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Edição 1975 . 27 de setembro de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"O povo do Rio de Janeiro tem este privilégio de poder votar em quem vale a pena: Fernando Gabeira. Que inveja."
Helder Celso Vieira
Goiânia, GO

Fernando Gabeira

Sou paulista de nascimento e paulistana, por opção, há 26 anos. Tenho paixão pela minha cidade, com todos os seus defeitos e com todas as suas virtudes. Mas é preciso reconhecer: felizes são os cariocas, que têm o Cristo Redentor, belezas naturais ímpares e Fernando Gabeira para votar ("A utopia real de Gabeira", 20 de setembro).
Cláudia Ramos
São Paulo, SP

Tenho 16 anos e vou votar pela primeira vez. Esperei tanto por isso, e agora me acompanha a triste sensação de que vou jogar meu voto no lixo. Como eu queria pelo menos viver no Rio de Janeiro para ter a honra de votar em Fernando Gabeira!
Lorena Vasconcelos Caxito Costa
Belo Horizonte, MG

Gabeira é a prova viva de que ainda há esperança nos políticos e nas instituições brasileiras.
Isaac Freitas Ricarte de Araújo
Recife, PE

A grande reportagem com Fernando Gabeira, meu colega de representação, soma na luta comum pelo voto consciente e na busca por um Parlamento mais ético.
Chico Alencar
Deputado federal (PSOL-RJ)
Rio de Janeiro, RJ

O deputado federal Fernando Gabeira é o único político do Rio de Janeiro que ainda nos faz ter orgulho de ser cariocas.
Rogério Bacelar Scofano
Rio de Janeiro, RJ

Gabeira confirmou minha teoria de que um Congresso ético é mais forte que um presidente da República. Obrigado por ser meu conterrâneo.
Edson de Almeida
Juiz de Fora, MG

Magnífica (e merecida) a reportagem sobre Fernando Gabeira. Quisera Deus que todos os políticos tivessem um terço da lucidez ética e política do ex-guerrilheiro. O Brasil seria melhor e voltaria a orgulhar seus filhos tão sofridos e envergonhados.
Simoneto Paiva
Apodi, RN

Num país em que há muito tempo a seriedade, a honestidade e a transparência na política nos foram tiradas, o deputado Fernando Gabeira é um exemplo real de que poderemos resgatar tudo isso novamente.
Divino Gomes da Silva
Cuiabá, MT

Vinte anos atrás, durante um evento promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia de Alimentos (SBCTA), no Hotel Glória, no Rio, convidei o eclético Gabeira para proferir palestra. Suas colocações e mensagens chamavam atenção. Carismático, verdadeiro, jovial e vivido, já naquela época era a imagem do "antipolítico" brasileiro. Foram duas décadas para que sua integridade, sua autenticidade e sua dignidade pudessem emergir no mar de lama que ora o cerca. Só mesmo VEJA, que também faz história, para distinguir uma flor de lótus no meio do pântano. Longa vida para Fernando Gabeira!
Antonio de Albuquerque Figueiredo
Professor-doutor do departamento de produtos naturais e alimentos
Faculdade de Farmácia, CCS, UFRJ
Rio de Janeiro, RJ

Gabeira personifica a figura cada vez mais rara do político íntegro, corajoso e inteligente. Se elegêssemos somente homens e mulheres da sua estirpe, certamente teríamos motivos para nos orgulhar do país em que vivemos.
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF

A reportagem mostra que VEJA é uma revista apartidária, sem vínculos políticos e comprometida com todo parlamentar probo, ético e que faz do Parlamento uma instituição que honre e represente dignamente o povo brasileiro.
Edvaldo Araújo
Salvador, BA

Já era tempo de VEJA dedicar sua capa* a um homem de bem da política brasileira, como Fernando Gabeira. Gostaríamos que a maioria dos políticos tomasse vergonha na cara e agisse de acordo pelo menos com as propagandas apresentadas pelo TSE e pelo Ministério Público.
Severina Costa e Silva
Timbaúba, PE

* VEJA circulou em São Paulo com uma capa dedicada ao assassinato do coronel Ubiratan Guimarães. A reportagem sobre Gabeira foi destacada em uma chamada na capa.

