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Edição 1 744 - 27 de março de 2002
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"Precisamos acreditar na punição de corruptos e nos identificar com um líder honesto e responsável, para vislumbrar um futuro mais justo para todo o país."
Elizabeth de Paula
Londres, Inglaterra

 

Sucessão

Finalmente a oligarquia Sarney, presente no Maranhão há décadas, está sendo questionada. Tardiamente, mas está. Como maranhense, não consigo mais conviver com essa "dinastia". Diante de inúmeras mentiras, uma coisa é certa: o Maranhão está na maioria das vezes em primeiro lugar, porém nas estatísticas não muito agradáveis, como por exemplo ser o Estado mais pobre do Brasil.
Dayana Karla Cardoso de Oliveira
São Luís, MA

A guerra dos dossiês não traz, em si, nenhum problema para a sociedade se o caso for de apuração de eventuais responsabilidades criminais e eleitorais. O eleitorado necessita de tais informações, até mesmo para melhor analisar a qualidade ética, moral e cívica dos pretendentes a cargos eletivos. O que é condenável, isso sim, é a continuação da prática irritante e irresponsável de utilizá-los apenas como elemento de barganha e de pressão, sem que os tais dossiês sejam apresentados às autoridades públicas competentes para a apuração necessária ("A guerra dos dossiês", 20 de março).
Francisco Antonio Bianco Neto
São Paulo, SP

Estou morando nos Estados Unidos há mais de seis meses e tenho lido as notícias do Brasil por intermédio de VEJA. Principalmente aquelas relacionadas ao escândalo no Maranhão e à candidatura de Roseana. Comparando politicamente o Brasil com os EUA, parece muito fácil perceber que todo o nosso país tem sido administrado pela "cultura da malandragem". O Brasil não é só bagunçado, é triste.
Juliana Vilela Prado de Souza
Watertown, Massachusetts, EUA

Os políticos do PFL que apoiaram Roseana nesse escândalo poderiam fazer um bem à população brasileira: exigir a renúncia da governadora e aproveitar para renunciar à vida política, pois eles são uma vergonha nacional.
Evandro Trevisan
San Juan, Argentina

Sobre a reportagem "A guerra dos dossiês", eu concluo que a campanha presidencial está muito semelhante aos atuais reality shows tão em moda: não se aproveita nada do que os participantes falam, e eles ainda passam o tempo tramando sobre qual candidato deve ser o próximo eliminado.
Elza Helena Santana
Carapicuíba, SP

Mais uma vez fica claro que as oligarquias estão com os dias contados e é preciso que os governantes aprendam a ter uma visão macro dos problemas brasileiros.
Marlon Alves Silva
Salvador, BA

Quando imaginaríamos ver os ex-senadores Antonio Carlos Magalhães e Jader Barbalho, um magistrado de elevada instância judiciária, como o Nicolau, um congressista poderoso, como Luiz Estevão, e o PFL, sempre por cima e agora perdido como um cachorro que caiu da mudança, todos sendo apeados do seu cavalinho? Tenho a certeza de que acordamos para exigir um Brasil justo para todos e de que esse despertar não tem mais volta.
Lígia Prado Dias
Curitiba, PR

Em l987 concluí minha dissertação de mestrado sobre política local e naquela ocasião constatei a mudança do "sistema oligárquico tradicional", que tinha como base a violência e o poder econômico particular, para o "sistema pluralista oligárquico moderno", que se baseia na utilização do patrimônio público como esteio da política clientelista e conseqüentemente do continuísmo no poder. Agora, grupos (oligarquias) políticos, sem abrir mão das práticas anteriores, fortalecem-se com as concessões de rádios e TVs (coronelismo eletrônico). Esse tipo de autoritarismo não se extingue nem desaparece. Ao contrário, muda de tática, ou melhor, se moderniza. Tudo indica que estamos condenados à "lei férrea da oligarquia" de Robert Michels. As reportagens de VEJA têm sido muito ilustrativas.
José Carlos Alcântara
ferreiralcantara@uol.com.br

 

Robert Zoellick

Uma pérola o título da entrevista com Robert Zoellick ("O czar do comércio", 20 de março). O homem é um verdadeiro czar: autoritário, seus atos são perfeitos e não admitem contestação. Nossos dados, irrefutáveis porque baseados em números reais, segundo ele provêm de estudos parciais ou desconhecidos. A verdade é que VEJA o encostou na parede. Pena é que, com a habitual arrogância ianque, ele não abaixe a crista. Que se prepare: a União Européia, já forte, vai crescer ainda mais com o euro.
Antonio José Pinheiro de Carvalho
Nova Friburgo, RJ

