Guia
Mitos
sobre as barras de cereal
Fotos
Alfredo Franco
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Quem
pratica exercícios costuma atribuir às barras de cereal efeitos
que elas não têm. A seguir, o que diz o senso comum e a palavra dos
especialistas:
Antes do exercício
Senso
comum: é bom comer uma. A barra de cereal dará energia para
o treino
O que dizem os especialistas: errado. As barras são
compostas, basicamente, de gorduras vegetais e fibras, que podem atrasar a absorção
de carboidratos que são o principal fornecedor de energia para o
corpo. As fibras ainda retêm água e dificultam a hidratação
das células justamente quando elas mais precisam
Depois
do exercício
Senso comum: as barras
são a melhor opção para repor energia
O que dizem os
especialistas: elas de fato possuem carboidratos, de onde vem a energia, mas
em pequena quantidade ali está apenas algo como 5% da necessidade
diária de uma pessoa
Senso
comum: uma barra de cereal pode substituir uma refeição
O
que dizem os especialistas: não. Terminado o exercício, tudo
que o corpo precisa é de uma alimentação que inclua carboidratos,
proteínas e outros nutrientes perdidos durante a malhação.
É algo que não se encontra em quantidade suficiente numa barra de
cereal
Senso comum: elas
melhoram o condicionamento físico
O que dizem os especialistas:
isso não acontece. As barras que cumprem esse papel são as de
proteína, uma vez que elas ajudam na reconstituição
dos músculos e aumentam sua resistência. As de cereal, não
"Me
sinto mais forte" A administradora
Kelly Aranha, 30 anos, é adepta dos complementos: só sob supervisão
da nutricionista | Manoel Marques
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O
papel dos aminoácidos
No caso do exercício,
eles ajudam a reconstituir as fibras dos músculos rompidas durante a atividade
física. O corpo produz uma parte, a outra é fornecida pela alimentação.
Entenda por que só os atletas podem recorrer às versões industrializadas
(com a devida orientação)
Por
que os atletas recorrem aos complexos de aminoácidos?
Uma proteína
é formada por vinte deles, sendo que onze são produzidos pelo corpo
e nove precisam ser retirados da alimentação algo normalmente
proporcionado nas refeições. Com os atletas é diferente,
uma vez que eles gastam aminoácidos num ritmo bem maior do que conseguem
repor.
Como eles agem?
Ajudam
a reconstituir a fibra do músculo desgastada durante o treino. Sem a reposição,
o corpo perde proteínas dos músculos e também do sistema
imunológico. Isso pode causar fadiga.
Quais
são os tipos mais recomendados?
A Anvisa, que faz a regulamentação,
libera apenas os aminoácidos conhecidos como BCAA. Na dose certa, eles
não apresentam riscos aos atletas. Todos os outros provocam efeitos colaterais
graves, entre os quais desmaios e disfunções renais.
Especialistas
consultados: Henrique Suplicy (endocrinologista), Ivan Bissarro (pesquisador de
fisiologia do exercício da Unifesp), Jefferson Porto (preparador físico),
Julio Tirapegui (fisiologista da USP) e Mirtes Stancatelli (nutricionista da Unicamp)
Com
reportagem de Camilla Costa e Marcos Todeschini