O grande serviço que a revista acaba de prestar ao país supera tudo o que foi dito, escrito, falado e investigado sobre os escândalos que ocorreram no Brasil nos últimos anos. Com a matéria de capa da edição 1 974, a publicação resolve todas as questões de uma só vez, mostrando ao eleitor o caminho que deve percorrer. Tanto se falou sobre a necessidade do "rouba mas faz" e agora se vê, em Fernando Gabeira, o exemplo da ética mais retocada possível e cheia de alento.
José Almeida Sana
Itabira, MG

 

Coronel Ubiratan

Os homens são capazes de administrar maravilhosamente bem a carreira, mas, em matéria de paixão, são eternos aprendizes. Enquanto isso, com o seu "complexo de Cinderela", as mulheres tentam impedir o quase impossível: a traição masculina. O resultado desse descontrole emocional de ambas as partes é a autodestruição ("Paixão, ciúme e assassinato", 20 de setembro).
Mirna Machado
Atibaia, SP

O coronel Ubiratan, assassinado no dia 9, é lembrado como um comandante covarde e cruel, que eliminou de uma só vez 111 marginais no presídio do Carandiru. Muita gente gostaria de ter novamente um policial enérgico e corajoso, como ele, à frente da polícia paulista para enfrentar com bravura e denodo a facção PCC, que inferniza a vida dos paulistanos e desafia o poder das autoridades.
Mario Lucio Caldeira de Faria
Por e-mail

Não deixa de ser irônico que o coronel Ubiratan Guimarães, que tinha pavor de ser vítima do PCC, tenha sido assassinado dentro de seu ninho de amor, aparentemente por um motivo torpe: ciúme. Algo muito parecido com o mundo animal, em que a abelha rainha mata o macho após a cópula.
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA

Quem tem paixão pelo outro não mata. Atribuir tal conduta ao fruto do amor significa deturpar a nobreza desse sentimento. O que tira a vida são vingança, ódio, ciúme, inveja, ganância, sentimentos mais abundantes no mundo.
Izabel Avallone
São Paulo, SP

 

PDT

Na reportagem "A hora da degola" (13 de setembro) é dito que na eleição de 2002 o PDT teria recebido apenas 4,1% da votação para a Câmara Federal. Na verdade, 4,05 foi o porcentual de cadeiras. Os 4.480.379 votos conquistados pelos candidatos a deputado federal representaram 5,11% da votação, porcentual suficiente para vencer a atual cláusula de barreira, caso ela já vigorasse na época.
Lima de Amorim
Assessoria de imprensa do PDT
Rio de Janeiro, RJ

 

Pnad

A indagação aos leitores "Crescer? Claro. Mas como?" (Carta ao leitor, 20 de setembro) deveria ser obrigatoriamente respondida por todos os candidatos a cargos eletivos, a começar pela Presidência, mas o que se verifica é a incapacidade dos postulantes para abordar essa grave questão.
Edmundo Radwanski
Rio de Janeiro, RJ

 

Empreguismo

Num Brasil de tantas falcatruas, qualquer atitude na direção do respeito ao dinheiro público é digna de aplauso. Mas, com relação à reportagem "Empreguismo e trambicagens" (20 de setembro), vale uma observação: estão na porta do desemprego funcionários que não são parentes de parlamentares, que não são fantasmas, moram em Brasília e cumprem jornada normal de trabalho e, na maioria dos casos, recebem salários repartidos. São trabalhadores que, apesar da indicação política, não estão à beira-mar tomando água-de-coco. Ao contrário, dignificam a oportunidade de trabalho que receberam e vestem a camisa, em jornadas de até dez horas por dia. É preciso separar o joio do trigo, para que não se cometam injustiças.
Cláudia Vieira
Brasília, DF

