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Carta
ao leitor
A
busca da notícia
Selmy Yassuda
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| Jardim:
noventa telefonemas por semana para fazer a seção
Radar |
As
grandes publicações são feitas com ingredientes
essenciais como ética, precisão, equilíbrio,
paixão e capacidade de reflexão. Nenhum deles pode
faltar. Mas todos eles juntos seriam insuficientes sem o trabalho
de reportagem. Muitas vezes, a reportagem consiste em aprofundar
uma discussão ou investigar a lógica por trás
de uma determinada seqüência de fatos. Em outras ocasiões,
a isso tudo se soma o ineditismo. A primeira entrevista exclusiva
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dada a VEJA, teve
enorme repercussão por compor pela primeira vez desde que
Lula tomou posse um panorama consistente de suas convicções.
"A entrevista de VEJA acalmou os nervos de analistas preocupados
com o crescimento das tensões no gabinete de Lula", escreveu
a agência noticiosa Dow Jones. A entrevista foi citada 56
vezes em jornais e agências de notícia no Brasil e
no exterior.
Na edição desta semana, VEJA traz reportagens que
também se caracterizam pelo ineditismo. Carlos Graieb, editor
de Artes e Espetáculos, teve acesso exclusivo à edição
brasileira de Viver para Contar, as memórias do romancista
Gabriel García Márquez, ganhador do Prêmio Nobel
de Literatura de 1982. Além da matéria de cinco páginas
na edição impressa, o primeiro
capítulo inteiro da autobiografia do lendário
escritor colombiano poderá ser lido no site. Em outra seção
da revista, o Radar, o leitor terá mais uma informação
inédita: o nome do novo e esperado carro da Volkswagen, apelidado
internamente na fábrica de Tupi, cuja denominação
comercial é um segredo perseguido por todos os jornalistas
especializados. Em edições anteriores, os leitores
do Radar de VEJA conheceram antes, entre muitas outras novidades,
o título (Onze Minutos) do último livro de
Paulo Coelho e souberam da indicação do ex-presidente
Itamar Franco para a embaixada em Roma e da compra por Fernando
Henrique Cardoso, no fim de seu mandato, de um apartamento do banqueiro
Edmundo Safdié. O responsável pelo Radar é
Lauro Jardim, um carioca de 40 anos, que trabalha em VEJA há
cinco. "Falo com quase noventa pessoas por semana", diz Jardim.
"São ministros, governadores, políticos em geral,
economistas, empresários, banqueiros, gente de TV e cinema.
Enfim, quem sabe das coisas."
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