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Achei a reportagem "A vida sem patrão" (20 de junho) sensacional.
Justamente neste momento, em que estou pensando em me tornar um empreendedor,
a melhor revista semanal do país publica uma reportagem que com
certeza me ajudará a pensar melhor no assunto. Parabéns
à equipe de VEJA! Vivo
na pele caso semelhante aos descritos por Lia Abbud. Trabalho desde 1992
na mesma empresa e dois anos atrás optei por abrir a minha e terceirizar
meus serviços. Hoje sou mais feliz, tenho horários mais
flexíveis, a companhia para a qual trabalho arca com as despesas
de saúde e seguro de vida, além do combustível. Consegui
praticamente duplicar minha renda nesse período, mesmo tendo de
pagar agora um plano de previdência privada. Carteira de trabalho?
Nunca mais!
No Brasil, as grandes transformações ocorrem silenciosa
e rapidamente. Também perdi o emprego na Linhas Corrente em 1985.
Um ano depois, já estava trabalhando como cabeleireiro, ainda empregado;
mais quatro anos, montei meu salão. Vivo com um padrão razoável.
Agora, espero que os políticos façam uma reforma trabalhista
urgente.
A grande verdade é que, na situação em que o país
se encontra (com o número de desempregados subindo a cada semana),
tudo o que muitos brasileiros desejam no momento é ter um patrão.
Formulei uma opinião acerca de Karlheinz Stockhausen ao ouvi-lo
pela primeira vez, há mais de um quarto de século, no Royal
Albert Hall. Ao longo do tempo, tenho confirmado essa opinião a
cada CD que adquiro desse compositor. A entrevista da semana veio apenas
confirmar aquilo que penso: estamos diante de um embusteiro balofo, pedante,
petulante e pretensioso. Bons maestros não o boicotam; simplesmente
o reduzem ao que vale (Amarelas, 20 de junho).
Nós que um dia deparamos com a notícia de estar com câncer,
o que mais queremos são definições e esclarecimentos
que nos certifiquem de que em breve estaremos curados. Não podemos
responsabilizar somente os médicos pelas respostas que tanto desejamos
ouvir. Quem já passou pelo processo de tratamento e hoje se encontra
curado é que pode dar o melhor testemunho da possibilidade de cura.
Coragem e determinação são fatores preponderantes
para conseguir vencer esse momento tão difícil em nossa
vida ("Sempre a verdade", 20 de junho).
Não concordo com a doação de sêmen. Acho que
é uma incoerência colocar uma criança no mundo sem
dar a ela o direito de saber quem é seu pai biológico. É
de extremo mau gosto tal coisa e fere as leis da natureza. Estamos perdendo
o elo com o natural, o que é realmente preocupante. E assim, infelizmente,
caminha a humanidade ("Precisa-se de reprodutores", 20 de junho)!
A leitura do artigo "O poder da validação" me causou forte
impacto positivo, foi algo mágico. No momento em que, na busca
de emprego, vivemos da necessidade premente de agradar a quem nos possa
ajudar, esse artigo caiu como uma luva e, de certa forma, nos "validou"
também. Conforme solicitado, já tratei de "validar" minha
família, e os resultados foram imediatos e muito bons. Reina paz
em minha casa, algo de que sentia falta havia algum tempo. Estou mais
otimista e começando o dia de hoje com mais alegria, mais confiança
(Ponto de vista, 20 de junho).
Ao ler o artigo, fiquei parada por alguns momentos, refletindo. Lembrei-me
do sorriso que naquela manhã eu tinha trocado com uma pessoa muito
especial e de quanto esse simples gesto me fez bem. Recordei que há
pouco tempo eu estava ao lado de um amigo, pensando em quantas qualidades
ele tinha, mas não tive coragem de elogiá-lo. Percebi então
a veracidade das palavras do autor e quero agradecer-lhe por ter-me acordado
para essa verdade: precisamos criar mais oportunidades de extravasar nosso
carinho e admiração pelos outros, reduzindo o clima de competição
e de individualismo no qual vivemos, para que cada um alcance o mais alto
grau de validade. Assim, a vida valerá muito mais.
O especial VEJA Sua Segurança aborda com clareza a questão
da segurança pessoal, desde os bebês até os idosos.
