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Leitor
Crimes na internet Excelente a reportagem
"Mouse ao alto!" (20 de maio). VEJA vem cumprindo
um importante papel ao informar a sociedade. A matéria
teve dois pontos altos: primeiro, a entrevista com o ex-hacker
Kevin Mitnick, com as informações sobre
como se livrar dos crimes virtuais. O segundo ponto esclarecedor
foi mostrar que tanto no campo real como no virtual existem
"riscos". Significa dizer que devemos nos precaver
e não deixar de usar uma tecnologia que nos traz tantas
vantagens. Vivemos uma época
na qual é evidente o grande impacto causado pelo avanço
das telecomunicações e da informática.
Porém, acompanhando essa evolução, as
mentes criminosas também se atualizaram e hoje representam
uma ameaça cada vez mais presente no ambiente virtual.
VEJA expôs com clareza os vários perigos aos
quais estamos sujeitos ao nos conectar à grande rede,
um assunto que não vem recebendo a devida atenção
da mídia. Além da falta
de experiência dos internautas brasileiros na utilização
de mecanismos contra a invasão de seus computadores,
temos a agravante do descaso dos nossos legisladores, que
não produzem leis severas e efetivas de combate ao
avanço tecnológico desses criminosos. As leis brasileiras
servem para processar e punir os "cibercriminosos".
O que falta é conhecimento técnico da grande
maioria dos policiais, promotores e juízes sobre o
tema e sobre como aplicar a legislação penal
nesse universo. Evidentemente temos limitações,
pois o crime "via rede" tem muitas vezes caráter
global. Talvez nunca antes na história da humanidade
o crime, como outras coisas, tenha sido tão globalizado
quanto agora. Nesse ponto só a cooperação
internacional poderá minimizar essa nova forma de criminalidade.
Mas isso começa a mudar. E reportagens como a de VEJA
ajudam muito. Eventos como o I Seminário Cibercrime
e Cooperação Penal Internacional (www.iccrime.com.br),
que ocorreu nos dias 21 e 22 em João Pessoa com a presença
do juiz Mohamed Chawki, presidente da International Association
of Cybercrime Prevention, com sede em Paris, colocam nosso
país na vanguarda do estudo desse tipo de delito. A maioria dos internautas
encara o ambiente da web como um território livre,
em que não existe punição para nenhum
ato contrário à lei. Além do mais, muitos
prestam um desserviço ao glamourizar o crime digital
dando status de gênio a quem, no mínimo, é
um criminoso ardiloso. Na medida em que toda a nossa vida
está sendo transferida para a internet, é um
grande risco para todos a expansão do crime digital.
Sem dúvida, muitas cabeças brilhantes, atraídas
pelo falso glamour, entram num submundo perigoso, cheio de
armadilhas e possibilidades, mas que pode ter, como desfecho,
destaque nas páginas policiais. Quando os criminosos
não são punidos e a vítima passa a ser
culpada, instala-se o terreno perfeito para a bandidagem.
É a realidade do ambiente da internet. O brasileiro sempre
gostou de diversão sem se preocupar com prevenção.
A prevenção ainda é a melhor solução
contra todos os tipos de vírus, inclusive os virtuais. VEJA sempre surpreende
pela capacidade de "falar" ao leitor. Nesta semana
não foi diferente. A imagem da sereia retrata bem o
egocentrismo que domina a rede e facilita a vida de quem a
usa para tirar proveito das fraquezas humanas.
Aldo Quintão Eu me lembro muito
bem do dia em que estávamos procurando uma igreja para
o nosso casamento e deparamos com uma catedral no Alto da
Boa Vista, na Zona Sul de São Paulo. Descemos do carro
para analisar a estrutura, momento em que ouvimos ao fundo:
"E aí, amado, vai ficar namorando a igreja ou
vai parar de enrolar essa moça linda?" (era Aldo
Quintão, em março de 2008). Naquele exato momento
havíamos acabado de definir em qual igreja iría-mos
nos casar. Foi amor à primeira vista. Mas manifesto
que a catedral anglicana de São Paulo, liderada pelo
brilhante reverendo Aldo Quintão, não é
só um lugar para celebrar casamento; trata-se de um
local maravilhoso, onde a comunidade se engaja numa ação
social que devolve dignidade, carinho, respeito, amor, alegria
e esperança a um grupo aproximado de 400 crianças
carentes e portadoras de deficiências. A reportagem
"Todos querem Aldo" (20 de maio) é a cereja
do bolo, pois o melhor vive nos corações orgulhosos
de anglicanos como eu. Muito oportuna e
justa a reportagem com o reverendo Aldo. É um homem
abençoado, cativante e dedicado às obras sociais.
