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Edição 1975 . 27 de setembro de 2006

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Holofote

Felipe Patury

COMEÇOU A GUERRA POR 2007 NO PMDB

Paulo Amorim/AE


O presidente do PT, Ricardo Berzoini, perdeu seu favoritismo na eleição para presidente da Câmara em 2007, depois que foi descoberto seu envolvimento na armação contra Serra. Com ele fora do páreo, deputados do PMDB, como Eunício Oliveira, já pleiteiam o posto. A guerra por cargos não pára por aí. Agora aliado do presidente Lula, Geddel Vieira Lima quer um ministério ou a liderança do PMDB. Já Jader Barbalho sonha com a presidência do partido, cargo que considera menos visado pela imprensa.

 

DE VOLTA AO MERCADO

Carol Carquejeiro /
Folha Imagem


O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues prepara sua volta ao mercado em novembro, quando se encerra o prazo de quarentena ao qual precisou se submeter após deixar o governo. Rodrigues montará uma empresa de captação de recursos estrangeiros para projetos de álcool e energia no país. Simultaneamente, criará um centro de estudos sobre o setor na Fundação Getulio Vargas, de São Paulo.

 

A GRATIDÃO DE ALCKMIN

Lailson Santos


O candidato tucano a presidente Geraldo Alckmin tem uma lista dos políticos de quem se considera devedor. Em primeiro lugar, vem o governador da Bahia, Paulo Souto, e a candidata do PSDB ao governo gaúcho, Yeda Crusius. Surpresa: o governador mineiro Aécio Neves não está na lista. Para Alckmin, a movimentação de Aécio em seu favor foi "para inglês ver". Quem ouviu entendeu que a disputa com José Serra, candidato ao governo paulista, pelo comando do PSDB continua depois da eleição.

 

O EXEMPLO DO TENNESSEE

Pio Figueiroa/
Ag. O Globo


O estado americano do Tennessee anda procurando grupos brasileiros que atuam no exterior para pedir investimentos. Já fez contato com a Votorantim, de Antônio Ermírio de Moraes, com a Gerdau, de Jorge Gerdau Johannpeter, e com a Vale do Rio Doce. A eles promete conceder todas as licenças necessárias para abrir uma empresa ou fazer novos investimentos em 24 horas. No Brasil, demora-se, em média, noventa dias para abrir um boteco de esquina.

 

Foto Cleber Bonato/AE

Com reportagem de Heloisa Joly e Veridiana Sedeh

 
 
 
 
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