Economia e Negócios Bolsa

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
O treinamento de executivos em mercados estrangeiros
Yahoo se associa à Barnes para enfrentar a Amazon
Garoto dá golpe de 300.000 dólares em Wall Street
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
href="veja_recomenda.html">VEJA Recomenda
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Grande golpe

Adolescente americano é pego
especulando com ações

Jonathan Lebed é um garoto americano de 15 anos de idade que gosta de esportes, de música e de sair com amigos. É bom aluno, tem gosto pela matemática e, em 1998, ganhou um torneio nacional de investimento em ações promovido para a garotada da 8ª série. Tem dois negócios na internet: um site que instrui pessoas interessadas em criar uma página na rede e outro especializado na divulgação de sites alheios. As duas investidas empresariais, segundo Lebed, são lucrativas. Na semana passada, divulgou-se que esse garoto, com jeito de nerd, de Nova Jersey, deu um golpe no mercado acionário americano, foi pego e se deu mal. Ele usou a internet para manipular o valor das ações de pequenas companhias e ganhou quase 300.000 dólares. Descoberto pela SEC, a organização que fiscaliza o bom comportamento dos operadores e das empresas na bolsa, o garoto terá de devolver o que ganhou e ainda pagar uma multa de cerca de 12.000 dólares. "Todo mundo faz o que eu fiz", disse Jonathan Lebed, o Grande, como ele mesmo se cognomina.

O que Lebed fez, entre agosto de 1999 e fevereiro deste ano, foi inscrever-se em sites de investimento via internet, aplicar dinheiro de uma conta dos pais em ações de pequenas empresas e depois emitir uma série de mensagens, com nomes falsos, espalhando a notícia de que aquelas ações seriam as próximas a disparar e a dar um lucro de 1.000%. Muita gente ia atrás da conversa e comprava os papéis. Com a procura, o valor das ações subia. Neste momento, Lebed vendia com lucro o que tinha comprado. Fez isso onze vezes. Quando tinha de ir à escola no momento em que, pelo que calculava, as ações estariam em seu ponto máximo, já deixava a venda programada. "As pessoas caíam na conversa do menino porque suas mensagens pareciam coisa de adulto", diz David Horowitz, o administrador da SEC que descobriu o caso.

Essa é a primeira vez que um menor de idade é pego fraudando negócios nas bolsas de valores americanas. Mas as autoridades andam intrigadas com o fato de que os golpistas, nesta área, parecem estar ficando cada vez mais jovens. Em março, um grupo de estudantes de direito da universidade Georgetown foi pego aplicando o mesmo golpe de Lebed. No mês passado, um rapaz de 23 anos, da Califórnia, foi preso por divulgar, via internet, informações que fizeram despencar, em minutos, a cotação de ações de uma empresa de fibra óptica. A recomendação da SEC, considerando que a negociação de ações pela web anda esquentando, é a seguinte: "Todos devem fazer suas próprias pesquisas antes de tomar uma decisão de investimento. Ir atrás de palpites na rede é uma tolice".

 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco