Edição 1902 . 27 de abril de 2005

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Gente

Leonardo Marinho/Contigo
Santoro: antes do filme, curso de piano


Mergulho na bossa nova

Desde que aceitou viver um pianista no novo filme de Walter Lima Jr., Os Desafinados, Rodrigo Santoro, adepto da linha "mergulhar no personagem", cismou que ia tocar de verdade. Antes de começar a filmar, fez três meses de aulas intensivas em casa, no piano que comprou só para isso. "Ele não queria ter dublê de jeito nenhum", conta o produtor Flávio Tambellini. De cavanhaque e figurino anos 60, Santoro também está ouvindo compulsivamente os pianistas Bill Evans e Marcus Roberts – tudo para interpretar Joaquim, integrante de um quarteto que sonha tocar no histórico concerto de bossa nova em 1962, no Carnegie Hall, em Nova York.

 

A voz que vem do Vaticano

Deborah Berlinchi/Ag. Globo
Padre Marcos: solos nas missas mais importantes

Entra papa, sai papa, e uma voz brasileira vinda do Vaticano se fez ouvir no mundo inteiro: o padre-cantor Marcos Pavan, 42 anos. "Canto nas missas papais há mais de dez anos. Só fiquei famoso agora porque o papa morreu", comenta o padre, ex-aluno da escola do Mosteiro São Bento, em São Paulo, que ingressou no seminário em Roma em 1991 e fez carreira como músico no Vaticano. Atualmente, padre Marcos é regente do grupo de 36 crianças que integram o coro da Capela Sistina. Solos em missas são uma espécie de trabalho freelance – solta a voz cristalina em cerca de vinte por ano. Sempre as mais solenes, como Natal e Páscoa. Sorte? Não. "Sou eu quem escala os solistas", esclarece.

 

Paris ama Paris

The Grosby Group
A herdeira Hilton e o herdeiro Latsis: namoro


Visto que adora ser notícia, a herdeira da pá virada Paris Hilton avançou mais uma casa: arranjou um namorado que também se chama Paris. No caso, pronunciado à grega, como o personagem homérico: Paris Latsis, que também é herdeiro (de uma empresa de navegação) e mora em Los Angeles. Sem precisar bater ponto, seu trabalho atual é acompanhá-la a toda parte, inclusive ao set onde, de peruca castanha, a Paris (que acaba de romper oficialmente com sua parceira de reality show, Nicole Ritchie) faz um filme, Bottoms Up. Será sua estréia nas telas – de cinema, bem entendido. Em vídeo, ela já é conhecidíssima.

 

Aprendendo no horário nobre

 
Gustavo Stephan
Cleo: estréia no palco da mamãe Glória

Não quero, não sei, talvez, pode ser... O.k., aceito. Depois de muito hesitar, Cleo Pires, a filha de Glória, enfim faz seu primeiro papel na TV, direto no horário nobre. Em América, é Lurdinha, adolescente que seduz o pai da melhor amiga, vivido por Edson Celulari. "Ela é uma maluca-beleza. Estou me divertindo muito", diz Cleo, 22 anos, muitos elogios, pouquíssimas aulas de interpretação e um filme – Benjamin – no currículo. Ela conta que os colegas de novela são ótimos professores; já mamãe, que praticamente cresceu diante das câmeras, não dá palpite algum: "Ela sempre prefere que eu aprenda a me virar sozinha".

 

Cobrar menos faz parte

Leoanrdo Lemos


Alguém se lembra do vencedor do primeiro Big Brother Brasil? Kléber Bambam (safra 2002, prêmio de 500 000 reais) diz que batalha para não sair da memória popular: o programa "abre muitas portas, mas a gente precisa continuar produzindo". Ele, por exemplo, formou um grupo de dança, Kléber Bambam e as Pedritas, e tira "de 10 000 a 20 000 por mês".

O QUE VOCÊ FEZ COM SEU PRÊMIO?
A primeira coisa que eu comprei foi um tênis Nike Shox. Sou viciado em tênis (tenho oito Shox, catorze no total), celular (tenho três) e carro (tive um BMW, troquei por um Cherokee). Comprei dois apartamentos no Rio, que estão alugados, um jet ski e uma moto. Comprei terras e fiz uma viagem a Los Angeles.  

PASSADOS TRÊS ANOS, O NÚMERO DE CONVITES PARA APRESENTAÇÕES DIMINUIU?
Acho que hoje faço até mais eventos que antes, porque o valor ficou mais acessível. Antes eu cobrava até 12 000 reais. Hoje cobro 5 000, 6 000 com o grupo.

AINDA DANÇA VALSA COM DEBUTANTES?
Danço, sim. Quando eu saí do Big Brother, lapidei tudo: fiz aula de dança, aula com fonoaudióloga, procurei fazer curso de interpretação e amadureci também.

AINDA GANHA MUITA COISA?
Nunca mais paguei academia, nem para cortar cabelo, nem minhas tatuagens. E tenho descontos em restaurantes.  

VALEU A PENA?
Valeu, sim. Sofri críticas e preconceito, mas, se Deus não agradou a gregos e coreanos, por que a gente vai agradar? Eu até participaria de outro. Gostaria de ter ganho aquele 1 milhão.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui e Roberta Salomone

 
 
 
 
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