Ao ler a reportagem "Empreguismo e trambicagens", não fiquei nem um pouco surpreso. Como servidor da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, admitido em concurso público há 21 anos, convivo diariamente com um universo de mais de 1.600 servidores (em Minas são 22 funcionários por parlamentar!) admitidos sem concurso público, nos chamados quadros de Recrutamento Amplo, além de dezenas de "estagiários" espalhados pela Casa, em quase sua totalidade parentes ou protegidos de deputados e servidores ocupantes de cargos comissionados. É uma situação muito pior que a observada na Câmara Federal (32 servidores por parlamentar, segundo a revista), uma vez que se trata de apenas um estado da Federação. Imagine-se então a soma da mesma situação de todos os outros estados da União.
Cláudio Ferreira Rocha
Belo Horizonte, MG

Quando leio uma reportagem como essa, eu me recordo de uma frase proferida pelo saudoso professor doutor Eugênio Gudin, numa palestra organizada pelo diretório acadêmico que leva seu nome, na Faculdade de Administração e Economia da Universidade Mackenzie, da qual fui aluno no início dos anos 80. O professor foi o último a falar e, em meio a uma platéia de estudantes, líderes empresariais, políticos, jornalistas e professores, da qual tive o privilégio de fazer parte, encerrou: "Brasília, senhores, foi o maior crime que já se cometeu contra este país. Construam fábricas, e não palácios".
Paulo Nogueira e Silva
São Paulo, SP

 

Sanguessugas

Depois dos escândalos do mensalão, dos dólares na cueca e da "propinocracia" instituída pelo PT, mais um vergonhoso episódio expõe de maneira nua e crua o tamanho da crise de quem não sabe o que fazer com o poder, mas quer se manter nele a qualquer custo. O PT definitivamente afunda até o pescoço naquilo que o ator Paulo Betti já admitiu pôr as mãos para fazer política. Essa nem Freud explica ("O alvo era Serra", 20 de setembro).
Maurício Rudner Huertas
São Paulo, SP

É impressionante a capacidade que o PT tem de se meter em meleca. Não lhe basta ganhar a eleição de Lulla da forma mais obscura. Quer também São Paulo. O PT tem todo o comportamento de um partido único e ditatorial, embora tenha usado a democracia para chegar lá.
Lauro Altmann
Rio de Janeiro, RJ

Getúlio também não sabia que seu "Anjo Negro" Gregório Fortunato botava para ferrar e pagou o preço pelo puxa-saco trapalhão: República do Galeão e tiro no peito. Collor também não sabia que o rotundo e faminto PC arrecadava para ele perpetuar-se no poder e tomou pé no derrière. Lula não sabe de nada e felpudos estelionatários metem a mão na maçaneta de seu gabinete sem ser impedidos por ajudantes-de-ordens fardados. Fica dizendo que é preconceito por ser operário, filho de mãe analfabeta, faminto pretérito, coitado desletrado etc. Para enquadrá-lo só falta tê-lo filmado na porta do metrô assassinando uma velhinha paraplégica.
Jorge Schweitzer
Rio de Janeiro, RJ

Senhor presidente, chega de dizer que não sabia e não sabe de nada; passe a dizer: fui, sou e continuarei omisso.
Matilde Rangel
Por e-mail

 

TCU

A revista VEJA representa a vanguarda nas informações de interesse público. Essa verdade está materializada em sua edição de 20 de setembro, em que se encontra a reportagem "A cartilha de irregularidades do PT". Ela mostra que o barbicha Gushiken – que foi assessor imediato de Lula –, além de ser doutor em maracutaias, com seu cabuloso poder mágico conseguiu produzir 2 milhões de cartilhas-fantasma, que não foram vistas por ninguém, mas serviram para desviar 11 milhões dos cofres públicos.
Manoel C. Lacerda
Advogado e mestre em direito
Campo Grande, MS

