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VEJA Recomenda DVDs
Divulgação
 | | Os
tigres de Era uma Vez Dois Irmãos: irresistíveis |
Era
uma Vez Dois Irmãos (Two Brothers, França/Inglaterra, 2004.
Universal) O diretor francês Jean-Jacques Annaud, de A Guerra
do Fogo e O Urso, é um especialista em filmes nos quais os protagonistas
não têm sequer linguagem quanto mais diálogos. Aqui,
quem encabeça os créditos são os irresistíveis filhotes
de tigre Sangha e Kumal, no papel de dois irmãos separados em circunstâncias
trágicas ainda na infância e que irão viver vidas muito diferentes,
mas igualmente infelizes, até se reencontrar. Rodado em belas locações
asiáticas, e com uma boa ajuda do australiano Guy Pearce como o caçador
que irá primeiro separar os tigrinhos e depois reuni-los, o filme é
uma excelente atração para o público infanto-juvenil. Veja
cenas.
Perdição
por Amor (Carrie, Estados Unidos, 1952. Paramount) Na virada do
século XX, Carrie (Jennifer Jones), uma moça do interior, passa
por maus bocados numa fábrica de sapatos de Chicago. Mesmo temendo por
sua virtude, ela conclui que sua vida será mais fácil sob a guarida
de um caixeiro-viajante que promete casar-se com ela. Carrie, porém, é
volúvel e quer sempre mais e melhor no caso, o maître infeliz
no casamento vivido por Laurence Olivier. Surpresa: a "perdição"
do título não é dela, mas dele, que dará um passo
errado atrás do outro por causa de sua obsessão pela jovem. Baseado
num clássico da ficção naturalista americana, Irmã
Carrie, de Theodore Dreiser, o filme se converte em melodrama nas mãos
do diretor William Wyler. Mas Wyler era um craque do melô, e é muito
por causa de sua encenação exuberante que o filme exala, ainda hoje,
um delicioso quê de escândalo.
Warner
 | | Chic:
o último registro da banda que marcou a discoteca |
Live
at the Budokan, Chic (Indie Records) Surgido no fim dos anos 70,
o grupo americano Chic produziu alguns dos maiores hits da era da discoteca, como
Dance Dance Dance e Le Freak. A alma do Chic estava na guitarra
rítmica de Nile Rodgers e nas linhas de baixo de Bernard Edwards, dupla
que também produziu artistas como Madonna e David Bowie. Gravado no Japão
em 1996, esse DVD é um registro do último show que reuniu ambos,
pois Edwards morreu de pneumonia horas depois de deixar o palco. Eles tocam as
principais músicas da carreira, acompanhados por cantores e músicos
conhecidos. Slash, ex-guitarrista do Guns N' Roses, sola em Le Freak.
LIVROS Criancinhas,
de Tom Perrotta (tradução de Adriana Lisboa; Objetiva; 392 páginas;
39,90 reais) O seguro e confortável subúrbio americano é
uma fonte inesgotável para a ficção. Já serviu de
cenário para obras dos mais variados escritores, como John Updike e Raymond
Carver, e atualmente faz sucesso na televisão, com o seriado Desperate
Housewives. O escritor americano Tom Perrotta também explora esse filão
em Criancinhas. Muito elogiado pela crítica americana, é
seu primeiro livro lançado no Brasil. A partir de um grupo de mães
que se encontra todos os dias no parquinho onde seus filhos brincam, Perrotta
vai levantando um chocante (e hilário) catálogo de segredos íntimos
e perversões sexuais. O
Cosmos de Humboldt, de Gerard Helferich (tradução de Adalgisa
Campos da Silva; Objetiva; 392 páginas; 49,90 reais) O naturalista
alemão Alexander von Humboldt (1769-1859) foi uma das maiores mentes científicas
de seu tempo. Fez descobertas fundamentais nas áreas de geografia, climatologia,
oceanografia, entre outras, e influenciou cientistas como Charles Darwin. Foi
também um aventureiro: em suas andanças pela América do Sul
e Central, percorreu mais de 9.600 quilômetros e retornou à Europa
levando mais de 6.000 plantas e inúmeros animais do Novo Mundo. O alemão
Helferich seguiu os passos de Humboldt para compor um relato detalhado das viagens
de seu compatriota. O livro reconstitui uma das mais fascinantes expedições
científicas da história. Leia
trecho.
As
Grandes Paixões, de Guy de Maupassant (tradução de
Léo Schlafman; Record; 400 páginas; 45,90 reais) O francês
Maupassant (1850-1893) é, ao lado do russo Tchekov, um dos grandes mestres
do conto no século XIX. Essa coletânea traz uma seleção
de seus melhores textos, em nova tradução. O primeiro conto é
o clássico Bola de Sebo, o retrato de uma prostituta cuja dignidade
não é reconhecida pelos comerciantes hipócritas com quem
ela divide uma carruagem. Maupassant gostava desses personagens marginais
e tinha uma visão ácida da burguesia francesa de seu tempo. Outro
clássico, o conto fantástico Horla, é apresentado
nessa coletânea em duas versões, o que permite acompanhar o trabalho
de depuração da narrativa realizado pelo autor. Leia
trecho. EXPOSIÇÃO
 |  | | O
ovo de Fabergé (acima) e ícone religioso (à dir.):
tesouros russos |
A Herança
dos Czares (A partir desta quarta, no Museu de Arte Brasileira da Faap,
em São Paulo) Os czares da dinastia dos Romanov governaram a Rússia
de 1613 até a Revolução de 1917, quando a família
real foi deposta. Essa mostra traça a história do clã por
meio de mais de 200 relíquias. Trazido dos museus do Kremlin, em Moscou,
o acervo inclui roupas, itens decorativos, jóias e objetos de uso pessoal
que expõem a opulência da corte. O destaque é um dos célebres
ovos do joalheiro Fabergé. Ele é adornado com dezoito retratos em
miniatura dos czares e traz em seu interior um globo terrestre de ouro. A exposição
tem ainda seções dedicadas à religião e às
forças armadas do país nos tempos da dinastia. |