Achei uma piada as explicações dadas pelo senhor Robert Zoellick na entrevista sobre as medidas protecionistas dos EUA. O governo americano deveria tratar o Brasil com um pouco mais de respeito, e não apenas dar explicações fracas e tendenciosas defendendo a clara política protecionista do governo Bush. Ao menos, deveria tratar os brasileiros como pessoas inteligentes. Ai, que saudade do presidente Clinton.
Marcos Antonio Muniz Maciel Filho
Recife, PE

Robert Zoellick demonstrou em sua entrevista ser digno do cargo que ocupa diante do governo americano, prestando assessoria ao presidente George W. Bush para assuntos de comércio e negócios internacionais. Concordo piamente com suas colocações ao abordar que a integração econômica entre nações não se resume ao alicerce da prosperidade, mas também ao da democracia e, sobretudo, ao da liberdade. São figuras com o perfil de Zoellick que enaltecem a gestão Bush.
Hugo Lins Barbosa Coelho
Recife, PE

 

Carta ao leitor

Leitor de VEJA há mais de vinte anos, sendo uma década como assinante, sou no mínimo suspeito de elogiar com imparcialidade o conteúdo jornalístico dessa combativa revista. Entretanto, não dá para segurar em silêncio a satisfação de ler, entre outros artigos, "O ocaso das oligarquias" (Carta ao leitor, 20 de março). Um texto sucinto, didático e cronológico sobre a derrocada das oligarquias, desde as denúncias feitas por Rui Barbosa em 1910 até o afogamento de Roseana Sarney neste mar de lama de 2002. Parabéns!
Rufino Almeida
Belém, PA

 

A polêmica do ceratocone

Não tenho a intenção de polemizar com o doutor Ferrara; quero apenas expor minhas críticas e corrigir inverossimilhanças quanto ao procedimento, levando em consideração apenas aspectos científicos. O FDA não aprovou o uso do anel intra-estromal. Aprovou, sim, um processo de investigação autorizado chamado Investigational Device Exemption (IDE). Ou seja, uma das fases experimentais do processo de aprovação do anel para uso em ceratocone. Vale lembrar que essa isenção é exclusiva para o uso do anel produzido pela KeraVision Inc. Qualquer outro dispositivo, mesmo que semelhante, deve submeter-se à aprovação do FDA. Por outro lado, não somos regulamentados pelo FDA e sim pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que caracteriza o procedimento como experimental. Quanto ao termo ortopédico, sua aplicação é incorreta, pois só se aplica à ortopedia. Os termos corretos, ortoceratologia e seus derivados (ortoceratológico ou ortoqueratológico), são usados na prática médica, mas não são grafados por muitos dicionários brasileiros. Como tudo em medicina, esse procedimento se submeterá ao julgamento do tempo, senhor da razão. Enquanto isso, devemos ser criteriosos e céticos, para o bem de nossos pacientes e a credibilidade dos profissionais da saúde (Cartas, 20 de março).
Doutor Paulo Elias C. Dantas
Professor assistente do setor de córnea e doenças externas do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo
São Paulo, SP

 

José Serra e a pizza de soja

Veja também
Independentemente do gosto do candidato Serra, você pode experimentar a pizza de soja. Eis a receita:
Pizza de soja
Junte dois terços de farinha de soja e um terço de farinha de trigo comum, com água e óleo. Adicione sal e misture bem. Unte uma fôrma e abra a massa sobre ela. Asse por uns 15 a 20 minutos sem a cobertura, que pode conter vegetais diversos, como tomate, pimentão, ervilha, milho e palmito. Espalhe a cobertura sobre massa pré-assada, tempere com sal, orégano e azeite. Enfeite com rodelas de cebola e azeitonas e devolva ao forno por mais alguns minutos.
Conheça as três pizzarias citadas na carta do candidato visitando o site VEJA Noite São Paulo
Speranza
Castelões
A Tal da Pizza

Tive o impulso de recolher todos os exemplares de VEJA das bancas da Mooca, porque não me importo de vocês me atribuírem todos os pecados do mundo, mas, por favor, não digam que eu seria capaz de comer pizza de soja ("O homem da máquina já incomoda", 20 de março). Além de perder todos os votos de vizinhos e conterrâneos, corro o risco de parecer ingrato para com as delícias da cozinha italiana. Em matéria de pizza, sou firmemente ortodoxo. Que tal a próxima entrevista ser feita na Castelões, na Speranza, na Tal da Pizza ou em outro reduto de esplendorosas calabresas?
José Serra
Brasília, DF

 