As missas, muito atuais e tocantes, alcançam nosso
coração, sensibilizando e acalmando a todos.
Como cristão, rezo a Deus, em nome de Jesus, por pessoas
assim, especialmente nos dias de hoje, em que precisamos,
cada vez mais, da presença do Espírito Santo
em nossa vida. Conheço o
reverendo Aldo desde antes de ele ser ordenado diácono.
Por inspiração de Deus, pedi permissão
ao bispo para que Aldo, então já diácono,
celebrasse o casamento de meu filho caçula. Sou anglicana
desde que meus avós me batizaram, em 1938. Gostei muito
da reportagem, pois penso que a igreja e o reverendo Aldo
merecem ser mais conhecidos. Para mim, ele "desengessou"
a igreja, mostrando aos fiéis sua beleza e levando
o povo de Deus a melhor entendê-lo e a melhor amá-lo.
Eduardo Paes Finalmente um político
carioca tem a coragem de declarar que o romantismo social
e a demagogia têm levado a cidade do Rio de Janeiro
ao caos. Tomara que, com pulso forte e a ajuda de políticos
e de toda a sociedade carioca, possamos ter o prazer de dizer:
"Que cidade maravilhosa!". Que venham os turistas
do Brasil e do mundo (Páginas Amarelas, 20 de maio). Sou carioca e moro
em São Paulo desde os 10 anos de idade. Minha família
se mudou para essa cidade basicamente pelos motivos relatados
pelo prefeito. Os problemas do Rio provocaram mudanças
nos nossos planos e modificaram o rumo da nossa vida. Hoje,
estou totalmente adaptado e muito feliz em São Paulo.
Não tenho vontade de voltar a viver no Rio. Sou publicitário,
e trabalhar lá na minha área profissional, com
todo o respeito, seria andar para trás, pois praticamente
tudo acontece em São Paulo. Espero que as coisas mudem,
para o bem do Rio. Muito boa a entrevista
com o prefeito Eduardo Paes. É de políticos
com visão dos problemas sociais e disposição
para resolvê-los (fora do padrão brasileiro)
que precisamos; de homens que têm consciência
de futuro distante (estadistas), e não de moleques
que vivem olhando para o próprio pé e bolso,
"lixando-se para o povo", preocupados em manter-se
no poder, sem visão além de quatro anos.
Escândalos no Congresso O povo paraibano
agradece à revista VEJA pela elucidativa reportagem
"O senador e seus fantasmas" (20 de maio). O Tribunal
Superior Eleitoral já cassou o governador do estado,
Cássio Cunha Lima, por inúmeras irregularidades
praticadas no exercício do cargo. Diante de tantas
irregularidades devidamente comprovadas, cabe agora ao Senado
Federal extirpar da política nacional o cidadão
Efraim Morais. A respeito do que
foi publicado no quadro "O teatro da moralização"
(20 de maio), cabe esclarecer: a Fundação Getulio
Vargas é internacionalmente reconhecida por seu saber
em gestão pública, como atesta publicação
recente do Banco Mundial, que a destacou como uma das cinco
melhores consultorias do mundo. O contrato de 1995 resultou
na reforma administrativa adotada pela Resolução
nº 9, de 1997. A primeira etapa do trabalho da FGV tem
por escopo reorganizar administrativamente o Senado, recuperando
a racionalidade de seu organograma, de forma a recriar hierarquias
e responsabilidades. É precondição para
outras etapas da reforma, como a criação do
plano de cargos e salários. Não faz parte dos
objetivos do trabalho, nesta fase, cortar despesas. Isso começou
no início da legislatura, quando o presidente José
Sarney determinou um corte de 10% no orçamento da casa,
e vai continuar ao longo do processo de ajuste. Em seu pronunciamento,
o presidente Sarney anunciou que a reforma, ao final, resultará
numa estrutura equivalente a 40% da atual, e não em
um corte de 40%.
