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Parabéns,
Marta!
Mulheres,
morram de inveja: o
guarda-roupa da prefeita de
São Paulo é simplesmente um
luxo. Em sua festa de 57 anos,
ela estava o máximo
Sheila
Grecco
Flávio Torres
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F. Diorio/AE
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| Marta
fez sucesso no aniversário com um longo rosa, da estilista
argentina Any Carro: 2.500 reais |
Em
festa no Teatro Municipal de São Paulo, veste terninho gelo
da Christian Dior: 5.000 reais |

Veja também |
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Quando compra
suas roupas, Marta Suplicy não faz questão de escolher esta
ou aquela grife. Pode ser Gucci, Kenzo, Christian Dior, Valentino, Giorgio
Armani, Yves Saint Laurent, Salvatore Ferragamo ou Chanel. Tanto faz.
O importante é que o modelo seja bonito. Bisneta de conde, neta
de barão, Marta nasceu e cresceu acostumada com a elegância.
E foi esse bom gosto todo que ela levou para a prefeitura da cidade de
São Paulo. Na semana passada, VEJA
analisou 130 fotografias de Marta tiradas desde sua posse, em janeiro
de 2001. O conjunto equivale ao material fotográfico da prefeita
publicado em três jornais: Folha de S.Paulo, O Globo e O
Estado de S..Paulo. E que material!
A análise das fotografias mostra que, apesar do corre-corre do
trabalho, Marta consegue o que parecia ser impossível para alguém
que administra a maior metrópole do Hemisfério Sul: tempo.
Mesmo com a agenda entupida de compromissos, a prefeita consegue manter
seu guarda-roupa atualizado com o que o mundo da moda oferece de melhor.
Isso sem falar no cabelo sempre arrumado, na maquiagem perfeita, o que
só realça seus olhos azuis. O resultado final é tão
bom que parece até uma provocação para as mulheres
que apenas fazem o roteiro cabeleireiro-shopping center.
Marta não.
Ela até vai ao shopping e às butiques de luxo, claro. Afinal,
compra roupas com freqüência, como as fotos demonstram. O espetacular
no seu caso é que ela leva aquela elegância também
à periferia. Durante um tumultuado almoço em que distribuiu
sopa a um grupo de sem-teto, Marta vestiu um belíssimo terno azul-piscina.
Ao inspecionar um bairro distante que havia sofrido com as enchentes,
Marta pulou poça d'água com sapatos Salvatore Ferragamo,
de 1.000 reais. Como o guarda-roupa da prefeita
é versátil, ela muitas vezes recorre a roupas mais batidas.
Usa camiseta promocional, como a do projeto Operação Belezura,
para divulgar programas de recuperação do patrimônio
público. Nos fins de semana, pode ser vista de boné e camiseta,
assistindo a shows no Parque do Ibirapuera. "Marta sabe se adequar às
situações. Exatamente por isso é chique", diz a VEJA
o estilista Reinaldo Lourenço.
Nas fotografias,
a prefeita apareceu preferencialmente de terninho (trinta vezes). Em segundo
lugar, vêm os tailleurs (dezesseis vezes) e os vestidos (dez vezes).
Como não gosta de usar meias de náilon, opta por calças
compridas. Neste primeiro ano de gestão, embora tenha sido vista
com tailleurs de cores variadas, demonstrou predileção pelos
tons claros. Azul, branco, cru e gelo foram as cores mais freqüentes.
As tonalidades ficam mais fortes nas viagens a Brasília, nas quais
vai pressionar (e impressionar) as autoridades em busca de dinheiro para
a prefeitura. Nessas ocasiões, usou especialmente o vermelho, a
cor de seu partido, o PT.
Na semana
passada, o estilo Marta fez sucesso na noite de seu aniversário
de 57 anos. A festa, comemorada em parceria com o deputado José
Dirceu, que também aniversariava, reuniu 500 convidados. Com brincos
de pedras brasileiras, presente do namorado franco-argentino Luis Favre,
e um vestido longo de crepe, em tons de pink e vermelho, Marta foi a estrela
da noite. A certa altura, o presidenciável Lula fez um discurso
sobre o eterno charme da prefeita. Enquanto a ala feminina buscava inutilmente
algum defeito em seu visual, os homens presentes à festa concordaram:
Marta já é a política brasileira mais exuberante
de todos os tempos. Não tem para ninguém. "Marta está
muito mais extrovertida em termos de cores e modelos. Está cada
vez mais feminina e sedutora", afirma a consultora de moda Costanza Pascolato.
Monica Zarattini/AE
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Dida Sampaio/AE
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| Tradicional
terno de lã fria azul risca de giz da Giorgio Armani: 2.500
reais |
Na
luta por verbas em Brasília casaco chinês vermelho com
gola Mao Tsé-tung: influências étnicas |
Muitas das
presentes apostavam que o vestido da dona da festa fosse de uma grife
internacional. Na verdade, foi confeccionado por Any Carro (pronuncia-se
Aní Carrô), que é argentina, como o namorado
da prefeita. Mas isso é só coincidência. A estilista
está radicada no Rio de Janeiro há muitos anos e tem entre
suas clientes a socialite Gisela Amaral e a atriz Vera Fischer. A amizade
com a prefeita começou há alguns anos, em encontro casual
em Ipanema. "Marta é uma mulher decidida e também impulsiva.
Insisti para que fizéssemos um modelo exclusivo para a festa, mas
ela se apaixonou pelo vestido e levou-o imediatamente", explica Carro.
O modelo usado na festa custou 2.500 reais.
Para um vestido de noite, não é muito. Num casamento em
que esteve no fim do ano passado, Marta vestia um modelo do estilista
japonês Kenzo, avaliado em 10.000 reais.
Marcos Mendes/AE
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Mauricio de Souza/AE

Na
foto ao lado, jaqueta navalhada com corte a laser da G: visual moderno
por 1.500 reais. Acima, Marta
em visita a um bairro de São Paulo: óculos
de sol da Dior (500 reais) |
Sem paciência
para ouvir os conselhos de um "personal stylist", cada vez mais comuns
na alta-roda, Marta compra suas roupas segundo a própria intuição
e não se preocupa muito em correr atrás de uma loja específica.
Se está em Nova York, faz suas compras por lá. Se está
em São Paulo, costuma ser vista na Daslu, a loja mais chique da
cidade. Segundo uma vendedora da badalada butique, Marta gosta de olhar
muitas roupas nas araras, aprecia os modelos mais caros, mas está
sempre atenta às liquidações. Graças a essa
sua dedicação, Marta não se cansa de receber elogios.
"Ela não se veste de maneira burocrática, não fica
com cara de prefeita o tempo todo. Está na linha de grandes personalidades
internacionais, como a princesa Diana ou Jacqueline Kennedy", compara
Mario Queiroz, estilista e professor de moda em São Paulo.
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