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Edição 2075

27 de agosto de 2008
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Crise no ensino (capa) - 269
Olimpíada - 232
José Alencar (Entrevista) - 16
Gustavo Ioschpe - 13
Petróleo - 8

 

"A reportagem de capa retrata a limitação da capacidade do brasileiro de amanhã. Porque educação não é carteira, não é giz nem sopa de fubá. É informação dada com responsabilidade
e conhecimento de causa."

Síssi Filassi
Uberaba, MG

 

Ensino no Brasil

Enfim uma maravilhosa e lúcida reportagem sobre a real situação do ensino brasileiro ("Você sabe o que estão ensinando a ele?", 20 de agosto). Finalmente VEJA conseguiu retirar do cenário o grande vilão da história – o aluno – e deixar o rei completamente nu: a instituição escola, os pais e os professores. O processo ensino-aprendizagem e a formação do pensamento crítico construtivo e criativo dos alunos são de responsabilidade e competência da escola; o papel do professor é de facilitador do aprendizado, mesmo porque ele dispõe de inimagináveis recursos para isso. O papel dos pais não se restringe à escolha de uma "boa" escola – de renome. Os pais têm de estar de olho na qualidade do ensino.
Maria Lucia Simões
Consultora organizacional e psicanalista
Brasília, DF

Considerei um verdadeiro presente a reportagem especial da última edição de VEJA. Sou professor e curso o último semestre de matemática. Promovi uma avaliação em algumas escolas para coletar dados mais efetivos para meu projeto de pesquisa científica. Fiquei assustado com o que encontrei: além da absurda e inquestionável falta de conhecimento dos alunos, deparei com professores despreparados, que mal sabem o que estão dizendo e que dão graças aos céus ao encontrar uma sala onde impera a desordem, pois assim podem cruzar os braços. Os jovens de hoje não são menos capazes; os professores, sim, são muito menos. De nada adianta ficar avaliando o desempenho dos alunos se quem deve ser avaliado são os professores. Chega de incompetência e mediocridade na educação.
Alexsander Palma de Almeida Fernandes
Professor
Tupã, SP

Joedson Alves
ESCOLA SEM PARTIDO
O advogado Miguel Nagib: pelo fim da pregação ideológica na sala de aula

A excelente reportagem é a prova definitiva de uma realidade que vem sendo denunciada pelo "Escola sem Partido": as escolas brasileiras estão infestadas de professores militantes, empenhados em fazer a cabeça de nossos filhos. Pobres crianças. Como protegê-las desses molestadores ideológicos, se não podemos saber o que acontece no interior de uma sala de aula? Nossa sugestão é simples: afixar em cada sala de aula do país um cartaz com os seguintes dizeres: 1) O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-ideológica, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo; 2) O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas; 3) O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas; 4) Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito; 5) O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores. O cumprimento desses deveres elementares não só resolveria o grave problema da instrumentalização do conhecimento para fins político-ideológicos, como promoveria uma dramática elevação na qualidade do ensino em nosso país.
Miguel Nagib
Coordenador do site www.escolasempartido.org
Brasília, DF

A reportagem apresentou uma situação de uma aula minha no mínimo duvidosa. Um debate em uma turma de 5ª série foi descrito pela revista como um "jogral", o que é bastante depreciativo, para não dizer outra coisa. Ora, a discussão era sobre o aumento da violência e sua relação com o desemprego. Nesse sentido, parece-me óbvio que a modernidade tecnológica colocou à margem do mundo do trabalho um grande número de pessoas que não estavam preparadas para enfrentar essa nova realidade. O que foi colocado aos alunos por mim tinha o objetivo de fazê-los questionar, caso fossem filhos de pais empresários, qual a contribuição desses pais no sentido de qualificar seus empregados para enfrentar essa nova realidade. Os alunos não levaram essa pergunta como tema de casa, obrigatoriamente. Foi apenas um debate em sala de aula. Afirmar que sou contra as máquinas pode levar os leitores a subestimar não só minha inteligência, como minha capacidade como profissional da educação. Em primeiro lugar, seria o mesmo que dizer que sou contra os avanços na área da informática, biotecnologia, robótica e que deveríamos retroceder ao tempo dos luditas, no século XIX. Um absurdo, portanto. A partir do exposto acima, creio que a reportagem fez uma apresentação parcial da verdade do que ocorreu em sala de aula.
Paulo Sergio Fioravanti Jardim
Porto Alegre, RS

 

Olimpíada

Cielo está de parabéns, pois o resultado – a medalha de ouro nos 50 metros nado livre – é fruto de determinação e persistência na busca pela excelência. Mas não foi só com a medalha que me espantei. Qual não foi a minha surpresa ao ver o exemplar de VEJA me chegar às mãos no sábado, às 10 horas da manhã, contando a história da conquista que ocorreu menos de onze horas antes ("A glória de César Cielo", 20 de agosto). Com certeza, foi também resultado da determinação e persistência na busca pela excelência. Parabéns, César Cielo; parabéns, VEJA!
Frederico Alexandre de Senna Costa
Recife, PE

Deixo aqui minha decepção e indignação ao ler a reportagem "Petecadas em Pequim" (20 de agosto), sobre esportes olímpicos – principalmente sobre o badminton. O autor foi muito infeliz nos seus comentários. Ele pode ter a opinião que quiser, porém não deve ridicularizar um esporte que vem crescendo muito no Brasil. Ele deve desconhecer que o Brasil foi medalha de bronze no Pan do Rio. Deve desconhecer até que exista badminton no Brasil. Vocês já devem ter recebido muitas declarações contra essa matéria e todas devem falar muito bem do badminton e contar a trajetória de nosso esporte e como ele está sendo difundido.
Vera Mastrascusa
Diretora técnica da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd)
www.badminton.org.br

 

José Alencar

Quem conhece o vice-presidente da República, José Alencar, sabe que ele é exatamente como retratado nas páginas amarelas de VEJA (20 de agosto). Nada tira a sua alegria de viver. Vitorioso na atividade empresarial e político respeitado, José Alencar vive em paz com a sua família. Cultiva hábitos simples e faz do seu jeito mineiro um charme todo especial. É capaz de ficar horas conversando sobre as coisas do Brasil e de Minas Gerais. Com qualquer pessoa, rica ou pobre, humilde ou poderosa. A sua luta incansável e bem-humorada contra o câncer demonstra, claramente, como ele venceu os inúmeros obstáculos de sua vida: com persistência e otimismo. Um obstinado, na verdade. Os mineiros, que o conhecem de perto, admiram a sua rica história de vida.
Jarbas Soares Júnior
Belo Horizonte, MG

 

Petróleo

É triste ver o nosso presidente deitar falação, sem sólida base econômica, sobre as reservas petrolíferas da camada pré-sal, contribuindo com isso para provocar forte queda das ações da Petrobras, desvalorizando a principal empresa do país, patrimônio e orgulho do povo brasileiro ("A exploração do petróleo...", 20 de agosto).
Luiz Carlos Oliveira Machado
Salvador, BA

 

Correção: a Abkházia fica no noroeste da Geórgia, e não no sul, como informou o texto da reportagem "Uma guerra no fim da história" (20 de agosto).

 

 



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