
estaçãoveja
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
TELEVISÃO
Divulgação
 |
| Vaticano:
bastidores |
O Vaticano pelas Lentes da National Geographic (terça,
às 21h, no National Geographic Channel) O Vaticano tem uma
história riquíssima e guarda alguns dos maiores patrimônios
artísticos da humanidade. Esse documentário examina o imponente
complexo de prédios seguindo três vertentes. Uma delas, histórica,
vai em busca da origem do Vaticano, que remonta ao século IV. Nasceu
como capela, erigida pelo imperador romano Constantino sobre aquele que
teria sido o túmulo de São Pedro. O segundo propósito
do especial é revelar detalhes de bastidores. Ele fala sobre o
trabalho de manutenção de suas obras-primas e aponta várias
curiosidades. Por exemplo: lá, até os caixas eletrônicos
de banco têm texto em latim. Finalmente, o programa detém-se
sobre episódios célebres abonadores ou nem tanto
envolvendo grandes papas.
DVD
Paramount Pictures
 |
| Maratona:
"Está a salvo?" |
Maratona da Morte (Marathon Man, Estados Unidos, 1976.
Paramount) "Está a salvo?" Com essa pergunta, e uma broca
de dentista em punho, Laurence Olivier torturava Dustin Hoffman numa cena
que fazia com que parte da platéia fosse buscar refúgio
no saguão do cinema, tal a aflição que ela causava.
Olivier, já muito doente, voltou à cena no papel de um criminoso
nazista que imagina existir um plano para roubar os diamantes que o sustentam.
Acreditando que Hoffman está envolvido, ele o captura. Desde a
primeira cena um "racha" entre dois velhinhos , o diretor
John Schlesinger instaura o clima de tensão e imprevisibilidade.
Nos extras, pode-se conferir o estilo extravagante do lendário
produtor Robert Evans e ver a emoção de Olivier com a homenagem
prestada a ele pelo elenco.
VÍDEO
 |
| Riqueza:
versão intrigante
|
Riqueza
Perdida (The Claim, Inglaterra/França/Canadá,
2001. Fox) Romance fundamental da literatura inglesa, O Prefeito
de Casterbridge ganha aqui uma versão intrigante. Em vez de
filmá-lo no cenário rural descrito pelo escritor Thomas
Hardy (1840-1928), o diretor Michael Winterbottom transpôs para
as montanhas da Califórnia, à época da corrida do
ouro, a história do homem que enriquece depois de trocar a mulher
e a filha por um pedaço de terra. Anos mais tarde, o passado volta
a rondá-lo, pondo em marcha acontecimentos que irão revolucionar
a vida de todos naquele canto remoto. Com bela fotografia, o filme traz
Peter Mullan (de Meu Nome É Joe) e a jovem Sarah Polley
em boas atuações. Como curiosidade, a ex-modelo Milla Jovovich
faz uma cafetina portuguesa que entoa fados.
DISCO
Soul
Food, Cyrus Chestnut (WEA) Hoje com 39 anos, Cyrus Chestnut
foi um menino prodígio do jazz: aos 9 anos já vencia concursos
do gênero. Em Soul
Food, além de mostrar seus dotes como pianista de
swing, ele prova que foi um aluno aplicado da cadeira de composição
e arranjo (possui um diploma da prestigiada Escola de Música Berklee,
de Boston). Cyrus é inspirado e generoso. Suas músicas
dão espaço para que outros instrumentos possam brilhar.
O trompetista Marcus Printup, por exemplo, é responsável
por um longo e belo solo na canção que dá nome ao
CD. James Carter, um dos saxofonistas mais celebrados da nova geração
do jazz, também está na faixa-título, além
de colaborar em Brother Kawky Hawk, canção de jazz
tradicional adaptada por Chestnut, e Wellllll!
LIVROS
História,
de Heródoto (tradução de J. Brito Broca;
Prestígio; 1.072 páginas; 75 reais) Considerado o
"pai da história", o grego Heródoto, que viveu no século
V a.C., era um exímio narrador. Traduzido para o português
nos anos 60 pelo crítico Brito Broca, esse relato sobre as guerras
entre gregos e persas antes estava disponível apenas numa versão
de bolso mixuruca e resumida. Agora, ganha edição integral
caprichada. Nos nove livros reunidos no volume, Heródoto também
traz à luz as impressões colhidas em viagens pela Europa
e pela África donde surgiram máximas famosas, como
"O Egito é uma dádiva do Nilo". As páginas trazem
reproduções de obras de arte e peças arqueológicas
que ajudam a compreender o que se está lendo. Veja
trecho do livro.
AFP
 |
 |
| Michael
Chabon: o universo pop na literatura |
As
Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay, de Michael
Chabon (tradução de Roberto Muggiati; Record; 672 páginas;
50 reais) Queridinho da crítica americana, o escritor Michael
Chabon, de 38 anos, transporta com inteligência o universo pop de
seu país para a literatura. Esse seu terceiro romance é
ambientado na época de ouro das histórias em quadrinhos.
No fim dos anos 30, o adolescente judeu Josef Kavalier foge da então
Checoslováquia ocupada pelos nazistas e passa a dividir um apartamento
com seu primo Sammy Clay, em Nova York. Juntos, eles criam um super-herói
de sucesso. Dito assim, dá a impressão de que se trata apenas
de uma aventura juvenil. Não é. Com referências que
vão do filme Cidadão Kane à criatura mitológica
conhecida como Golem, Chabon tece uma trama que fala de temas como o escapismo
e a redenção pessoal.
|
OS
MAIS VENDIDOS - CRÍTICA
A
escritora americana Meg Cabot oculta sob sete chaves sua idade real.
Por outro lado, proclama aos quatro ventos a sua idade mental. "É
de 14 anos e meio", diz ela. Deveras. Mas nem isso explica como
ela pôde conceber um romance infanto-juvenil tão boboca
quanto O Diário da Princesa (tradução
de Ruy Jungmann; Record; 284 páginas; 25 reais), que ocupa
o oitavo lugar na categoria de ficção da lista de
mais vendidos de VEJA e já rendeu um filme homônimo,
produzido pelos estúdios Disney. Seu público-alvo
são as meninas. A história, narrada em forma de diário,
é uma espécie de reedição da velha fábula
da Cinderela. A protagonista é Mia, uma garota de 15 anos
que carrega nas costas todos aqueles clichês sobre as mocinhas
de sua idade: ela se acha alta e desengonçada, não
tem seios, tem crises de baixa estima diante dos garotos mais velhos
e ainda por cima vai mal nas aulas de álgebra. A pobre Mia
mora com a mãe, uma artista plástica, em Nova York.
Mas um dia seu pai vem da Europa para lhe contar que ela é
uma princesa. Logo deverá assumir suas nobres funções
no distante reino da Genovia e, é claro, acabará cruzando
com seu príncipe encantado. Para compensar a overdose de
glicose, Meg Cabot tenta conferir uma roupagem moderninha ao romance.
Tudo indica que queria fazer algo como uma versão adolescente
da célebre Bridget Jones, criada pela jornalista inglesa
Helen Fielding. Mas lhe falta graça. Sua princesa é
só um poço de futilidades.
|
|
|
 |
|
 |

|
 |