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Reino
perdido
Personagens manjados e
visual retrô afundam Atlantis
Isabela
Boscov
Fotos Walt Disney Pictures
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| Atlantis:
filosofice "nova era" |
Conceber um desenho animado é um processo demorado e que envolve
uma boa dose de futurologia. Com anos de antecedência três
em média , os produtores precisam deduzir que tipo de animação
cativará o público na ocasião do lançamento
e apostar todas as fichas nela. Atlantis O Reino Perdido
(Atlantis: The Lost Empire, Estados Unidos, 2001), que
estréia nesta sexta-feira no país, é um exemplo do
que pode acontecer quando a bola de cristal embaça e dá
de mostrar o passado em vez do futuro. Tudo na nova produção
da Disney lembra algo que já foi. O visual, por exemplo, se inspira
nos desenhos dos anos 70, na linha de Scooby-Doo o que não
é exatamente um elogio. A história combina aventura juvenil,
ao estilo de 20.000 Léguas Submarinas, com filosofices
da "nova era". E os personagens parecem, sem exceção, tirados
de outros filmes da Disney. Não faltam nem sequer um rei sábio,
uma princesa impetuosa ou um herói atrapalhado no caso,
o jovem Milo Thatch, que acalenta o sonho de encontrar a mítica
civilização de Atlântida no fundo do oceano. Milo,
lógico, ganha a oportunidade de liderar uma expedição,
superar terríveis perigos e restabelecer a paz no reino perdido.
No reino da Disney, enquanto isso, o clima é outro. Atlantis
arrecadou 20 milhões de dólares em seu fim de semana de
estréia nos Estados Unidos. É um bom desempenho, exceto
por um detalhe: nos três primeiros dias de exibição,
seu concorrente direto, o moderninho Shrek, rendeu mais que o dobro.
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