A imunidade do presidente está sendo testada a cada escândalo que envolve o PT, mas pelo visto o povo não está a fim de perder a esmola dada pelo governo por meio do Bolsa Família. Isso é péssimo para o país.
Jailson Silva
Feira de Santana, BA

 

Veja essa

Como assinante de VEJA há muito tempo, várias vezes tive vontade de comentar alguns assuntos relevantes. Porém, hoje não pude me conter ao ler a frase de nosso messias Lula se comparando ao corpo e ao sangue de Cristo (Veja essa, 20 de setembro). Fala-se tanto que a população carente o encara como o salvador que ele acabou acreditando.
Luciana Girotto
Birigüi, SP

Com todo o respeito ao nobre economista Fabio Giambiagi e a sua estonteante frase na seção Veja essa (13 de setembro), quero registrar: realmente, num país pobre como a Noruega, a aposentadoria somente chega aos 65 anos. Porém, por lá ninguém ingressa no labor profissional aos 15 anos de idade (trabalho desde os 15 com carteira assinada).
Moacir Renostro
Por e-mail

Heloísa Helena demonstrou extrema deselegância ao se referir a Luiz Estevão (Veja essa, 13 de setembro). Se a candidata à Presidência teve com ele um affair, "vômito e ordinário" não combinam com ex-afetos. São expressões machistas de pessoas rudes. Se não teve o affair, certamente demonstrou mágoa e despeito por nunca ter povoado as fantasias sexuais de Luiz Estevão. Perdeu uma bela ocasião de ser mais feminina e não tão raivosa.
Márcia Kern
Florianópolis, SC

 

Lya Luft

O último artigo da escritora Lya Luft ("No denso nevoeiro", Ponto de vista, 20 de setembro) tem o mesmo ponto de vista meu e de minha família. Estamos é numa "democracifra", em que o que importa é o dinheiro, e não uma política sadia voltada para o interesse público. A crise de valores morais está nos deixando num nevoeiro, como disse ela. O pior é que vemos pessoas do nosso nível (sou advogada) considerando que tudo não passa de armação da mídia. Acredita nisso?
Ivanise S. Fortes
Fortaleza, CE

Lya, quero agradecer pelo ótimo artigo "No denso nevoeiro". Nele, senti expresso todo o meu sentimento de perplexidade e indignação diante da impunidade e do estado de hipnose coletiva em que nosso país se encontra, fazendo com que assistamos passivamente a tudo.
Maria Olympia Villela Barros
São Paulo, SP

Lya consegue saber com precisão incrível o que seus leitores estão pensando. Entre todas as pessoas com quem converso não encontro um voto sequer no Lula, mesmo assim todas as pesquisas o apontam com mais de 50% das intenções de voto. Eu gostaria de saber qual o motivo de os eleitores do Lula não falarem que votam nele.
Rosemere Beatriz Lázari Boszczovski
Naviraí, MS

 

Dick Pound

Oportuna e alarmante a entrevista com Dick Pound (Amarelas, 20 de setembro). Num momento em que o Brasil se prepara para sediar os Jogos Pan-Americanos, é fundamental que se tomem todas as medidas possíveis para combater o doping. Quando o presidente da Agência Mundial Antidoping afirma que "a Interpol dispõe de uma estatística segundo a qual o mercado das substâncias dopantes, como os anabolizantes, é maior que o tráfico de maconha, o de cocaína e o de heroína combinados", percebe-se nitidamente a dimensão do problema.
Osny Martins
Joinville, SC

 

