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Datas
Noticiada:
pelo jornal O Globo a morte da ex-vedete Elvira Olivieri
Cozzolino, a Elvira Pagã, diva do teatro rebolado
nos anos 50. Elvira foi a primeira da América Latina a desfilar
de biquíni, posou nua e fez uma cirurgia plástica
por motivos unicamente estéticos diminuiu os seios
para seguir os padrões de beleza da época. Foi rainha
do Carnaval carioca e participou de oito filmes. Afastou-se dos
palcos na década de 60 e, nos últimos anos, vivia
sozinha num apartamento de Copacabana. Morreu no dia 8 de maio,
numa clínica do bairro carioca de Santa Tereza. Sua família
não divulgou a causa da morte. Dia 20, no Rio de Janeiro.
Incendiou-se:
o Hospital da Restauração, o maior centro de
emergência de Pernambuco. O fogo começou na lavanderia.
Os pacientes foram retirados às pressas. Ninguém ficou
ferido. Dia 20, no Recife.
Presos:
cinco vereadores e quatro empresários acusados de
abuso sexual contra meninas de 11 a 16 anos. De acordo com a polícia,
eles organizavam festas e recrutavam as crianças pagando
cerca de 50 reais para que se prostituíssem. Dos acusados,
o presidente da Câmara Municipal, Luís César
Lanzoni, um suplente de vereador e um empresário ainda estavam
foragidos até a noite de sexta-feira. Dia 21, em Porto Ferreira,
em São Paulo.
Lançada:
a candidatura do economista Celso Furtado ao Prêmio
Nobel de Economia. Autor de um clássico da economia brasileira,
Formação Econômica do Brasil, foi criador
da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, nos anos
50. A indicação foi feita pela organização
Political and Ethical Knowledge on Economic Activities, que tem
representantes em 45 países. Dia 18, no Rio de Janeiro.
| Morreram |
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Francisco
Carlos, cantor, ídolo dos anos 50. Participou
de filmes e foi eleito o rei do rádio em 1958.
Dia 19, aos 75 anos, de câncer, no Rio de Janeiro.
José
Nélson Schincariol, dono da fábrica
de cervejas Schincariol. Assaltado em Itu, no interior
paulista, levou três tiros. Dia 19, aos 60 anos,
em São Paulo.
Antonio Milena
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Haroldo de Campos, poeta, tradutor e ensaísta.
Com o irmão Augusto de Campos e o poeta Décio
Pignatari, fundou o concretismo, decretando o fim do
"ciclo histórico do verso", como descreveram
no manifesto Plano-Piloto para Poesia Concreta,
de 1958. Essa poesia tem influência da arquitetura
e é apresentada com formas gráficas ousadas.
Haroldo se dizia influenciado pelos poetas João
Cabral de Melo Neto e Oswald de Andrade. Publicou mais
de trinta livros e traduziu a Bíblia e
autores como Homero, Goethe, Maiakovski e James Joyce.
Sofria de diabetes e teve várias internações
nos últimos dois meses. Dia 16, três dias
antes de completar 74 anos, de falência de múltiplos
órgãos, em São Paulo.
Rogerio Albuquerque
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| Caio
de Alcantara Machado |
As grandes feiras de negócio mudaram o perfil
econômico de São Paulo. Exposições
como o Salão do Automóvel, a Feira Internacional
da Indústria Têxtil (Fenit) e a Feira de
Utilidades Domésticas (UD) tornaram-se tão
identificadas com a cidade como o Obelisco do Ibirapuera.
A cada ano elas atraem 4,2 milhões de visitantes
do país e do exterior, são responsáveis
por 60% da ocupação da rede hoteleira
e geraram em 2002 um movimento de 2,6 bilhões
de reais. Essas feiras foram criadas pelo empreendedor
Caio de Alcantara Machado, que morreu na quarta-feira
passada, aos 77 anos, depois de ter promovido 2 600
eventos. "Diziam que eu era louco porque ninguém
iria pagar entrada para fazer compras", contava. Aconteceu
o contrário. Até hoje, a UD, um de seus
primeiros empreendimentos, recebe 500.000 consumidores
a cada ano. É o mesmo público do Salão
do Automóvel, inaugurado em 1960, quando a indústria
automobilística brasileira ainda engatinhava.
A Fenit, concebida em 1957, já chegou à
54ª edição. Fundador da agência
de publicidade Alcantara Machado, ex-presidente do Instituto
Brasileiro do Café e idealizador do Parque Anhembi,
o complexo que abriga suas feiras, ele era um otimista
em tempo integral. "Vai dar jacaré", afirmava
diante de qualquer dificuldade, numa referência
ao jogo do bicho e ao animal, que considerava um amuleto.
Seu corpo seria cremado na quinta-feira, mas por decisão
judicial permanecerá quinze dias no Instituto
Médico-Legal de São Paulo para a realização
de exames que esclarecerão a causa da morte.
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