Rio Grande do Sul Estamos sempre em
busca de um Brasil melhor. Votamos no PMDB, virou um partido
fisiologista. Votamos no PT, a corrupção veio
à tona "como nunca antes". Votamos no PSDB,
vimos os caixas um, dois, três... Temos, então,
como opção o DEM dos coronéis, o PTB
dos que estão se lixando para a opinião pública,
o PSOL dos folclóricos. Temos, ainda, partidos anões,
mas só de nome, pois frequentemente são o peso
na balança das decisões. Dizem que devo fazer
justiça com o meu voto. Mas, agora, para que lado corro?
("Caixa um no caixa dois?", 20 de maio.)
Reforma política Cumprimento a equipe
de VEJA e o jornalista Fábio Portela pela excelente
explicação sobre o voto em lista fechada e o
financiamento público de campanha ("Uma reforma
anti-delúbios", 20 de maio). Concordo plenamente
com os fatos e as opiniões apresentados. É revoltante
observar a cada eleição empresários constrangidos
pelos políticos que os pressionam e ameaçam
atrás de "auxílio" de campanha, diretamente
ou por meio de entidades e sindicatos patronais.
Tocantins Ninguém melhor
do que os senhores sabe o peso que tem uma fonte na credibilidade
de uma reportagem, e das informações contidas
nela. As duas páginas que VEJA reservou na edição
2 113 para falar de minha administração ("Um
curioso e apimentado caso de amor", páginas 76
e 77) caem, infelizmente, no vão de credibilidade de
dona Ângela Costa Alves, uma ex-assessora da primeira-dama
Dulce Miranda que, infelizmente, por alguns anos, gozou de
nossa confiança. Desconhecíamos, por exemplo,
que dona Ângela tinha um prontuário competindo
com suas qualificações profissionais, que incluem
um processo criminal (2006.004.4479-0) por roubar folhas de
cheque do órgão público no qual estava
lotada; um processo de cobrança (2006.0007.1807-6-0),
pelo não pagamento das prestações de
um carro; dois processos de rescisão de contrato (2005.0001.2452-6-0
e 2006.0008.3934-5-0), por não ter pago também
por um imóvel e um lote adquiridos; e, finalmente,
um processo de execução e desocupação
(2007.0010.6132-0-0), por falta de pagamento de aluguel. Uma
pessoa em sérias dificuldades e, por isso mesmo, fragilizada
em vários sentidos. Essa é a pessoa que revela,
sem nenhuma prova a não ser sua palavra, ter aberto
uma conta para "receber dinheiro desviado do governo
do estado" com o qual bancaria despesas pessoais da primeira-dama.
A mesma dona Ângela que me dirigiu, no dia 28 de janeiro
de 2009, uma afetuosa carta de cinco páginas em que
falava de Deus e admitia estar sendo induzida por terceiros
a caluniar nossa família. Os processos e a carta estão
à disposição dos senhores, assim como
qualquer outra informação. Reiteramos, portanto,
nosso compromisso com o povo do Tocantins e negamos veementemente
denúncias calcadas no relato de uma estelionatária
condenada.
Diogo Mainardi A propósito
do artigo "O Goebbels egípcio" (20 de maio),
gostaria de salientar que Diogo Mainardi foi brilhante ao
descrever o absurdo das atitudes tomadas pelo nosso governo
no âmbito internacional. Na minha ignorância,
ou ingenuidade, apesar das mais esfarrapadas explicações,
confesso que não consigo entender a atitude de nosso
ministro e do Itamaraty de apoiar (para o comando da Unesco)
o ministro da Cultura de um regime militar (do Egito), que
ocupa esse cargo desde 1987 e vem dando declarações
antissemitas e totalmente antidemocráticas. Marcio
Barbosa deveria, sim, buscar apoio de outros países,
pois, uma vez eleito, nos tornaria orgulhosos como cidadãos
brasileiros.
Lya Luft Ótimo o artigo
"A sordidez humana" (20 de maio). Lya expressou
muito bem algo que sempre comento com meus filhos. Sinto que
tempos atrás as pessoas construíam sua felicidade
com as próprias rea-lizações, batalhavam
por isso; nos dias atuais, isso não acontece mais.
Parece que elas só conseguem ser felizes vendo a desgraça
alheia. A escritora Lya
Luft tem uma coragem que admiro muito. Sua coluna do dia 20
de maio sobre a sordidez humana aperta sem dó nossas
feridas morais, nossos anjos tortos, nossa pequenez emocional.
Ela lança uma luz sobre nossos porões e traz
um sinal de alerta para cuidarmos dos nossos monstros, pois
eles podem produzir estragos tão dolorosos que calarão
para sempre a alegria de muita gente.
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