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"Acredito
que, depois do saudoso Odorico Paraguaçu, Itamar Franco
é o personagem mais hilário da política
brasileira."
Daniela de Barros
Belo Horizonte, MG |
Itamar
Franco
VEJA comete um equívoco ao chamar Itamar de exótico
("O batalhão mineiro de factóides", 20 de setembro).
Os termos certos são ridículo e grotesco. Esse tipo
de político, que raia à boçalidade, é
responsável pelo atraso do Brasil.
Isaltino Gomes Coelho Filho
Campinas, SP
Itamar
Franco é o único homem público que corajosamente
se contrapõe às arbitrariedades do governo FHC.
Deveria ser um modelo a ser seguido para resgatar nos brasileiros
a verdadeira democracia a que aspiramos. Minas não se curvará.
E mais: verás que um filho teu não foge à
luta.
Helemilton Dias de Oliveira
Londrina, PR
"É
um louco perigoso e sem controle. Deveria ser preso em camisa-de-força
e ter seu 'topete' raspado, ficando à disposição
dos psicólogos como o personagem Hannibal Lecter, interpretado
por Anthony Hopkins no filme O Silêncio dos Inocentes."
Adriano Borges
Recife, PE
Como
mineiro, não sei se sinto vergonha ou se passo a piada
para a frente ao ver, pela TV, um atirador de elite na sacada
do Palácio da Liberdade esperando não sei o que
ou quem para um duelo. Deve ser um disco voador. Cuidado, Itamar
(ou tá pior)!
Eder de Aguiar e Silva
ederaguiar@uol.com.br
Banco Central
Sobre a reportagem "Mordaça no BC" (13 de setembro), é
preciso esclarecer que a função dos procuradores
do Banco Central nunca foi investigar a instituição,
e sim defendê-la nos processos em que o Banco Central seja
parte. Pelo Estatuto do Servidor Público, constatada alguma
irregularidade, o servidor, sendo ele procurador do órgão
ou não, tem a obrigação de comunicá-la
a seu chefe imediato. Em caso de suspeita de crime, o assunto
deve ser comunicado ao Ministério Público, a quem
cabe investigar. A finalidade do artigo 17-A, da Lei nº 9650/96,
introduzido pela Medida Provisória 2048, é igualar
em direitos e deveres os procuradores do BC aos procuradores federais,
subordinados à Advocacia Geral da União. A medida
provisória repete o que já era previsto em lei que
proíbe a manifestação dos membros da Advocacia
Geral da União sobre assuntos de suas atribuições,
salvo com autorização de seus superiores. Gostaria
de esclarecer que recebi apenas consultas e jamais recusa de procuradores
do Banco Central para defender a diretora de Fiscalização,
Tereza Grossi, no processo que responde na Justiça Federal.
José Coelho Ferreira
Procurador-geral do Banco Central
Brasília, DF
Censo
Com relação às questões levantadas
pelo quadro "Os Leitores e o Censo 2000" (Cartas, 13 de setembro),
informamos que a utilização do lápis no preenchimento
dos questionários é necessário porque a leitura
(por escaneamento) dos dados exige o uso de grafite. No que se
refere à questão levantada pelo leitor José
Silvestre Garcia Netto, sobre a constatação de que
o questionário do censo não registra a condição
de seu filho, portador de síndrome de Down, informamos
que o Censo 2000 ampliou de um para cinco o número de quesitos
a respeito de pessoas portadoras de deficiência. As questões
buscam quantificar a incidência, e não qualificar
o tipo de deficiência. Sobre as poucas perguntas contidas
no questionário básico, cabe registrar que serão
recenseados 43 milhões de domicílios. Uma operação
dessa dimensão não é compatível com
questionários extensos e de difícil aplicação.
Por isso, são usados dois tipos de questionário,
o básico, aplicado a 38 milhões de domicílios,
e o da amostra, em outros 5 milhões de domicílios.
Martha Mayer
Diretora de pesquisas do IBGE
comunica@ibge.gov.br
Evangélicos
Li a reportagem ("A Bíblia no divã", 20 de
setembro) que denunciava a proliferação de cursos
de formação de psicanalistas para pastores evangélicos.
Como psicanalista, fico indignado com tal despautério.
