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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
Mudanças no Vicunha O grupo Vicunha está promovendo, sem alarde algum, uma gigantesca reestruturação para tentar reduzir as perspectivas de prejuízo neste ano. A estimativa de vermelho alcança a casa das dezenas de milhões de dólares. As mudanças começam pelo topo. Ricardo Steinbruch deixa a presidência e abriga-se no conselho de administração. Para seu lugar vai Pedro Felipe Borges, executivo de confiança da família Steinbruch.
Tentativa de virar o jogo FHC deve anunciar nesta semana medidas de antecipação da ampliação de oferta de energia. Obras já contratadas para usinas e linhas de transmissão de energia, mas ainda paradas, iniciarão os trabalhos a toque de caixa. Ele vai tentar botar um facho de luz no apagão de popularidade.
Novas funções O ex-senador José Roberto Arruda volta ao batente nesta semana. Reapresenta-se à Companhia Energética de Brasília. Vai trabalhar como engenheiro. Inspiração americana O programa do PT contra a fome, quem diria, foi inspirado numa ação semelhante que existe nos EUA há quase setenta anos. Criado nos tempos do New Deal, hoje contempla 27 milhões de americanos. Já não se fazem mais plataformas petistas como antigamente... Agora chega Um dos conselheiros de imagem de ACM acha que já é hora de o ex-senador parar de freqüentar programas populares de TV e tomar um chá de sumiço por uns tempos. Fisiologismo com timbre O prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira, produziu um documento que é uma pérola do fisiologismo. No final de maio, enviou a todo seu secretariado um memorando em que exige atendimento preferencial aos pleitos dos vereadores da base aliada, "pelo inestimável apoio" que vem recebendo. O texto inclui uma ameaça: "O não cumprimento desta determinação será considerado como falta grave e implicará na tomada das medidas e providências cabíveis". Mais sincero impossível.
Quase no epílogo Os técnicos do Tribunal de Contas da União acabaram de concluir um relatório que traz más novas para Norma Bengell. As contas de O Guarani, rodado por Norma, não fecharam mesmo. Ela não conseguiu explicar onde botou 1,3 milhão dos 3 milhões de reais que captou para fazer o longa. E a proposta ao juiz que está cuidando do assunto é simples: devolva-se o dinheiro. Pelo visto, ela terá de vender seu belo apartamento na Zona Sul do Rio, comprado, coincidentemente, durante as filmagens.
O samba dos aviões A guerra entre a Varig e a TAM aterrissou no Sambódromo. Ambas fecharam um volumoso patrocínio a duas escolas de samba Beija-Flor e Mocidade Independente de Padre Miguel, respectivamente. Os compositores das escolas vão ter de rebolar para criar um samba-enredo empolgante usando como tema duas companhias aéreas.
Vingança feminina Quem andou dizendo que as mulheres têm menos neurônios que os homens deveria olhar de perto os dados da rede de ensino no país. Elas são a esmagadora maioria (72,5%) dos estudantes que se formam na idade correta. Em bom português, repetem menos de ano que os homens.
Xô, sindicato! A CSN escolheu a dedo a siderúrgica que comprou na semana passada nos EUA por 50 milhões de dólares. Lá, a maior parte desse setor é composta de empresas com sindicatos poderosos, que fazem greve em cima de greve. A Heartland Steel é uma das poucas em que, acredite, os trabalhadores não são sindicalizados. Coisa de Primeiro Mundo, pelo visto. Falência da lei Armínio Fraga quer mudar a Lei de Falências. Já conversou com o superadvogado José Luiz de Bulhões Pedreira sobre o assunto. Energia de sobra O empresário Eike Batista apresentou à Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica proposta para construir uma usina termelétrica no Ceará. Em dois minutos, ficou conhecida nos corredores do comitê como a Termo-Luma, em homenagem à colossal Luma de Oliveira, mulher de Eike.
Crise ambulante A Globo chamou o veterano diretor Maurício Sherman para tentar dar algum sopro de vida ao Domingão do Faustão. Ele vai cuidar da parte artística. Deve ser a centésima mudança no programa nos últimos tempos.
Colaboraram
Alexandre Secco
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