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Fóssil útil
Dinossauro
ajuda a entender formação dos continentes
Os fósseis de
dinossauros têm sido uma fonte valiosa de informações
sobre o passado remoto da Terra. Nessa área, acaba de
ser anunciada uma descoberta que pode fazer desmoronar um
pedaço da teoria mais aceita sobre a formação atual
dos continentes. Segundo acreditam os cientistas, 200
milhões de anos atrás existia no planeta uma única
massa de terra cercada de água, a Pangéia. Nessa
época, ela teria começado a se quebrar e a dar origem
ao planeta como o conhecemos. A hipótese tida como mais
provável era que a África e a América do Sul se teriam
destacado de um fragmento da Pangéia num único bloco e
só mais tarde se separado uma da outra. O crânio de um
dinossauro encontrado no final do ano passado em
Madagáscar, ilha a sudeste da África, pode mudar essa
história.
De acordo com os
exames, o Majungatholus atopus como foi
batizado este bicharoco que viveu há cerca de 70
milhões de anos era mais parecido com dinossauros
da América do Sul e do sudoeste asiático do que com os
africanos. "Isso indica que a África pode ter-se
separado antes dos outros continentes, tornando-se uma
grande ilha, enquanto a hoje vizinha Madagáscar
permanecia presa ao bloco original", diz Scott D.
Sampson, do Instituto de Tecnologia de Nova York. Assim
como a origem dos continentes, a própria história dos
dinossauros é ainda nebulosa. Já se tornou corrente no
meio científico atribuir o extermínio desses bichos à
queda de um asteróide que teria provocado uma radical
mudança no clima. Alguns estudiosos discordam também
disso. É o caso do francês Leonard Ginsburg,
paleontólogo do Museu de História Natural da França.
"Os dinossauros entraram em extinção gradualmente,
devido a lentas alterações climáticas, já que os
répteis, animais de sangue frio, não toleram mudanças
de temperatura", diz.

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