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Edição 1 706 - 27 de junho de 2001
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"Optei por abrir minha própria empresa. Consegui praticamente duplicar minha renda. Carteira de trabalho? Nunca mais!"
Erick Dantas Caldas
Brasília, DF


A vida sem patrão

Achei a reportagem "A vida sem patrão" (20 de junho) sensacional. Justamente neste momento, em que estou pensando em me tornar um empreendedor, a melhor revista semanal do país publica uma reportagem que com certeza me ajudará a pensar melhor no assunto. Parabéns à equipe de VEJA!
Marcos Pinheiro
São José, SC

Vivo na pele caso semelhante aos descritos por Lia Abbud. Trabalho desde 1992 na mesma empresa e dois anos atrás optei por abrir a minha e terceirizar meus serviços. Hoje sou mais feliz, tenho horários mais flexíveis, a companhia para a qual trabalho arca com as despesas de saúde e seguro de vida, além do combustível. Consegui praticamente duplicar minha renda nesse período, mesmo tendo de pagar agora um plano de previdência privada. Carteira de trabalho? Nunca mais!
Erick Dantas Caldas
Brasília, DF

No Brasil, as grandes transformações ocorrem silenciosa e rapidamente. Também perdi o emprego na Linhas Corrente em 1985. Um ano depois, já estava trabalhando como cabeleireiro, ainda empregado; mais quatro anos, montei meu salão. Vivo com um padrão razoável. Agora, espero que os políticos façam uma reforma trabalhista urgente.
Robson Cerqueira
São Paulo, SP

A grande verdade é que, na situação em que o país se encontra (com o número de desempregados subindo a cada semana), tudo o que muitos brasileiros desejam no momento é ter um patrão.
Sergio Adalberto Garcia
sagarciaz@ig.com.br

 

Karlheinz Stockhausen

Formulei uma opinião acerca de Karlheinz Stockhausen ao ouvi-lo pela primeira vez, há mais de um quarto de século, no Royal Albert Hall. Ao longo do tempo, tenho confirmado essa opinião a cada CD que adquiro desse compositor. A entrevista da semana veio apenas confirmar aquilo que penso: estamos diante de um embusteiro balofo, pedante, petulante e pretensioso. Bons maestros não o boicotam; simplesmente o reduzem ao que vale (Amarelas, 20 de junho).
Arno Blass
Florianópolis, SC

 

Saúde

Nós que um dia deparamos com a notícia de estar com câncer, o que mais queremos são definições e esclarecimentos que nos certifiquem de que em breve estaremos curados. Não podemos responsabilizar somente os médicos pelas respostas que tanto desejamos ouvir. Quem já passou pelo processo de tratamento e hoje se encontra curado é que pode dar o melhor testemunho da possibilidade de cura. Coragem e determinação são fatores preponderantes para conseguir vencer esse momento tão difícil em nossa vida ("Sempre a verdade", 20 de junho).
Marisa Nobre
Santos, SP

 

Bancos de sêmen

Não concordo com a doação de sêmen. Acho que é uma incoerência colocar uma criança no mundo sem dar a ela o direito de saber quem é seu pai biológico. É de extremo mau gosto tal coisa e fere as leis da natureza. Estamos perdendo o elo com o natural, o que é realmente preocupante. E assim, infelizmente, caminha a humanidade ("Precisa-se de reprodutores", 20 de junho)!
Adriano Demartine Lima,16 anos
Uberaba, MG

 

Stephen Kanitz

A leitura do artigo "O poder da validação" me causou forte impacto positivo, foi algo mágico. No momento em que, na busca de emprego, vivemos da necessidade premente de agradar a quem nos possa ajudar, esse artigo caiu como uma luva e, de certa forma, nos "validou" também. Conforme solicitado, já tratei de "validar" minha família, e os resultados foram imediatos e muito bons. Reina paz em minha casa, algo de que sentia falta havia algum tempo. Estou mais otimista e começando o dia de hoje com mais alegria, mais confiança (Ponto de vista, 20 de junho).
Paulo Francisco da Silva
big_paul@uol.com.br

