Edição 1817 . 27 de agosto de 2003

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A amiga é contra

Todd Oldman
Fernanda no cartaz da Peta: sem bichinho em carne viva


Madames, tremei: a Peta, organização de defesa dos animais que pinta casacos de pele e protesta durante desfiles de moda, chega nesta semana ao Brasil para lançar – com muita suavidade, promete – sua nova campanha mundial. Nela, nada de bichinhos em carne viva. Só Fernanda Tavares, com saia de fios de ouro da engajada Stella McCartney, cartaz antipele e a frase "Modelos devem ser as únicas raposas (o equivalente brasileiro seria 'gatinhas') na passarela". Fernanda assina embaixo: "Nunca compraria um casaco de pele e também não vou ganhar para usar um". Detalhe: ela é amicíssima de Gisele Bündchen, o último alvo preferencial da fúria da Peta.

 

De férias e bem acompanhado

Depois de ter a África como tema de sua festa de 21 anos, o príncipe William escolheu a própria para passar agosto, mês de suas férias escolares. Lá, hospedado em uma reserva no Quênia, acaba de festejar outros 21 anos: os de Jessica Craig, sua nova amicíssima, que vem a ser filha dos donos da reserva. O palácio nega qualquer romance, embora Jecca, como é chamada, tenha ocupado lugar de honra do ladinho de William no aniversário dele. No Quênia, William tem levado uma vida, bem, de príncipe: passeia, pratica bungee jumping e canoagem – e caça, sim senhor. Mal aprendeu a usar uma lança, abateu um veado e presenteou com ele seu instrutor.

 

Uma baianinha arretada

Weber Pádua
Carolina: longe da família e cheia de atividade


Para uma garota de 24 anos, Carolina Magalhães, neta do senador Antonio Carlos, tem um currículo e tanto. Largou a faculdade de economia para, grávida, se casar aos 21 anos. Hoje, separada, mora em São Paulo, trabalha de vendedora na Daslu, namora o apresentador Marcos Mion e, vez por outra, faz bicos como modelo. Na última incursão, fotografou para a loja de uma amiga. "O Marcos foi junto e ficou me ajudando", conta ela. Para completar, recentemente foi sondada para trabalhar na televisão. E o avô, o que acha disso tudo? "Ele me dá conselhos, como um pai. Mas sei que quer o melhor pra mim", pondera.

 

 

A Sônia não é mais aquela

A Sônia Braga que os brasileiros estão vendo na TV a cabo, em três episódios do seriado Sex and the City (o segundo passa nesta semana), tem pouco a ver com a atual. Os episódios foram gravados há dois anos. De lá para cá, Sônia virou outra Sônia. De férias no Brasil, posou para o jornal O Globo exibindo a silhueta 10 quilos mais magra. Dieta, jura que não fez. "Perdi 7 quilos em três meses de filmagens no México, num calorão como aquele que está matando gente na Europa. Bebia muito chá de hibisco", diz. Os outros 3 se derreteram na volta, em aulas de Pilates, caminhadas e escaladas. Mais: Sônia rendeu-se à escova diária, abandonando a juba cacheada. E tece loas ao milagroso bisturi de Ivo Pitanguy. "Ele tirou meu ar cansado", comemora.

 

Tristão, Isolda e cueca verde

Alexander Moschkowich/Ag. O Dia/AE
Thomas no ato de responder às vaias: a um espetáculo corresponde uma polêmica


De tempo em tempo, o diretor teatral Gerald Thomas monta um espetáculo e uma polêmica, não necessariamente nessa ordem: ou revela que já foi garoto de programa em Nova York, ou retira os atores do palco no meio da encenação, ou distribui calorosos beijos em bocas masculinas. A última cena de Thomas aconteceu no imponente Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde, ao fim da estréia de uma muito peculiar versão para a ópera Tristão e Isolda, de Wagner, respondeu à estrepitosa vaia baixando a calça e a cueca (verde) e mostrando o derrière para a platéia. Músicos e cantores ficaram visivelmente constrangidos. Thomas, depois, desculpou-se: "Se pudesse voltar atrás, não faria de novo".



Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Silvia Rogar

 
 
 
 
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