BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2075

27 de agosto de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Claudio de Moura Castro
Millôr
Leitor
Blogosfera
PANORAMA
Imagem da semana
Holofote
SobeDesce
Conversa
Números
Datas
Radar
Veja essa
 

Guia
Combustível para a malhação

Monica Weinberg (mweinberg@abril.com.br)

Fotos Darcio Tutak, Edison Russo, Sheila Oliveira, Rodrigo Barbosa, André Spinola e Castro e divulgação

Os complementos alimentares, indicados a quem sofre de alguma deficiência nutricional ou pratica qualquer atividade física, devem incluir no rótulo uma orientação mais específica: "Recomendável para atletas".

É o que pretende a Anvisa, agência responsável pela triagem e classificação dos alimentos. A mudança na legislação tem o objetivo de fornecer uma informação mais precisa sobre o uso de tais complementos. Hoje, muitos são genéricos ao prometer benefícios a todo praticante de atividade física – e muita gente acaba recorrendo a eles sem precisar. A pedido de VEJA, um grupo de especialistas analisou os tipos de complemento alimentar mais vendidos no país e diz: eles, de fato, só devem ser usados por quem pratica um esporte de alta intensidade e com muita freqüência (ainda que não seja um atleta). Mesmo assim, só se um nutricionista avaliar ser útil e necessário. Nesses casos, os suplementos podem, sim, se prestar à função de amenizar perdas de nutrientes e neutralizar o desgaste do corpo – além de contribuir para o bom desempenho físico.   

 

Energéticos

O que são: barras, gel ou um pó solúvel em que a concentração de carboidratos é de 90%

Como funcionam: como os carboidratos contidos nos alimentos, mas com a diferença de que estes são absorvidos pelo organismo em um terço do tempo. Eles se quebram e se transformam na glicose que, uma vez nas células, será combustível para um processo químico que resulta em mais energia para o corpo. Como o consumo de energia é maior durante a atividade física, a idéia é fazer um estoque

Para quem são indicados: praticantes de exercícios que exijam grande força física, como musculação ou corrida – somente nos casos em que eles excederem uma hora de duração. Abaixo disso, a alimentação regular é suficiente

Efeito, segundo os especialistas: aumentam em algo como 10% o tempo que o corpo suporta um exercício sem se cansar

Quando consumir: até três horas antes do treino

Comentário: jamais usar em qualquer outra situação que não a de um exercício mais pesado, uma vez que os carboidratos extras não serão gastos e se tornarão gordura

 

Protéicos

O que são: barras ou um pó solúvel com 50% de proteínas em sua composição

Como funcionam: as proteínas são absorvidas pelo organismo em meia hora – não em duas, como ocorre com os alimentos. Elas têm papel fundamental na reconstituição do músculo, cujas fibras sempre se rompem, em maior ou menor grau, durante o exercício

Para quem são indicados: pessoas que praticam exercícios com sobrecarga para os músculos pelo menos três vezes por semana, durante uma hora

Efeito, segundo os especialistas: ajudam a recompor os músculos em até 48 horas – algo que o corpo faz, naturalmente, em 72 horas     

Quando consumir: até uma hora depois do treino

Comentário: só são úteis para quem faz exercícios pesados com freqüência. Ingeridas sem necessidade, as proteínas se transformarão em gordura e ficarão armazenadas no corpo

  

Isotônicos

O que são: bebidas com sais minerais, como sódio, cloreto e potássio

Como funcionam: ajudam a repor esses minerais, que são eliminados no suor. Têm uma composição semelhante à da própria célula. Em contato com ela, os nutrientes da bebida migram por osmose – e a reidratam

Para quem são indicados: praticantes de esportes que envolvam corrida (por mais de uma hora) ou atividades físicas sob o sol (durante 45 minutos) – tempo para o corpo começar a se desidratar

Efeito, segundo os especialistas: durante o treino, repõem os minerais no momento em que estes são eliminados, ajudando a evitar a desidratação. Depois da atividade física, aceleram a reposição dos minerais – fazem em meia hora o que ocorreria por meio da alimentação em um dia

Quando consumir: durante o treino ou em até seis horas depois dele

Comentário: não faz sentido beber o isotônico antes do exercício, uma vez que ainda não houve perda de água e sais, nem quando não há uma necessidade específica. A bebida leva carboidratos, cujo excesso faz com que o corpo libere muita insulina. No médio prazo, pode resultar em diabetes e aumento de peso

 

Shakes

O que são: pós solúveis em leite ou água cuja fórmula contém carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais

Como funcionam: são substitutos de refeições. A diferença para um bom prato de comida é que os shakes quantificam os nutrientes e fazem uma reposição deles sob medida para quem precisa disso  

Para quem são indicados: pessoas que praticam exercícios intensos quatro vezes por semana, durante pelo menos uma hora, ou duas vezes ao dia  

Efeito, segundo os especialistas: para o exercício, nenhum. Sua única função é repor certos nutrientes na medida correta, o que é útil para quem ficou sem eles depois de uma atividade física intensa – algo que só um nutricionista pode diagnosticar   

Quando consumir: na refeição seguinte ao treino

Comentário: jamais usar sem necessidade ou em excesso. Os shakes só podem substituir uma refeição ao dia por no máximo dois meses, porque o organismo ficará carente de nutrientes que eles não ofereçam

 
Publicidade

 

Fotos Darcio Tutak, Edison Russo, Sheila Oliveira, Rodrigo Barbosa, André Spinola e Castro e divulgação

 



Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |