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SHOW
Noites
do Norte, Caetano Veloso (de sexta a domingo no DirecTV Music
Hall, São Paulo) Baseado no disco homônimo do cantor
e compositor baiano, Noites do Norte traz todas as qualidades que
marcaram os espetáculos de Caetano nos últimos dez anos.
A começar pelo tratamento especial que ele dá a algumas
das principais canções de sua carreira. Menino do Rio,
Gente e Trem das Cores soam praticamente novas. Esse frescor
é obtido sobretudo por causa do uso maciço da percussão
são quatro batuqueiros de primeira linha no palco, além
do baterista Cesinha. Caetano prova mais uma vez ser um grande intérprete
de composições alheias, ao recriar O Último Romântico,
de Lulu Santos, Magrelinha, de Luiz Melodia, e gemas da bossa nova,
como Eu e a Brisa, de Johnny Alf. Do novo disco foram pinçadas,
entre outras, as belas Zera a Reza e 13 de Maio. Destaque
ainda para a banda afiadíssima, em que se destacam o guitarrista
Davi Moraes (ex-Marisa Monte) e o celista Jaques Morelenbaum. Noites
do Norte fica em cartaz em São Paulo apenas neste fim de semana.
Caetano parte em seguida para apresentações na Espanha e
em Portugal.
LIVROS
Bruno Andreozzi
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| Murilo:
imagens surpreendentes |
Poesia
Liberdade e Tempo Espanhol, de Murilo Mendes (Record;
160 páginas e 20 reais cada um) Dos grandes poetas modernistas,
o mineiro Murilo Mendes (1901-1975) foi o mais maltratado pelo mercado.
Praticamente inexistiram reedições de seus livros. Excetuado
o excelente e caro volume Poesia Completa e Prosa (Nova Aguilar),
é impossível encontrar seus versos nas livrarias. Daí
o valor do relançamento dessas duas coletâneas, as melhores
do autor. A primeira é originalmente de 1947. A segunda, de 1959.
Numa e noutra percebe-se como o escritor, admirado pelos contemporâneos
e influência para quem veio depois, como os concretistas, sempre
soube depurar sua arte de imagens surpreendentes e dicção
rigorosa. "Saudemos Murilo, grande poeta", escreveu certa vez Manuel Bandeira.
Assim seja.
DISCOS
Coltrane
for Lovers, John Coltrane (Universal) O saxofonista americano
John Coltrane (1926-1967) entrou para a história do jazz como um
dos pais do bebop. Era reverenciado por seu jeito furioso de tocar saxofone
e nos últimos anos de vida fez experiências com a música
africana e instrumentos japoneses. Coltrane, no entanto, também
foi um baladista de imensos predicados. Essa coletânea pinça
as canções mais ternas de seu repertório, gravadas
com seu grupo ou em duetos especiais. Há momentos apaixonantes,
como My One and Only Love e They Say It's Wonderful, cantadas
pelo lendário crooner Johnny Hartman; ou ainda My Little Brown
Book e In a Sentimental Mood, do clássico CD que o saxofonista
gravou ao lado do maestro Duke Ellington.
Miss
E... So Addictive, Missy "Misdemeanor" Elliott (WEA) Esse
trabalho é indicado para aqueles que associam o rap apenas a marmanjos
insolentes, de calças largas e arriadas, que cantam o machismo
e a violência. Compositora e cantora de boa qualidade, Missy Elliott
abastece o gênero com outros valores e idéias. O segredo:
ela já tinha uma carreira respeitável como produtora de
grupos de soul music quando se arriscou no disco solo Supa Dupa Fly
(1997). Desde então, a moça se firmou como principal
nome feminino do hip hop e já cantou em discos de divas do quilate
de Mariah Carey e Whitney Houston. Miss E, seu terceiro trabalho,
traz misturas sonoras que muitos considerariam impensáveis. Como
as tablas e cítaras indianas, que reforçam o funk racha-assoalho
Get Ur Freak On. Um disco acima da média.
VÍDEO
Tigerland
A Caminho da Guerra (Tigerland, Estados Unidos,
2000. Fox) Depois do fiasco Batman & Robin, o diretor
americano Joel Schumacher se curou de seu fraco pela extravagância.
Rodou o drama Tigerland a baixo custo, em questão de dias,
e se saiu com o melhor filme de sua carreira. No início dos anos
70, um grupo de soldados que se prepara para lutar no Vietnã conhece
uma figura inesquecível: o recruta Bozz (o novato Colin Farrell),
que não leva nada nem ninguém a sério. O destaque
da fita (inédita nos cinemas brasileiros) é a atuação
extraordinária do irlandês Farrell que já está
filmando com Steven Spielberg e ainda vai dar muito que falar.
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OS
MAIS VENDIDOS - CRÍTICA
Para
seduzir o máximo de gente, a estratégia de Marcelo
Duarte e Jairo Bouer em O Guia dos Curiosos Sexo (Cia.
das Letras, 432 páginas, 33 reais) é das mais "libertinas":
eles atiram para todos os lados. O resultado é um livro divertidíssimo.
Em sexto lugar na lista dos mais vendidos de VEJA, na categoria
de não-ficção, o manual traz uma quantidade
alucinante de minúcias sobre tudo que se relaciona a sexo.
Descobre-se que a cada segundo ocorrem 2.638 orgasmos no planeta
e que os índios aimarás permitem o casamento entre
irmãos gêmeos. A obra também contribui para
a propagação das fofocas picantes a respeito de figuras
históricas e celebridades, não poupando disso o líder
indiano Mahatma Gandhi ou o comediante Charles Chaplin. Pansexual
por excelência, o livro explora a fundo todos os ângulos
do assunto, do onanismo às operações de mudança
de sexo.
Pisco Del Gaiso
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Joseti Capuso
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| Duarte
e Bouer: a resposta é 13 centímetros. Pronto para a ação |
Essa
profusão de números e informações não
chega a surpreender em se tratando de um guia produzido pelo jornalista
Marcelo Duarte os anteriores, sobre conhecimentos gerais,
esportes e o Brasil, somaram mais de 200.000 exemplares vendidos.
A novidade é que a dobradinha com o médico e apresentador
do programa Erótica, da MTV, trouxe uma aura de aconselhamento
à obra. As deliciosas futilidades são entremeadas
com perguntas e respostas para as dúvidas mais freqüentes
sobre gravidez, doenças sexualmente transmissíveis
e virgindade, por exemplo. Às vezes quase se ouve a voz professoral
de Bouer dando suas explicações aos adolescentes na
telinha mas, assim como não soa chato na TV, seu didatismo
funciona por escrito. Ah, sim, sobre aquela questão eterna
que atormenta os marmanjos: a média nacional é 13
centímetros, ou o tamanho de uma caneta Bic sem a tampa.
Pronto para a ação, é claro.
Marcelo
Marthe
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