38 anos de VEJA

Quero declarar a todo mundo que tenho duas paixões: VEJA e minha mulher, Patrícia. Com VEJA vivo há mais tempo. São 38 anos, sem falhar uma semana, desde o dia 11 de setembro de 1968. Com esta edição são 1 974 exemplares de VEJA, que todos os domingos aguardo ansiosamente. Não vendo e não empresto! Mas estão à disposição para quem quiser consultá-las. Meus parabéns à direção e a toda a equipe pelo aniversário da quase quarentona e indispensável VEJA.
Saulo Chaves Almeida
Assinante e colecionador
Viamão, RS

 

Polícia Federal

A reportagem "As elites e os pobres" (13 de setembro) é reflexo do que a sociedade tem como conceito da Polícia Federal: efetividade e celeridade na investigação, por isso a cobrança consciente por uma agilidade diária no trabalho policial. Não posso concordar que cinco meses seja um prazo longo nem que haja uso político da Polícia Federal. No ato de indiciamento, o inquérito tinha 260 páginas; foi enviado à Justiça em 19 de abril de 2006, com 669 páginas. Foram pedidas diligências pelo MPF. Na PF permaneceu três períodos de trinta dias. Em seis meses, ficou três meses na PF e três na Justiça. É devolvido agora pela PF com 2 341 páginas, 77 depoimentos, produzidos em 88 dias em que o inquérito esteve na Polícia. A Polícia Federal ainda não faz milagre, embora todos nós brasileiros sempre estejamos à espera de um que salve o Brasil.
Rodrigo Carneiro Gomes
Delegado de Polícia Federal, responsável pelo inquérito
Brasília, DF

 

Parlamento

A reportagem "Voto para a platéia" (13 de setembro) afirma que o Parlamento inglês é o mais antigo do mundo. O Parlamento mais antigo do mundo é o islandês (Althingi: http://www.althingi.is/vefur/upplens.html), fundado no ano de 930.
Maria Telles Rudge
São Paulo, SP

 

YouTube

Sobre o YouTube ("A nova era da televisão", 13 de setembro): 1) É possível achar vídeos de mais de doze minutos. Eu tenho um show inteiro do Incubus de mais de uma hora; 2) É possível também baixar os vídeos para o computador, com o auxílio de outros sites.
Bruno Carvalho
Belo Horizonte, MG

 

Futebol

A nota "Agora vai..." (Radar, 6 de setembro) faz menção à seleção de "maltrapilhos" ou uma espécie de "Copa dos excluídos". O time que vai participar da IV Copa do Mundo de Futebol de Rua é formado por oito brasileiros em extremo risco social e/ou sem domicílio fixo, que utilizam os espaços públicos e/ou albergues para morar. Todos trabalham e/ou estão vinculados à revista Ocas, publicada pela Organização Civil de Ação Social (Ocas) e vendida exclusivamente por pessoas em situação de rua, que têm nesse trabalho a chance de mudança efetiva em sua vida. A Copa do Mundo de Futebol de Rua, que conta com o apoio de instituições como a ONU e a Uefa e nasceu sob a iniciativa da INSP (Rede Internacional de Publicações de Rua), da qual a Ocas e outras mais de oitenta publicações fazem parte, busca no poder dos esportes, e particularmente do futebol, a oportunidade de colocar em discussão questões como a pobreza e a falta de moradia ao redor do mundo, além de colaborar no processo de resgate social proposto pelas organizações participantes. Mais informações podem facilmente ser encontradas em www.streetsoccer.org (sobre o torneio), www.street-papers.org (sobre a INSP) e www.ocas.org.br (sobre a Ocas).
Guilherme Araújo
Diretor-presidente da Organização Civil de Ação Social (Ocas)
Leandro Mendes
Diretor comercial da Falcão Sports
São Paulo, SP

 

Carta de FHC

A Carta de FHC acerta em cheio no conteúdo, mas seria bem melhor que ela viesse de alguém sobre quem não pairasse suspeita alguma. Se a única alternativa a esse governo desastroso é o retorno de FHC e sua "turma", estamos com grandes problemas. O povo brasileiro merece mais ("Clareza tardia", 13 de setembro).
Marcelo Melero Piceli
São Paulo, SP

