BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2075

27 de agosto de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Claudio de Moura Castro
Millôr
Leitor
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da semana
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Datas
Radar
Veja essa
 

Guia
Mitos sobre as barras de cereal

Fotos Alfredo Franco

Quem pratica exercícios costuma atribuir às barras de cereal efeitos que elas não têm. A seguir, o que diz o senso comum e a palavra dos especialistas:

Antes do exercício

Senso comum: é bom comer uma. A barra de cereal dará energia para o treino
O que dizem os especialistas: errado. As barras são compostas, basicamente, de gorduras vegetais e fibras, que podem atrasar a absorção de carboidratos – que são o principal fornecedor de energia para o corpo. As fibras ainda retêm água e dificultam a hidratação das células justamente quando elas mais precisam

 

Depois do exercício

Senso comum: as barras são a melhor opção para repor energia
O que dizem os especialistas: elas de fato possuem carboidratos, de onde vem a energia, mas em pequena quantidade – ali está apenas algo como 5% da necessidade diária de uma pessoa  

Senso comum: uma barra de cereal pode substituir uma refeição
O que dizem os especialistas: não. Terminado o exercício, tudo que o corpo precisa é de uma alimentação que inclua carboidratos, proteínas e outros nutrientes perdidos durante a malhação. É algo que não se encontra em quantidade suficiente numa barra de cereal

Senso comum: elas melhoram o condicionamento físico
O que dizem os especialistas: isso não acontece. As barras que cumprem esse papel são as de proteína, uma vez que elas ajudam na reconstituição
dos músculos e aumentam sua resistência. As de cereal, não

"Me sinto mais forte"
A administradora Kelly Aranha, 30 anos, é adepta dos complementos: só sob supervisão da nutricionista
Manoel Marques

 

O papel dos aminoácidos

No caso do exercício, eles ajudam a reconstituir as fibras dos músculos rompidas durante a atividade física. O corpo produz uma parte, a outra é fornecida pela alimentação. Entenda por que só os atletas podem recorrer às versões industrializadas (com a devida orientação)

Por que os atletas recorrem aos complexos de aminoácidos?
Uma proteína é formada por vinte deles, sendo que onze são produzidos pelo corpo e nove precisam ser retirados da alimentação – algo normalmente proporcionado nas refeições. Com os atletas é diferente, uma vez que eles gastam aminoácidos num ritmo bem maior do que conseguem repor.

Como eles agem?
Ajudam a reconstituir a fibra do músculo desgastada durante o treino. Sem a reposição, o corpo perde proteínas dos músculos e também do sistema imunológico. Isso pode causar fadiga.

Quais são os tipos mais recomendados?
A Anvisa, que faz a regulamentação, libera apenas os aminoácidos conhecidos como BCAA. Na dose certa, eles não apresentam riscos aos atletas. Todos os outros provocam efeitos colaterais graves, entre os quais desmaios e disfunções renais.

 

Especialistas consultados: Henrique Suplicy (endocrinologista), Ivan Bissarro (pesquisador de fisiologia do exercício da Unifesp), Jefferson Porto (preparador físico), Julio Tirapegui (fisiologista da USP) e Mirtes Stancatelli (nutricionista da Unicamp)

 

Com reportagem de Camilla Costa e Marcos Todeschini

 



Publicidade
 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |