|
Leitor
Ensino no Brasil Enfim uma maravilhosa e lúcida
reportagem sobre a real situação do ensino brasileiro ("Você
sabe o que estão ensinando a ele?", 20 de agosto). Finalmente VEJA
conseguiu retirar do cenário o grande vilão da história
o aluno e deixar o rei completamente nu: a instituição escola,
os pais e os professores. O processo ensino-aprendizagem e a formação
do pensamento crítico construtivo e criativo dos alunos são de responsabilidade
e competência da escola; o papel do professor é de facilitador do
aprendizado, mesmo porque ele dispõe de inimagináveis recursos para
isso. O papel dos pais não se restringe à escolha de uma "boa"
escola de renome. Os pais têm de estar de olho na qualidade do ensino. Considerei um verdadeiro
presente a reportagem especial da última edição de VEJA.
Sou professor e curso o último semestre de matemática. Promovi uma
avaliação em algumas escolas para coletar dados mais efetivos para
meu projeto de pesquisa científica. Fiquei assustado com o que encontrei:
além da absurda e inquestionável falta de conhecimento dos alunos,
deparei com professores despreparados, que mal sabem o que estão dizendo
e que dão graças aos céus ao encontrar uma sala onde impera
a desordem, pois assim podem cruzar os braços. Os jovens de hoje não
são menos capazes; os professores, sim, são muito menos. De nada
adianta ficar avaliando o desempenho dos alunos se quem deve ser avaliado são
os professores. Chega de incompetência e mediocridade na educação.
A
excelente reportagem é a prova definitiva de uma realidade que vem sendo
denunciada pelo "Escola sem Partido": as escolas brasileiras estão
infestadas de professores militantes, empenhados em fazer a cabeça de nossos
filhos. Pobres crianças. Como protegê-las desses molestadores ideológicos,
se não podemos saber o que acontece no interior de uma sala de aula? Nossa
sugestão é simples: afixar em cada sala de aula do país um
cartaz com os seguintes dizeres: 1) O professor não abusará da inexperiência,
da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los
para esta ou aquela corrente político-ideológica, nem adotará
livros didáticos que tenham esse objetivo; 2) O professor não favorecerá
nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções
políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas; 3) O professor
não fará propaganda político-partidária em sala de
aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações,
atos públicos e passeatas; 4) Ao tratar de questões políticas,
socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos,
de forma justa isto é, com a mesma profundidade e seriedade ,
as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes
a respeito; 5) O professor não criará em sala de aula uma atmosfera
de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação
de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera
seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.
O cumprimento desses deveres elementares não só resolveria o grave
problema da instrumentalização do conhecimento para fins político-ideológicos,
como promoveria uma dramática elevação na qualidade do ensino
em nosso país. A reportagem apresentou
uma situação de uma aula minha no mínimo duvidosa. Um debate
em uma turma de 5ª série foi descrito pela revista como um "jogral",
o que é bastante depreciativo, para não dizer outra coisa. Ora,
a discussão era sobre o aumento da violência e sua relação
com o desemprego. Nesse sentido, parece-me óbvio que a modernidade tecnológica
colocou à margem do mundo do trabalho um grande número de pessoas
que não estavam preparadas para enfrentar essa nova realidade. O que foi
colocado aos alunos por mim tinha o objetivo de fazê-los questionar, caso
fossem filhos de pais empresários, qual a contribuição desses
pais no sentido de qualificar seus empregados para enfrentar essa nova realidade.
Os alunos não levaram essa pergunta como tema de casa, obrigatoriamente.
Foi apenas um debate em sala de aula. Afirmar que sou contra as máquinas
pode levar os leitores a subestimar não só minha inteligência,
como minha capacidade como profissional da educação. Em primeiro
lugar, seria o mesmo que dizer que sou contra os avanços na área
da informática, biotecnologia, robótica e que deveríamos
retroceder ao tempo dos luditas, no século XIX. Um absurdo, portanto. A
partir do exposto acima, creio que a reportagem fez uma apresentação
parcial da verdade do que ocorreu em sala de aula.
Olimpíada Cielo está de parabéns, pois
o resultado a medalha de ouro nos 50 metros nado livre é
fruto de determinação e persistência na busca pela excelência.
Mas não foi só com a medalha que me espantei. Qual não foi
a minha surpresa ao ver o exemplar de VEJA me chegar às mãos no
sábado, às 10 horas da manhã, contando a história
da conquista que ocorreu menos de onze horas antes ("A glória de César
Cielo", 20 de agosto). Com certeza, foi também resultado da determinação
e persistência na busca pela excelência. Parabéns, César
Cielo; parabéns, VEJA! Deixo aqui minha decepção
e indignação ao ler a reportagem "Petecadas em Pequim"
(20 de agosto), sobre esportes olímpicos principalmente sobre o
badminton. O autor foi muito infeliz nos seus comentários. Ele pode ter
a opinião que quiser, porém não deve ridicularizar um esporte
que vem crescendo muito no Brasil. Ele deve desconhecer que o Brasil foi medalha
de bronze no Pan do Rio. Deve desconhecer até que exista badminton no Brasil.
Vocês já devem ter recebido muitas declarações contra
essa matéria e todas devem falar muito bem do badminton e contar a trajetória
de nosso esporte e como ele está sendo difundido.
José Alencar Quem conhece o vice-presidente da República,
José Alencar, sabe que ele é exatamente como retratado nas páginas
amarelas de VEJA (20 de agosto). Nada tira a sua alegria de viver. Vitorioso na
atividade empresarial e político respeitado, José Alencar vive em
paz com a sua família. Cultiva hábitos simples e faz do seu jeito
mineiro um charme todo especial. É capaz de ficar horas conversando sobre
as coisas do Brasil e de Minas Gerais. Com qualquer pessoa, rica ou pobre, humilde
ou poderosa. A sua luta incansável e bem-humorada contra o câncer
demonstra, claramente, como ele venceu os inúmeros obstáculos de
sua vida: com persistência e otimismo. Um obstinado, na verdade. Os mineiros,
que o conhecem de perto, admiram a sua rica história de vida.
Petróleo É
triste ver o nosso presidente deitar falação, sem sólida
base econômica, sobre as reservas petrolíferas da camada pré-sal,
contribuindo com isso para provocar forte queda das ações da Petrobras,
desvalorizando a principal empresa do país, patrimônio e orgulho
do povo brasileiro ("A exploração do petróleo...",
20 de agosto).
Correção: a Abkházia fica no noroeste da Geórgia, e não no sul, como informou o texto da reportagem "Uma guerra no fim da história" (20 de agosto).
|
|
VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter | ![]() |
|