Fornece dicas para que possamos nos defender num assalto e fala dos traumas
causados pela violência. Além disso, trata da segurança
nos lares, de equipamentos, cães de guarda, internautas mal-intencionados
e golpes que muitas vezes lesam pessoas.
Com
relação à nota "Viagens, champanhe e caviar" (Radar,
20 de junho), esclarecemos que a rubrica "viagens" do orçamento
administrativo da Brasil Telecom consolidou, em duplicidade, despesas
de transportes de volumes, isto é, entrega de contas telefônicas
e correspondência para 8 milhões de clientes. Do total de
43,8 milhões de reais registrados em 2000, 25,1 milhões
referem-se ao transporte de volumes, 3,3 milhões a deslocamentos
de treinamento e transferência de pessoal, e apenas o remanescente
(15,4 milhões) é, em grande parte, de viagens de pessoal
de todos os níveis das funções corporativas e administrativas,
engajados ao longo do ano passado no processo de centralização
e racionalização de suas atividades. Cabe lembrar que a
Brasil Telecom tem mais de 10.000 colaboradores e presta serviços
de telecomunicações em dez Estados, que cobrem 34% do território
nacional.
Durante a festa de aniversário de meu sobrinho, praticamente todas
as crianças presentes conheciam ou já haviam lido as aventuras
de Harry Potter. O que mais me chamou a atenção foi que
nem a escola nem os pais lhes haviam solicitado tal leitura. Como que
por feitiço, a iniciativa partiu das próprias crianças
("Harry, agora adolescente", 20 de junho). Tenho
38 anos e duas filhas, de 16 e 14 anos. São criançonas como
eu era; pensam de leve em namorados, portanto acho perfeitamente normal
o comportamento de Harry Potter.
É
assustadora a reportagem de VEJA sobre o presidente da África do
Sul, Thabo Mbeki. Saber que uma pessoa com mentalidade tão atrasada
governa um país que possui a maior economia do continente africano
é muito preocupante. É necessária uma postura mais
radical da comunidade internacional contra esse absurdo. A população
da África do Sul precisa de esclarecimentos, e não de informações
falsas e ridículas, como as ditas por seu presidente ("Mbeki passeia,
o país afunda", 20 de junho).
Impossível ler o ensaio de Roberto Pompeu de Toledo sem que imediatamente
se procure um interlocutor com quem comentá-lo. É incrível
como ele consegue expressar com tanta lucidez e clareza o que pensamos
e não sabemos transmitir. De qualquer sorte, os ensaios de Roberto
Pompeu de Toledo nunca ficam no simplismo de seguir as correntes circunstanciais.
Aliás, a morte do assassino de Oklahoma privou a todos de saber
mais sobre os motivos que o levaram a cometer o ato criminoso (Ensaio,
20 de junho).
Roberto Pompeu de Toledo mais uma vez esteve perfeito em seu ensaio. Lúcido
e criterioso, foi direto ao ponto, em sua crítica à importância
cinematográfica que foi dada à execução de
McVeigh. É realmente difícil eleger o que foi mais bárbaro,
se o crime cometido por McVeigh ou a "justiça", que, além
de matar, transformou um assassino frio, obsessivo e fanático em
uma personalidade internacional.
Gostaríamos de registrar que o livro Casamento, Separação
e Viuvez Seus Direitos, Seus Deveres foi usado como fonte de
referência dessa excelente reportagem. Além de nossa grande
especialista, a professora Priscila Corrêa da Fonseca, a obra conta
com mais dezesseis notáveis autores ("Duelo na separação
conjugal", 13 de junho). Nunca
apareci nua, nem parcialmente, em público nem em evento de espécie
alguma. Não tenho nada a favor nem contra quem o faz.
Li a reportagem sobre o tenista Gustavo Kuerten, o Guga, e não
gostei nem um pouco. Guga é um amigo distante, que pouco conheço,
mas por causa das inúmeras fofocas acabamos nos falando algumas
vezes (em Santa Catarina mesmo) e tentamos acabar com qualquer suspeita
de envolvimento. Nós nunca tivemos nada ("Mais rico e mais forte",
13 de junho).
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