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Edição 1975 . 27 de setembro de 2006

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Gente

Esse furinho no queixo
não me é estranho...


Marco Antonio Rezende/Ag. Globo
Oscar Cabral
Astrid: o filho é a cara do pai, e o pai é Accioly (à dir.)

É preciso um pouco de calma para tentar acompanhar os círculos concêntricos – e convulsionados – na vida da bela Astrid Monteiro de Carvalho, 32 anos. Dona de butique, nascida na legendária família carioca, ela namorava o apresentador Luciano Huck quando Angélica apareceu e arrebatou-lhe o coração. Rapidamente, Astrid engatou namoro com o empresário da noite Marcos Campos, 40, então dono de uma boate que havia comprado de quem? De Huck. Pouco depois de Angélica, Astrid engravidou, mudou-se para a casa de Campos em São Paulo e teve um menino. Ele cresceu e, com 1 ano de idade, já era a cara... de Alexandre Accioly, 44, outro empresário do ramo do entretenimento, sócio de Huck e protagonista de um breve relacionamento num intervalo do namoro de Astrid com Campos. Partiu-se para o teste de DNA, que confirmou: o garoto é filho de Accioly. O casamento acabou de vez e Astrid voltou para o Rio de Janeiro. Pai por acaso, Accioly vai reconhecer o herdeiro, que terá acompanhamento de dois psicólogos.

 

Salve-se quem souber patinar

Renata Rocha Miranda/TV Globo
Deborah faz pose: longe das câmeras, costelas quebradas


Quem vê pensa que o quadro Dança no Gelo, do Domingão do Faustão, em que famosos bailam sobre patins, flui sem tropeços. Puro truque de edição – nos bastidores, as vítimas se empilham. As mais recentes: Cláudia Ohana se machucou no alongamento, a produtora Lucimara Parisi luxou o braço numa queda feia e Wanessa Camargo rompeu um ligamento treinando em casa. Antes delas, Deborah Secco quebrou duas costelas e Juliana Paes caiu de cabeça e foi parar no hospital. A Globo nem pensa em mudar o quadro, que tem ótima audiência. "Até agora não houve nenhum acidente sério", anima-se Jayme Praça, diretor do Domingão.

 

Introdução à anágua


Divulgação/TV Globo
Paola, como Sônia: na nova novela das 6, figurino e diálogos da década de 50

A encantadora Paola Oliveira, 24 anos, ingressou nas novelas globais em papel sob medida: a personagem sonhava virar modelo, o que ela era na vida real. Pois agora, de vestido rodado com várias saias de tule, luvas e sapato alto, está estranhando tudo na pele da boazinha Sônia, protagonista da próxima novela das 6, O Profeta, que se passa na década de 50. "Não era fácil se vestir naquela época. Ainda estou me acostumando com as várias roupas. Anágua, por exemplo, nunca tinha usado. Luva, não tenho nem de frio", diz Paola, que trocou as férias por aulas de dança, etiqueta e interpretação. "O mais difícil é imprimir naturalidade ao dizer o texto de época, que é mais formal. Tenho vontade de usar 'né' o tempo todo", conta.

 

TUDO ASSUMIDO


Willian Bird/Getty Images


Em agosto de 2004,
James McGreevey, governador do estado de Nova Jersey, dois casamentos, duas filhas, à beira de ser exposto pela imprensa, convocou uma entrevista coletiva e detonou: "Mantive um relacionamento adulto e consensual com outro homem" (o israelense Golan Cipel, que por um tempo esteve na folha de pagamento do governo). Ato contínuo, renunciou. Afastado da política, morando com um abonado empresário australiano, McGreevey lança agora sua autobiografia, The Confession (A Confissão), que está sendo devorada nos EUA. Alguns trechos:

A PRIMEIRA VEZ: "Estávamos voltando da escola. Passamos por sua casa e ele disse: 'Meu irmão tem uma coleção da Playboy. Quer ver?'. Eu estava na 8ª série, ele na 7ª. Aconteceu".

NA FACULDADE: "Havia (em Washington) uma sinagoga abandonada, com um jardim nos fundos. Toda noite, sem falta, esse canto escondido se enchia de homens como eu. Éramos os donos do poder, os futuros líderes dos Estados Unidos. Por acaso, também éramos gays".

OS DISFARCES: "Em público, eu me tornei tão mulherengo quanto os outros políticos de Nova Jersey. Mas a atração era artificial e meu desempenho sexual, um triunfo da mente sobre a matéria".

COM CIPEL, NO PALÁCIO: "Deitei no sofá e estiquei as pernas sobre seus joelhos. Depois, eu me ergui, abracei-o e beijei seu pescoço. A resposta foi imediata e carinhosa. Era errado. Eu não era mais um cidadão comum. Minha mulher estava no hospital. Mas dei a mão a Golan e o levei para o quarto".

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Marcelo Bortoloti

 
 
 
 
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