Sou evangélico, mas minha crença fica guardada comigo,
de maneira alguma pode interferir em meu trabalho. Além
de imoral, é antiético. A psicanálise, como
técnica, lida com o sofrimento do sujeito de uma forma
muito diversa da religião. Eu diria que são doutrinas
extremamente paradoxais, apesar de lidarem com significados aparentemente
(e muito aparentemente, nada mais) semelhantes, como as três
instâncias Pai-Filho-Espírito Santo do cristianismo
e Id-Ego-Superego da psicanálise, só.
Rafael Moraes
carfael@bol.com.br
Petróleo
A falta de planejamento governamental implicará (com o
barril a 35 dólares) o pagamento de mais de 6 bilhões
de dólares neste ano, com as importações
de petróleo e derivados. A fim de alcançar a auto-suficiência,
serão necessários investimentos estrangeiros e da
Petrobras (em torno de 33 bilhões de dólares). Com
os preços atuais, os investimentos serão compensáveis.
A indústria do álcool recebeu, em 1975, 7 bilhões
de dólares (dados do Tribunal de Contas da União),
sendo 56% de origem pública e o restante do setor privado,
de financiamentos para produzir, nos dias atuais, cerca de 250.000
barris equivalentes de petróleo. O uso do álcool
combustível (toda a gasolina brasileira recebe 24%) possibilitou
a economia de 40 bilhões de dólares, desde a criação
do Proálcool, na importação do petróleo
e derivados. Contudo, não há mais política
de incentivo ao carro a álcool, cuja frota vem caindo 10%
ao ano e a indústria montadora não tem disposição
para produzi-lo. Portanto, o futuro do Proálcool e de outros
programas de fontes energéticas nacionais alternativas
ao petróleo está diretamente vinculado à
opção de abrangente política de autonomia
nacional e de desenvolvimento sustentável ("O mundo à
beira do choque", 20 de setembro).
Luiz Gonzaga Bertelli
Diretor da divisão de energia Fiesp
São Paulo, SP
Madonna
VEJA soube finalmente reconhecer que Madonna é única
em sua área ("Madonna volta a ser Madonna", 20 de setembro).
Poucos artistas têm a habilidade de controlar sua carreira
como ela. Sempre com muito talento, soube transmitir seus recados
com competência e originalidade, seja cantando, seja atuando.
Flávio Lopes dos Santos
Governador Valadares, MG
Medicina
A reportagem mostrou a mais fiel realidade do que a classe médica
está passando na atualidade. Os planos atrasam o pagamento
dos médicos, pagam o que querem, parcelam dívidas,
interferem no número de exames que o profissional julga
necessário pedir, mas exibem na TV propaganda enganosamente
espalhafatosa ("A revolta dos doutores", 20 de setembro).
Carolina Ribeiro
dracarol@connectmed.com.br
Ambiente
Sou grande admirador da revista VEJA, principalmente pelo espaço
dado às questões ambientais neste país e
no mundo. Ela nos ajuda a atentar para os problemas mais sérios
do meio ambiente e, conseqüentemente, a construir um planeta
melhor para as futuras gerações. No entanto, a recente
reportagem sobre o aumento de onças no Pantanal deixou-me
profundamente preocupado. Particularmente, acredito que isso esteja
realmente acontecendo, inclusive em outras áreas mais protegidas
do Brasil, mas no momento não temos dados científicos
para afirmar tal coisa. De qualquer forma, deveríamos ficar
felizes por estar aumentando a população de um dos
mais ameaçados animais da fauna da América Latina
("Está sobrando onça", 20 de setembro).
José Márcio Ayres
Vice-presidente mundial da Comissão para Sobrevivência
das Espécies
ayreswcs.bel@zaz.com.br
Perder
de quinze a vinte cabeças de gado por mês, por causa
do excessivo número de onças, é um preço
muito baixo pago por esses fazendeiros bilionários, que
estão depredando a natureza há séculos. "Gastam"
muito mais que isso dando churrasco para políticos.
Wilson Moreira dos Santos
Poços de Caldas, MG
CORREÇÕES:
Na reportagem "Não me mandem esse lixo!" (20 de setembro),
o nome do sócio da empresa MD Brazil é Eduardo Hart,
e não Eduardo Hartz, como foi publicado.
O Cube, novo computador da Apple, tem apenas um processador de
450 megahertz e não dois, como mencionado na reportagem
"Útil, bonito e muito caro" (6 de setembro).