Fui presidente do diretório do PSDB de minha cidade na primeira campanha FHC. Muito o presidente eleito fez pelo Brasil. Contudo, há bastante tempo FHC perdeu o rumo, passando a pensar só em si e em seu grupo político. Todos sabem de suas manobras para afastar Serra (que nunca teve sua simpatia) da disputa presidencial, indicando Alckmin, sabendo-o perdedor.
Edélcio Rodrigues Pereira
Monte Carmelo, MG

 

Eleições 2006

Aproxima-se 1º de outubro. Tome muito cuidado ao confirmar seu voto: você pode estar incorrendo em crime de formação de quadrilha. Muito cuidado ("O que eles vão encontrar", 20 de setembro).
Luiz Carlos Figueiredo
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

"O Brasil é dominado por uma massa de pobres ignorantes." Lula será reeleito. Mas vamos olhar pelo lado bom: por décadas os governantes mantiveram ignorante essa massa de pobres, e assim garantiram sua permanência no poder. Agora, se eles quiserem tirar Lula do poder, terão de tornar inteligentes esses pobres. E viva a educação ("Sem Lula, o mundo é melhor", 20 de setembro)!
Paulo Cesar Creuz
Maricá, RJ  

Mainardi, como eu, acredita que o impossível acontece. Pouco provável, mas acontece. Milagres acontecem, e eu acredito em milagres. Com todo o respeito aos ignorantes, os brasileiros não merecem que um presidente seja reeleito com o voto dos ignorantes. Bastam quatro anos de ignorância, porque com mais quatro posso ficar ignorante e achar que é bom ser ignorante.
Dinis Sobral Mortagua
Rio de Janeiro, RJ  

Leio VEJA desde adolescente. Ela me ensinou o português. Nos últimos anos ando encantado com a lucidez de seus artigos, particularmente os de Mainardi. Desta vez chorei por dentro. Tenho feito exatamente o mesmo: manipulo as pesquisas recusando-me a acreditar que esse senhor enganoso e inculto será reeleito presidente de nosso país. Lula está me fazendo desacreditar da democracia.
Magno Stefani Cezar
Cuiabá, MT  

Também já estou imaginando o meu mundo, e tenho certeza de que é um mundo bem mais feliz. Ele também não reconhece Lula como presidente.
Alexandra Regina Marquardt
Timbó, SC

 

Brasil

Vários anos se passaram desde que VEJA publicou uma entrevista com o físico Alberto Santoro (Amarelas, 19 de julho de 1995), na qual ele dizia: "O Brasil não está acostumado a remunerar quem trabalha. Desgraçadamente, só os espertos são compensados. Esperteza quer dizer também safadeza. É muito difícil criar filhos numa cultura assim. Tenho uma dificuldade enorme para explicar isso a eles". A atualidade dessas palavras é muito grande e só prova que nesta terra nada muda. Um povo alienado, governantes omissos e ladrões perpetuam essa situação.
Flavio Marcus Juliano
São Paulo, SP

 

Eleições

A respeito da nota "Alguém me quer?" (Holofote, 20 de setembro), o governador Lúcio Alcântara tem a esclarecer que participa da eleição como candidato do PSDB, indicado que foi, por unanimidade, em uma das maiores convenções partidárias já realizadas no estado – numa exemplar demonstração da confiança dos filiados e das lideranças do partido. Em nenhum momento chegou a cogitar a mudança de legenda nem chegou a conversar com membros de outros partidos sobre o assunto.
Edvaldo Filho
Assessoria da Coligação Pra Frente
Fortaleza, Ceará

 

Livros

Cumprimento VEJA pelo texto singular "O partido verde das letras" (20 de setembro), escrito por Jerônimo Teixeira. Discutir a intervenção humana na ecologia por meio da literatura faz-se cada vez mais necessário. O ser humano precisa valorizar a fonte da vida.
Rodrigo Capella
São Paulo, SP

