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Edição 1 706 - 27 de junho de 2001
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Mais chance de ganhar um bebê

Uma técnica de fertilização desenvolvida pelo Centro de Medicina Reprodutiva de Belo Horizonte (Origen) acaba de ter reconhecimento internacional, ao ser publicada na revista científica Journal of Assisted Reproduction and Genetics. Trata-se da modernização de um método conhecido como blastocisto, destinado a mulheres que tentaram a fixação do embrião no útero várias vezes e não obtiveram êxito. Os ginecologistas Selmo Geber, professor do departamento de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Minas Gerais, e Marcos Aurélio Sampaio conseguiram fazê-lo "grudar" no local e, assim, aumentar a chance de a implantação ser bem-sucedida.

 

Bom para o coração

Paulo Jares


O maior estudo já realizado sobre os efeitos do remédio anti-obesidade Xenical comprovou que a pílula também é eficiente na redução do nível de colesterol, triglicérides e glicose no sangue e na diminuição da pressão sanguínea. Participaram 15.549 pessoas, que tiveram queda de 15% na quantidade de açúcar no sangue, de 18% na pressão arterial e de 14% na taxa de colesterol. "A diminuição ocorreu mesmo naqueles que não conseguiram perder peso", surpreendeu-se o endocrinologista João Lindolfo Borges, de Brasília, que acompanhou a divulgação em Viena, durante o Congresso Europeu de Obesidade.

 

Para contar no bar: invenções quadradas

 
Reuters

Mestres da parafernália eletrônica, os japoneses abriram um novo ramo para a criatividade humana: o design de frutas. Os agricultores da ilha de Shikoku acabam de colher as primeiras 400 melancias em forma de cubo. O objetivo é ocupar menos espaço nas geladeiras dos consumidores. Preço de lançamento: o equivalente a quase 200 reais a unidade. Tornou-se mercadoria disputada como produto chique em Tóquio e Osaka – para comer, simplesmente, ou para decorar a casa. Repórteres investigativos conseguiram cópias das próximas invenções quadradas, em projeto nas pranchetas de designers concorrentes: o cubo terrestre, a bola para quem não gosta de futebol, a bicicleta para quem não quer ir a lugar algum e uma popozuda inflável.

 

 

Sem chilique na cadeira do dentista

Luis Gomes


Se a criança esperneia e faz escândalo quando vai ao dentista, a responsabilidade pode ser dos pais. De acordo com um estudo realizado pela odontopediatra Maria Letícia Ramos Jorge, da Universidade Federal de Minas Gerais, a ansiedade deles contribui negativamente em uma situação por si só desagradável e muitas vezes dolorida. A pesquisadora analisou o nível de ansiedade das mães de 118 crianças com idade entre 4 e 5 anos. Constatou que filhos de mãe pouco ansiosa são mais relaxados ao sentar-se na cadeira do dentista – não exigem a presença dela no gabinete, não se apavoram nem choram. A mãe tem papel fundamental na construção da imagem do dentista na cabeça da criança. Uma das atitudes mais importantes é não esperar doer para marcar a consulta. "Se a primeira vez for dissociada de dor ou de injeção, a chance de as próximas visitas serem positivas é muito mais alta", aconselha Maria Letícia. Segundo ela, a partir do nascimento dos primeiros dentes, o bebê já pode ser levado ao dentista para fazer limpeza e aplicação de flúor.

 

BOA NOTÍCIA

TPM sob controle

O antidepressivo Zoloft, do laboratório Pfizer, é a mais nova opção para tentar contornar os transtornos provocados pela síndrome pré-menstrual, a popular TPM (tensão pré-menstrual), que deixa as mulheres irritadas, deprimidas ou ansiosas. A nova indicação para o medicamento foi aprovada pelo Ministério da Saúde. Segundo Valdair Pinto, diretor médico da Pfizer, o remédio pode ser tomado diariamente ou nas duas semanas anteriores à menstruação.

 

MÁ NOTÍCIA

Alerta de vírus

Uma ampla pesquisa da Universidade da Califórnia em San Francisco (EUA) traz um alerta às mulheres: o risco de contrair o vírus HPV, sexualmente transmissível, está aumentando rapidamente e cerca de 55% das jovens americanas poderão adquiri-lo num período de três anos. A incidência é maior quando se verifica a troca freqüente de parceiro – o risco sobe dez vezes, diz o estudo publicado na revista da Associação Médica Americana. O HPV está associado à ocorrência de câncer no colo do útero.

 

Telefone para você. É o headhunter

 
Montagem sobre foto de Antonio Milena

Como você reagiria se tocasse o telefone e o chamado fosse de um headhunter, aquele sujeito misterioso que caça talentos para a contratação em empresas de porte? Essa é uma possibilidade real, com a multiplicação das consultorias. Por serem pegos de surpresa, muitos profissionais agem de forma inadequada. "Estamos sempre à procura de alguém com o perfil de uma vaga bem específica, e não fazendo um concurso para ver quem é o melhor", alerta o consultor Marcelo Mariaca, da Mariaca & Associates. Saiba quais são os erros mais comuns cometidos por quem é sondado, relatados pelos próprios headhunters, a seguir.

Deslumbramento: o profissional fica tão lisonjeado que conta para todo mundo. Seja discreto.

Tagarelice: o primeiro telefonema é um contato breve, não uma entrevista. Basta responder ao que é perguntado.

Ganância: pega mal perguntar logo de cara sobre o salário. Espere a negociação avançar e escolha um momento mais adequado.

Desprezo: mesmo para quem está satisfeito na empresa atual, é praxe aceitar uma conversa pessoal.

Curiosidade: muitas vezes, o headhunter não pode dizer de imediato o nome da empresa interessada em você. Não insista.


Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br

 

 
 

Você entende a linguagem corporal?

A linguagem expressa pelo corpo pode ser mais decisiva que a seleção correta de palavras, como mostram os psicólogos americanos Mel Silberman e Freda Hansburg, no livro Desvendar Pessoas (Editora Campus), recém-lançado no Brasil. Na tabela abaixo, eles ajudam você a avaliar se seu comportamento é "indeciso" ou "agressivo", na perspectiva de corrigi-lo para uma postura "firme" na comunicação pessoal

 

   
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