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VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
 | | Foster
e Kim em Provocação: dor e humor |
Provocação
(The Door in the Floor, Estados Unidos, 2004. Estréia nesta sexta-feira
em circuito nacional) Ted e Marion Cole (Jeff Bridges e Kim Basinger) tiveram
um casamento longo e feliz. Num verão em Long Island, porém, ele
vai terminar, vitimado por uma tragédia insuperada a morte dos dois
filhos adolescentes do casal, anos antes e a chegada de um intruso: Eddie
(Jon Foster), um rapaz contratado para trabalhar como assistente do escritor,
que logo se vê transformado em amante de Marion e em babá da caçula
Ruthie, que nasceu com a tarefa impossível de preencher a ausência
dos irmãos. Essa adaptação do terço inicial do romance
Viúva por Um Ano, do americano John Irving, ganha pontos pelo elenco
em excelente forma e pelo tom sardônico com que trata do egoísmo
infernal de um homem e uma mulher entrincheirados na dor e na culpa. Veja
cenas.
DVD Vingança
Final (I'll Sleep When I'm Dead, Inglaterra/Estados Unidos, 2003.
Paramount) Além de seus próprios e saborosos méritos,
o que o noir Crupiê, de 1999, tinha de notável era o fato
de devolver à ativa o diretor inglês Mike Hodges, que desde seu maior
sucesso O Vingador, de 1971, com Michael Caine andava caído
no esquecimento. Vingança Final de certa forma funde esses dois
filmes. Como Crupiê, é protagonizado por Clive Owen, um ator
que sabe como poucos valorizar o silêncio. E, como Vingador, trata
de um gângster que retorna ao serviço para vingar a morte aparentemente
acidental de seu irmão. Quem esperar pancadaria vai se frustrar. Mas quem
aprecia um noir à antiga, com muita atmosfera e intriga, tem ótimas
chances de se sentir recompensado. Vejas
cenas. DISCOS Plays
George Gershwin: The American Soul, Bill Charlap (EMI) A paixão
desse pianista americano pelos grandes nomes do jazz vem de berço. Seu
pai era compositor de temas da Broadway e a mãe fez carreira como intérprete
nos palcos. Cada disco de Charlap é dedicado a um compositor americano.
American Soul traz dez temas de George Gershwin (1898-1937), tido por Charlap
como o maior compositor americano. Além do baterista Kenny Washington e
do baixista Peter Washington, colaboradores habituais do pianista, o CD ganhou
o reforço de um naipe de sopros, formado por alguns dos principais nomes
do jazz moderno. O repertório tem hits certeiros, como 'S Wonderful,
mas o destaque são as raridades garimpadas por Charlap. É o caso
de I Was So Young and You Are So Beautiful, balada sensacional muito pouco
regravada. Divulgação
 |  | | Corgan:
o esquisitão que satisfaz | |
The
Future Embrace, Billy Corgan (Warner) Ex-líder dos Smashing
Pumpkins, o cantor e guitarrista Billy Corgan andou uns tempos sem rumo. Ele tocou
num CD do New Order e montou um novo grupo, o Zwan que encerrou as atividades
poucos meses depois de lançar o disco de estréia. Corgan escreveu
em seu blog que o comportamento instável se deve ao fato de ter tido uma
infância infeliz. O roqueiro pode até precisar de alguns ajustes
em sua personalidade, mas a qualidade musical de seu trabalho continua alta. O
disco difere bastante do trabalho anterior de Corgan: tem guitarras pesadas e
muita programação eletrônica de bateria. Lembra o Cure dos
bons tempos. Os destaques são a balada Pretty Pretty Star e uma
releitura inusitada para To Love Somebody, sucesso do grupo australiano
Bee Gees. LIVROS Divulgação
Instituto Moreira Salles
 |  | | Foto
de Ferrez: imagens do Brasil | |
O
Brasil de Marc Ferrez (Instituto Moreira Salles; 320 páginas; 128
reais) Carioca de ascendência francesa, Marc Ferrez (1843-1923) foi
o grande pioneiro da fotografia no Brasil. Algumas das mais expressivas imagens
do século XIX brasileiro são de sua autoria: grandes paisagens,
registros da construção de ferrovias, cenas de rua, retratos de
personagens populares e de figurões como Dom Pedro II, a Princesa Isabel
e Machado de Assis. Publicado para acompanhar uma grande exposição
sobre a obra de Ferrez que será montada no Rio e em Paris, esse livro traz
uma cuidadosa seleção do trabalho do fotógrafo, com cerca
de 160 fotos das mais de 5 000 produzidas por ele. Acompanham ensaios de especialistas
como Françoise Reynaud, curadora do Museu Carnavalet, em Paris. Galeria
de imagens. Direito
e Economia, organizado por Decio Zylbersztajn e Rachel Sztajn (Campus;
336 páginas; 65 reais) Professores de direito e economia da Universidade
de São Paulo, Rachel e Zylbersztajn organizaram uma coletânea de
ensaios acadêmicos que se destaca pelo perfil interdisciplinar seus
estudos buscam estender uma ponte que rompa o isolamento entre os departamentos
universitários dos organizadores. Em doze capítulos, as várias
relações entre direito e economia como, por exemplo, economia
dos contratos, direitos de propriedade e a legislação sobre as instituições
do mercado são examinadas por autoridades como os economistas brasileiros
Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, e Maílson da Nobrega,
ex-ministro da Fazenda, e o americano Oliver Williamson, da Universidade Berkeley.
O
Homem Secreto, de Bob Woodward (vários tradutores; Rocco; 224 páginas;
25 reais) Há pouco mais de um mês, o ex-diretor do FBI Mark
Felt, de 91 anos, revelou à revista Vanity Fair que ele foi o Garganta
Profunda a fonte secreta que, em 1972, forneceu informações
vitais aos jornalistas americanos Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal Washington
Post, no escândalo de Watergate, que culminou na renúncia do
presidente americano Richard Nixon. Felt decidiu revelar as manobras mais escusas
de Nixon depois que foi preterido pelo presidente em uma promoção
no FBI. Nesse livro, Woodward revela detalhes de seu relacionamento sigiloso com
Felt e explica como pôde manter a identidade de sua fonte em segredo
por 33 anos. Leia
trecho.
EXPOSIÇÃO
Fotos
divulgação
 | | Arte/Maquiagem:
vídeos de Nauman |
Circuito
Fechado: Filmes e Vídeos de Bruce Nauman (em cartaz no Centro Cultural
Banco do Brasil, no Rio de Janeiro) Essa é a primeira mostra individual
do artista americano a ser montada no Brasil. Nascido em 1386, Nauman estudou
matemática e foi baixista de jazz antes de enveredar pelas artes plásticas,
na década de 60. Provocador, ele logo se tornou uma das figuras mais influentes
de sua geração. Fez esculturas, gravuras e performances, mas o foco
dessa exposição são suas experiências com vídeos
e filmes. Entre os dezenove trabalhos, produzidos no período de 1967 a
2001, destacam-se Arte/Maquiagem, em que ele utiliza o próprio corpo
como tela, e Versão Escritório Nº 1, no qual Nauman
filmou com infravermelho seu local de trabalho sendo invadido por ratos durante
a noite (uma irônica referência aos reality shows). Galeria
de imagens. |