VEJA Recomenda
LIVROS
Ria Novosti/AFP  |  |
| LIVRO
Jonathan Coe: drama intimista e melancólico |
A
CHUVA ANTES DE CAIR, de Jonathan Coe (tradução de Christian
Schwartz; Record; 256 páginas; 29 reais)
• Jonathan Coe ganhou aclamação
da crítica por sua sátira política e social, com cáusticos
retratos da era Thatcher (O Legado da Família Winshaw) e da década
de 70 na Inglaterra (Bem-Vindo ao Clube). A Chuva Antes de Cair representa
uma mudança de registro em sua obra: Coe conservou os amplos painéis
históricos, mas moderou a ironia. Trata-se de um drama familiar, intimista
e melancólico. O cerne da narrativa está nas fitas que Rosamond
grava para que uma parente distante, Imogen, escute depois de sua morte. Imogen
é cega, e por isso grande parte das fitas é dedicada à descrição
de fotos, nas quais se resume a história da família de Rosamond
desde a II Guerra Mundial. As fitas, porém, não chegam à
destinatária é Gill, sobrinha de Rosamond, quem vai descobrir
o trágico passado da família. Leia
trecho.
A
VIÚVA CLICQUOT, de Tilar J. Mazzeo (tradução de Angela
Lobo; Rocco; 304 páginas; 39,50 reais)
• Barbe-Nicole Clicquot (de solteira,
Ponsardin) tinha 27 anos, uma filha pequena e pouca experiência em negócios
quando perdeu o marido, o comerciante e fabricante de vinhos François Clicquot.
Na França do início do século XIX, a viuvez de uma jovem
frequentemente conduzia ao desamparo econômico. Mas Barbe-Nicole não
só assumiu a empresa do marido como a expandiu. A Veuve Clicquot (viúva
Clicquot) é até hoje uma das mais famosas marcas de champanhe. A
viúva empresária aprimorou as técni-cas de produção
de champanhe a bebida, que até então era turva e cheia de
resíduos, se tornou cristalina, tal como é conhecida hoje. Foi por
obra de Barbe-Nicole Clicquot que o champanhe se transformou na mais glamourosa
das bebidas o vinho espumante produzido por ela era consumido na corte
da Rússia e nos clubes burgueses da Inglaterra. Escrita pela historiadora
cultural americana Tilar Mazzeo, esta biografia traz um retrato completo da personalidade
dessa empresária inovadora. Leia
trecho.
DVD
STOP
MAKING SENSE (Estados Unidos, 1984. Coqueiro Verde)
• Gravado durante três
apresentações do grupo americano Talking Heads em Hollywood, em
1983, este é um dos melhores filmes de rock já realizados. O Talking
Heads grupo que tinha uma sonoridade realmente única, misturando
porções de punk, funk, pop e música africana estava
no seu melhor período criativo quando o filme foi feito. O vocalista David
Byrne adicionou toques de nonsense às apresentações, ao trajar
um terno de ombreiras gigantescas (em Girfriend Is Better) e ao criar uma
dança similar a um ataque epilético (em Once in a Lifetime).
É memorável a sequência em que o grupo vai sendo "montado"
aos poucos. Na primeira música, Byrne entra munido de um violão
e um gravador. A cada nova canção, um integrante do grupo adentra
no palco até que se forma a superbanda que interpreta Burning
Down the House.
THE
COMMITMENTS LOUCOS PELA FAMA (The Commitments, Irlanda/ Inglaterra/Estados
Unidos, 1991. Fox)
• Aspirante a empresário musical, Jimmy (Robert Arkins)
monta uma banda para levar o soul a Dublin. "Os irlandeses são os
negros da Europa, e os dublinenses são os negros da Irlanda. Portanto,
repita: Sou negro e tenho orgulho disso ", prega ele aos
candidatos, todos muito branquelos, recrutados por meio de um anúncio de
jornal. Batizado de The Commitments, o grupo tem um início titubeante,
mas evolui de shows em salões de igreja para apresentações
em pubs progressivamente repletos de fãs. Quanto mais os integrantes se
afinam, porém, mais brigam uma trajetória que o diretor inglês
Alan Parker, também de Fama, capta em riqueza de detalhes e deliciosa
cor local. Essa, aliás, em boa medida fornecida pelo romance em que o filme
se baseia, do escritor Roddy Doyle, grande cronista do caráter irlandês.
DISCO
Divulgação  |  |
| DISCO
Gossip: mais forte e pesado ao vivo |
LIVE
IN LIVERPOOL, Gossip (Sony)
• O Gossip é a banda de Beth Ditto.
Lésbica, desbocada e com voz poderosa, ela chegou a ser proclamada símbolo
sexual (a despeito de seus muitos quilos excedentes) pela revista inglesa New
Musical Express. Acompanhada pelo guitarrista Brace Paine e pelo baterista
Hannah Billie, Beth grita canções rápidas e ferozes, com
ecos da geração punk dos anos 70. Sem os filtros da produção
em estúdio, Live in Liverpool (caixa que inclui um CD e um DVD)
apresenta o trio no auge da força. O Gossip interpreta músicas de
seu próprio repertório e, aqui, nada supera Standing in
the Way of Control, um híbrido de punk e disco music e covers
anárquicas de Are You That Somebody?, sucesso da cantora de R&B
Aaliyah, e Careless Whisper, de George Michael.
| Cinemateca VEJA
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, nesta semana: a espirituosidade de Peter
OToole e Audrey Hepburn em Como Roubar Um Milhão de Dólares
(leia
a crítica).
 | Nos
demais estados, nesta semana: a grande dupla formada por Al Pacino e John
Cazale inicia uma tragédia em Um Dia de Cão (leia
a crítica). | Como
comprar a Cinemateca VEJA Em bancas,
livrarias e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso. Para assinar,
ligue 3347-2180 (Grande São Paulo) ou 0800-775-3180 (outras localidades),
de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela internet,
acesse www.assineabril.com |