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Vigia na tela
Cresce
o controle de uso
da internet nas firmas
De
cada dez grandes corporações dos Estados Unidos, oito exercem
algum tipo de vigilância sobre as atividades de seus funcionários
dentro do ambiente de trabalho. A conclusão é de uma pesquisa
recente da American Management Association, que registrou um expressivo
crescimento dessa prática nos últimos cinco anos (veja
quadro). As empresas monitoram os e-mails e as páginas visitadas
na internet, ouvem as conversas telefônicas ou instalam câmaras
de vídeo para acompanhar o desempenho da equipe. A preocupação
com a vigilância aumentou muito depois da popularização
da internet e dos e-mails, os dois principais alvos da marcação
cerrada. Lá, usar o micro do trabalho para enviar piadas racistas,
manifestações religiosas ou para visitar páginas
pornográficas já equivale praticamente a um pedido de demissão.
No Brasil não existe estudo semelhante sobre o assunto, mas os
especialistas observam que a tendência já se está
instalando. "Nas grandes multinacionais, esse assunto é tratado
com clareza, e os funcionários costumam ser avisados sobre o monitoramento",
diz a consultora especializada em recursos humanos Thais Blanco, da Hewitt
Associates. Segundo ela, o que há de mais seguro a fazer é
manter um comportamento que não dê margem a surgimento de
problemas.
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