TIM parou
Já se faz sentir o efeito do anúncio realizado pela matriz de que a TIM Brasil seria vendida. A empresa travou várias compras – até a de aparelhos celulares.

Compasso de espera
Do mesmo modo, o presidente da TIM Brasil, Mario César de Araújo, tomou um chá de sumiço na semana passada. Desmarcou diversos compromissos agendados.

 

Os planos de Lula – antes do escândalo

Dida Sampaio/AE
Lula: novas reformas no Congresso neste ano?

Na véspera da explosão do escândalo do dossiê Lorenzetti, Freud & cia., Lula disse numa conversa reservada com grandes empresários que seu segundo mandato começaria "no dia 5 de outubro". Ou seja, ele não esperaria janeiro para enviar ao Congresso algumas reformas que julga urgentes. Faria isso ainda nesta legislatura, aproveitando a legitimidade que uma vitória no primeiro turno daria. Legitimidade que, agora com o novo escândalo, está comprometida. Além de a vitória no primeiro turno ter ficado em suspenso.

 

• ECONOMIA

Abílio disse não
A operação brasileira do McDonald's foi oferecida ao Pão de Açúcar. Mas Abílio Diniz não topou brincar de fast-food.  

Agnelli na Petrobras?
Alguns petistas têm falado que o sonho de Lula e de Dilma Rousseff é ter Roger Agnelli, presidente da Vale do Rio Doce, comandando a Petrobras, num eventual segundo mandato. As primeiras sondagens já teriam acontecido. Hoje, Agnelli integra o conselho de administração da estatal.

Freio de arrumação
A instabilidade internacional da semana passada (golpe na Tailândia à frente), aliada ao escândalo da vez no Brasil, já provocou uma freada – ainda que pequena – dos investimentos estrangeiros no país. Tem gente grande lá de fora deixando para tomar algumas decisões em dezembro.

O mercado virou
Aqui também o momento é de expectativa. Muitas ofertas públicas de ações foram adiadas. Eis algumas: Autotrac, Grupo Rede, Technisa, Lopes e G Barbosa. Os bancos têm dito que apenas as empresas bem maiores terão acesso ao mercado nesta nova fase.

 

• CERVEJA

Com limão
A Skol, cerveja líder do mercado brasileiro, terá uma versão com limão. Será lançada na primeira semana de outubro pela AmBev e inaugurará no país a categoria de cervejas com adição de frutas. Na Alemanha, país cervejeiro até a medula, esse segmento já representa 5% do mercado.

 

• LIVROS

Segredo furado
No meio editorial, o comentário do momento é o lançamento nos próximos dias de O Segredo do Anel, pela Rocco. Não pela qualidade do livro, o primeiro de uma trilogia. O motivo do falatório é que o editor Paulo Rocco arrematou a trilogia num leilão em maio por 250.000 dólares – uma bolada raríssima no setor. Rocco apostou alto mirando num novo Código Da Vinci. Só que nos Estados Unidos a obra não deslanchou. Na semana passada, o livro lançado lá há dois meses estava numa colocação ruim na lista dos mais vendidos da Amazon. Ruim é modo de dizer: não era estava nem entre os 1 000 mais vendidos.

 

• TELEVISÃO

Em preto-e-branco
O Brasil já definiu o padrão de televisão digital que adotará, mas ainda tem muita gente vendo TV como trinta anos atrás. Em meio à numeralha da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar do IBGE, há um dado que ficou meio escondido: 1,4 milhão de domicílios ainda vêem televisão em preto-e-branco. É ruim, mas já foi pior. Cinco anos atrás, o número de residências sem TV em cores era o dobro.

 

Ladrões ousados

Paulo Whitaker/Reuters
Contêineres: onze sumiram


Rouba-se muito no país. Cada vez em volumes maiores. Não se está falando da turma de Brasília: cresce sem cessar o roubo de cargas de cobre, zinco ou alumínio – commodities que se valorizaram muito nos últimos anos. O mais impressionante é que os audaciosos ladrões surrupiam os contêineres inteiros. Nos últimos quarenta dias, onze contêineres (e os caminhões que os transportavam) foram roubados depois de deixar o Porto de Santos. Avalia-se que em cada um desses a perda seja de 500 000 reais.

 

Colaborou Marcelo Bortolotti

 

 

 

 
 
 
topovoltar