Edição 1902 . 27 de abril de 2005

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Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Entrevista
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Radar
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Radar

Lauro Jardim (e-mail: ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Lula irritado
Apesar de ter dado declarações públicas de apoio, a verdade é que Lula não agüenta mais os rolos sem fim do encrencado Romero Jucá.

Dura na queda
Dilma Rousseff se enquadrou. Já está conversando com senadores peemedebistas para aparar arestas. Mas ainda não nomeou ninguém.

A "tia"
Sabe como Lula e seus principais ministros petistas se referem a Marta Suplicy? A "tia". O tratamento carinhoso é usado em frases como "a tia está nervosa", "a tia está dando trabalho"...

A entrevista coletiva do presidente


Ricardo Stuckert
Lula: cedeu, depois de negar por dois anos

Lula vai, enfim, conceder sua primeira entrevista coletiva formal. Será dada nesta semana. A entrevista havia tempos era cobrada do presidente, mas Lula sempre refugava. Agora ele topou. Na semana passada, o secretário de Imprensa e Divulgação, André Singer, ainda definia o modelo da entrevista. Já está descartado o estilo americano, em que os repórteres levantam o braço e o presidente escolhe quem vai perguntar. Nesta segunda-feira, 25, Lula e Singer batem o martelo sobre o modelo que prevalecerá.

 

POLÍCIA FEDERAL

Nem os advogados escapam
Ninguém segura a Polícia Federal. Há duas semanas, agentes da PF fizeram uma busca e apreensão de documentos num dos maiores escritórios de advocacia de São Paulo – o Levy & Salomão. Foram atrás de vasta papelada de um cliente de um dos sócios da banca, que está envolvido em fraudes contra a Previdência Social.

 

ECONOMIA

Um discreto conselheiro
Roberto Amaral, o ex-todo-poderoso diretor da Andrade Gutierrez nos anos 80 e 90 e um dos lobistas mais bem-sucedidos da história do país, foi um dos mais próximos conselheiros de Daniel Dantas nestas semanas em que o banqueiro desceu ao inferno.

A novela da Varig
Há um fundo de pensão americano associado a German Efromovich em sua proposta pela compra da Varig. Aliás, a proposta de Efromovich tinha data de validade – e ela venceu na terça-feira passada. Mas são grandes as chances de uma nova ser apresentada.

Cheques frios e quentes

Uma pesquisa inédita da TeleCheque sobre os cheques compensados no primeiro trimestre mostrou que o índice de sem-fundos ficou estável em relação ao mesmo período de 2004: 3,01% do total. Quem olhar o ranking dos estados descobrirá que em Santa Catarina há o maior porcentual de cheques honrados. E no Pará, o menor.

Linha ocupada
Em 2004, foram vendidos cerca de 30 milhões de aparelhos celulares no Brasil. Neste ano, a indústria prevê uma queda de 30% nas vendas. Ainda é celular à beça, mas esse declínio indica que as operadoras estão diminuindo os subsídios dados aos clientes para a troca de aparelhos.

A farra dos DVDs
Em compensação, a farra dos DVDs não acabou: o primeiro bimestre deste ano, por exemplo, registrou vendas quase 100% maiores do produto em comparação com o mesmo período de 2004.

Gado vivo avança
Depois de virar o maior exportador de carne processada do mundo, o Brasil avança também na exportação de gado vivo – que é abatido no país importador. De apenas 1.014 cabeças de gado em 2002 passou para 15.000 no ano passado. A previsão é que esse número chegue a 25 000 cabeças neste ano.

Para confundir o freguês
Prolifera no país o mau costume de uma marca pegar carona no prestígio de outra. Um exemplo: o Neosaldina, o segundo analgésico mais vendido no país, há 33 anos no mercado, vinha disputando mercado com um concorrente de nome Neuralgina. Como se não bastasse, a embalagem é quase igual à do medicamento original. O fabricante do Neosaldina, porém, acaba de conseguir na Justiça uma decisão liminar proibindo a venda do quase gêmeo.

 

SEGURANÇA

Ser rico tem preço
Veja como é dura a vida dos milionários brasileiros: custa 20 milhões de reais por ano o aparato de segurança de uma das famílias mais ricas do país.

 

GENTE

O jogador
Nagi Nahas – o especulador que explodiu a Bolsa do Rio em 1989 e hoje se dedica a outros negócios – é um apostador nato. No fim de março, perdeu numa noite em Monte-Carlo cerca de 1,5 milhão de euros no cassino. Isso mesmo, algo como 5 milhões de reais. Alguns amigos brasileiros foram testemunhas do infortúnio. Audacioso, ele voltou ao pano verde no dia seguinte e recuperou parte dessa dinheirama.

As memórias de Doca
O ex-playboy Doca Street, que matou a namorada, Ângela Diniz, no mais célebre crime passional dos anos 70, vai lançar sua autobiografia em setembro, pela editora Planeta. Mea Culpa, título provisório, foi escrito na cadeia. Conta o namoro com Ângela, o assassinato e os cinco anos que passou preso. Hoje, aos 71 anos, Doca vende automóveis.

 

Novo hábito, novo nome

Sebastião Moreira/AE
Dom Cláudio: homenagem ao amigo


Dom Cláudio Hummes era um dos "papáveis" até a conclusão do conclave da semana passada. Muito se falou sobre ele, mas ainda resta uma novidade em relação ao arcebispo de São Paulo. Batizado como Aury Affonso, ao abraçar o hábito franciscano em 1958 ele adotou novo nome, uma tradição entre os religiosos da Ordem dos Frades Menores. Cláudio é uma homenagem a um antigo empregado do sítio de seu pai. O homenageado era um peão humilde que ajudava na roça do sítio perto de Montenegro, cidade gaúcha onde o arcebispo de São Paulo nasceu.

 

Colaborou Juliana Linhares

 



Foto Claudio Rossi


 
 
 
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