 

Tecnologia

Mesmo com esse novo lançamento da Microsoft, o Zune ("Duelo de bolso", 20 de setembro), vai ficar muito difícil tirar a grande fama que o iPod conseguiu adquirir. Talvez o diferencial da transferência de arquivos via wi-fi seja um ponto à parte no Zune, o que atrairá alguns consumidores. Mas fica complicado concorrer com um produto que chegou a uma fantástica marca histórica de venda e também com a sexta geração desse produto, um iPod com a espessura de um lápis e o tamanho de uma borracha, porém com a tecnologia de um computador.
Luciano Scartezini S. de Meirelles
Guarapuava, PR

 

Dormir bem

Sou médico, especialista em neurologia e na medicina do sono, membro titular das sociedades citadas. Portanto, gostaria de cumprimentá-los pela matéria "A nova ciência do sono" (13 de setembro), da jornalista Paula Neiva, pois conseguiu informar e ventilar de maneira aquilatada e concisa esse conhecimento, que é muito útil para nossos pacientes, facilitando nosso trabalho, assim como o de médicos não especialistas e o das demais áreas da saúde.
Doutor Marcio Bezerra
Rio de Janeiro, RJ

 

 

CORREÇÕES: Em 1980, o então major Ubiratan Guimarães trabalhou na Rota como subcomandante. O comandante era Niomar Cyrne Bezerra ("Paixão, ciúme e assassinato", 20 de setembro). O empresário Nelson Tanure não é dono da Rede CNT, conforme afirmou a nota "Tanure avança" (Radar, 20 de setembro). Na verdade, ele arrendou a emissora. Diversamente do que foi publicado na reportagem "As escolas campeãs", de VEJA Recife, o preço da mensalidade do colégio GGE varia de 446,10 a 495,80 reais. Na coluna desta edição, Diogo Mainardi cita o jornalista Mino Pedrosa como editor da sucursal de Brasília da revista IstoÉ. Mino é ex-editor da publicação.

 

GIGANTES DO AR

O leitor Carlos Eduardo de Carvalho Ayres, de Brasília, escreveu: "O maior avião do mundo é o Antonov An-225, e não o A380, como diz a reportagem 'Grandes e luxuosos' (13 de setembro). O A380 pode ser considerado a maior aeronave para transporte de passageiros". Realmente, o cargueiro Antonov An-225 supera o Airbus A380. Compare:

AIRBUS A380
Tipo de aeronave: transporte de passageiros
Comprimento: 73 metros
Envergadura: 79,8 metros
Turbinas: quatro

ANTONOV AN-225
Tipo de aeronave: cargueiro
Comprimento: 84 metros
Envergadura: 88,4 metros
Turbinas: seis

 

OS "YOUTUBES" NACIONAIS

A leitora Fernanda Arduini leu a reportagem "A nova era da televisão" (13 de setembro) e escreveu à redação para dizer que há na internet brasileira um serviço similar ao YouTube: "Por favor, verifiquem o Videolog (www.videolog.tv) e vejam do que estou falando", diz Fernanda, indicando o site brasileiro que oferece uma coleção de vídeos nos moldes do YouTube. Wilfred Luiz faz outra indicação: "Sou usuário de um serviço no Brasil que não perde em nada para o YouTube, inclusive é mais rápido ao carregar os vídeos". Ele se refere ao Videopop, que pode ser visitado no endereço www.videopop.com.br.

 

ERRO DE MODELO

No quadro "Uma revolução (es)cultural" (20 de setembro), a foto citada como sendo da modelo chinesa Du Juan é na verdade da brasileira Juliana Imai. Veja a foto da verdadeira Du Juan.

 

Du Juan: confundida com Juliana Imai
 
 
 
 
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