Ao ler o artigo, fiquei parada por alguns momentos, refletindo. Lembrei-me do sorriso que naquela manhã eu tinha trocado com uma pessoa muito especial e de quanto esse simples gesto me fez bem. Recordei que há pouco tempo eu estava ao lado de um amigo, pensando em quantas qualidades ele tinha, mas não tive coragem de elogiá-lo. Percebi então a veracidade das palavras do autor e quero agradecer-lhe por ter-me acordado para essa verdade: precisamos criar mais oportunidades de extravasar nosso carinho e admiração pelos outros, reduzindo o clima de competição e de individualismo no qual vivemos, para que cada um alcance o mais alto grau de validade. Assim, a vida valerá muito mais.
Caroline Freitas, 17 anos
Recife, PE

 

VEJA Sua Segurança

O especial VEJA Sua Segurança aborda com clareza a questão da segurança pessoal, desde os bebês até os idosos. Fornece dicas para que possamos nos defender num assalto e fala dos traumas causados pela violência. Além disso, trata da segurança nos lares, de equipamentos, cães de guarda, internautas mal-intencionados e golpes que muitas vezes lesam pessoas.
Carolina Silvatti, 16 anos
São Carlos, SP

 

Telecomunicações

Com relação à nota "Viagens, champanhe e caviar" (Radar, 20 de junho), esclarecemos que a rubrica "viagens" do orçamento administrativo da Brasil Telecom consolidou, em duplicidade, despesas de transportes de volumes, isto é, entrega de contas telefônicas e correspondência para 8 milhões de clientes. Do total de 43,8 milhões de reais registrados em 2000, 25,1 milhões referem-se ao transporte de volumes, 3,3 milhões a deslocamentos de treinamento e transferência de pessoal, e apenas o remanescente (15,4 milhões) é, em grande parte, de viagens de pessoal de todos os níveis das funções corporativas e administrativas, engajados ao longo do ano passado no processo de centralização e racionalização de suas atividades. Cabe lembrar que a Brasil Telecom tem mais de 10.000 colaboradores e presta serviços de telecomunicações em dez Estados, que cobrem 34% do território nacional.
Henrique Neves
Presidente da Brasil Telecom Participações S.A.
Brasília, DF

 

Harry Potter

Durante a festa de aniversário de meu sobrinho, praticamente todas as crianças presentes conheciam ou já haviam lido as aventuras de Harry Potter. O que mais me chamou a atenção foi que nem a escola nem os pais lhes haviam solicitado tal leitura. Como que por feitiço, a iniciativa partiu das próprias crianças ("Harry, agora adolescente", 20 de junho).
Luiz Carlos Boeing Jr.
boeing@bsi.com.br

Tenho 38 anos e duas filhas, de 16 e 14 anos. São criançonas como eu era; pensam de leve em namorados, portanto acho perfeitamente normal o comportamento de Harry Potter.
Rosana A.C. Roberto
Nova Odessa, SP

 

África do Sul

É assustadora a reportagem de VEJA sobre o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki. Saber que uma pessoa com mentalidade tão atrasada governa um país que possui a maior economia do continente africano é muito preocupante. É necessária uma postura mais radical da comunidade internacional contra esse absurdo. A população da África do Sul precisa de esclarecimentos, e não de informações falsas e ridículas, como as ditas por seu presidente ("Mbeki passeia, o país afunda", 20 de junho).
Régis Marra Batista Franco
regismarra@hotmail.com

 

Roberto Pompeu de Toledo

Impossível ler o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo sem que imediatamente se procure um interlocutor com quem comentá-lo. É incrível como ele consegue expressar com tanta lucidez e clareza o que pensamos e não sabemos transmitir. De qualquer sorte, os ensaios de Roberto Pompeu de Toledo nunca ficam no simplismo de seguir as correntes circunstanciais. Aliás, a morte do assassino de Oklahoma privou a todos de saber mais sobre os motivos que o levaram a cometer o ato criminoso (Ensaio, 20 de junho).
Linda Lúcia Uequed Pitol
Canoas, RS

 

Roberto Pompeu de Toledo mais uma vez esteve perfeito em seu ensaio. Lúcido e criterioso, foi direto ao ponto, em sua crítica à importância cinematográfica que foi dada à execução de McVeigh. É realmente difícil eleger o que foi mais bárbaro, se o crime cometido por McVeigh ou a "justiça", que, além de matar, transformou um assassino frio, obsessivo e fanático em uma personalidade internacional.
Sharline Carvalho de Oliveira
São Paulo, SP

 

Divórcio

Gostaríamos de registrar que o livro Casamento, Separação e Viuvez – Seus Direitos, Seus Deveres foi usado como fonte de referência dessa excelente reportagem. Além de nossa grande especialista, a professora Priscila Corrêa da Fonseca, a obra conta com mais dezesseis notáveis autores ("Duelo na separação conjugal", 13 de junho).
Carla Leonel
Diretora e editora da CIP
São Paulo, SP

Nunca apareci nua, nem parcialmente, em público nem em evento de espécie alguma. Não tenho nada a favor nem contra quem o faz.
Carola de Oliveira
princesacarola@uol.com.br

 

Gustavo Kuerten

Li a reportagem sobre o tenista Gustavo Kuerten, o Guga, e não gostei nem um pouco. Guga é um amigo distante, que pouco conheço, mas por causa das inúmeras fofocas acabamos nos falando algumas vezes (em Santa Catarina mesmo) e tentamos acabar com qualquer suspeita de envolvimento. Nós nunca tivemos nada ("Mais rico e mais forte", 13 de junho).
Susana Werner
Rio de Janeiro, RJ

 

 

 

CADÊ O MEU ESTADO?

Há duas semanas VEJA publicou a reportagem "Férias de julho" (13 de junho), em que falava das belas praias do Nordeste, uma ótima opção de passeio para as próximas férias, com serviço de primeira e preços convidativos. Alguns leitores notaram a falta de um ou outro Estado. "As belíssimas praias do litoral potiguar foram esquecidas. Contudo, agradeço o elogio de que 'o Rio Grande do Norte é pródigo em belezas naturais'.", escreveu José Carlos Júnior. O piauiense Renato de Cássia e Silva Filho também se queixou: "A reportagem esqueceu de citar o litoral do Piauí, que tem o Delta do Parnaíba, tão encantador quanto os outros paraísos incluídos na matéria". Rude-Ney Lima Cardoso lembrou as belezas maranhenses: "São Luís é Patrimônio Cultural da Humanidade, e as dunas de Barreirinhas são únicas".

 

 

AS FRASES INESQUECÍVEIS DO CINEMA

No quadro "Palavras inesquecíveis" (20 de junho), que contém dez frases memoráveis da história do cinema, uma delas foi traduzida incorretamente. Os leitores foram rápidos no gatilho e 53 deles escreveram para a redação corrigindo a tradução da fala "Frankly, my dear, I don't give a damn" (Francamente, querida, eu não dou a mínima) de Rhett Butler (Clark Gable) a Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) em ...E o Vento Levou (1939). Todos observaram com óbvia razão que a palavra frankly significa francamente e não é o nome de um personagem, como sugere a versão de VEJA. Carolina Oliveira Serpa, de Fortaleza, Ceará, lembrou também que, ao contrário do que dá a entender o texto publicado, quem está falando é ele e não ela. "A frase final de Rhett Butler foi dita quando ele se despedia de Scarlett na porta da casa, ao partir. Ela disse que o amava, que só descobrira isso naquele momento e perguntou o que faria sem ele. Ao que Butler respondeu com a famosa frase", diz Carolina.



 
 
   
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