Comportamento

A doutora Mariza D'Agostino bem relatou os aspectos do oxigênio hiperbárico, mas seu uso inalatório em situações de pressão atmosférica normal só faz bem em uma patologia em especial, a cefaléia em salvas, que pode ter sua crise abortada, na falta de determinados medicamentos, com inalação de oxigênio por curto prazo de tempo. O uso indiscriminado leva à euforia e pode causar danos estruturais e definitivos ao cérebro, convulsões etc. Além do risco de tais bares, espantosamente, terem rede de oxigênio, que é inflamável e explosivo ("O barato do oxigênio", 20 de março).
Celio Levyman

São Paulo, SP

 

Tecnologia

É inacreditável o que faz o egoísmo. Compra-se a falta de liberdade total e ainda se paga manutenção. Uma ferramenta como essa deveria ser usada para o bem da coletividade e ser implantada em criminosos julgados, condenados e cumprindo pena que envolva trabalho, com a segurança do monitoramento ("Chip anti-seqüestro", 20 de março).
Pedro Izauro Grein
Curitiba, PR

 

Oriente Médio

Li a reportagem "Os EUA perdem a paciência com Israel" (20 de março). É com grande prazer que digo que Ariel Sharon está levando o Exército israelense a uma grande e notável derrota.
Claudia Gregori

Londres, Inglaterra

 

Educação

A origem do diploma (faculdade pública ou privada) pode até favorecer na hora da contratação, mas a condução da carreira está nas mãos de cada um. VEJA ajuda a desmistificar um falso conceito. Como psicólogo consultor na área organizacional, eu já vinha observando tal fenômeno, mas não dispunha de dados. A reportagem me trouxe a tão valiosa informação ("As escolas do PIB", 20 de março).
Paulo Coimbra
Piratininga, SP

A seguir a linha de raciocínio apresentada na reportagem, é bem possível que uma pesquisa com as pessoas mais ricas do mundo levasse à conclusão de que o melhor caminho para ficar rico seria não cursar faculdade alguma (aí estão Bill Gates e Silvio Santos). Se a intenção era relacionar a faculdade de origem ao sucesso profissional, não seria mais correto que se pesquisassem pessoas que obtiveram destaque atuando em suas respectivas áreas de formação, como arquitetos, médicos, dentistas e advogados?
Romero Tori
São Paulo, SP

 

Empresas

Parabéns pela reportagem "Os donos da maior empresa do mundo" (20 de março). Quando a vi surgir no Brasil, em 1995, fui um de seus colaboradores (associado). Trabalhei muito em seu nome, mas hoje não sou mais associado. Nem por isso me sinto chateado. Pelo contrário. É muito gratificante saber que a empresa pela qual já trabalhei merece esse título. Parabéns à família Walton. Vocês ainda moram no meu coração.
Roque Olivieri
São Bernardo do Campo, SP

 

Diogo Mainardi

Não diria que sou leitor e apreciador do senhor Diogo Mainardi. Às vezes, sinto que ele busca a polêmica em seus textos por estar habituado a ela. O fato é que na crônica "O Cony é coisa nossa" (20 de março) ele foi extremamente feliz.
Luís Henrique Borba Cunha
Franca, SP

É sobretudo lamentável que pessoas da projeção de Carlos Heitor Cony ainda custeiem a sobrevivência coletando os famosos jabaculês. Mais lamentável ainda será constatar que Cony continuará nas páginas de nossos jornais fazendo a cabeça de muita gente, com suas bem elaboradas crônicas que nem de longe refletem seu procedimento por trás do teclado.
Wellington Farias
João Pessoa, PB

 

Garanhão

Com relação ao tema da nota "Vida de garanhão" (20 de março), esclareço que o que custa 500.000 dólares não é um "descendente" do reprodutor puro-sangue inglês "Storm Cat", mas sim uma "cobertura".
Mário Sérgio Silveira Márquez
Curitiba, PR

 

 

CORREÇÕES: O Ministério da Educação, e não o da Cultura, distribuirá entre alunos do ensino fundamental obras literárias de grandes autores brasileiros ("Fábrica de best-sellers", Holofote, 13 de fevereiro). .Os autores do estudo sobre os efeitos benéficos do relacionamento afetivo para os cardiopatas (Para usar, 13 de março) são Uri Goldbourt e Jack Medalie. Philip Poole-Wilson é o presidente eleito da Federação Mundial de Cardiologia, órgão responsável pela pesquisa.


NÃO FOI COINCIDÊNCIA

 
As capas de VEJA e Time: inspiração no filme de 1957

A leitora Milena Braga Basaria, de Baltimore, no Estado de Maryland, Estados Unidos, percebeu a grande semelhança entre a capa da edição 1 742 de VEJA ("A candidata que encolheu", 13 de março) e a capa da revista Time de 26 de fevereiro de 2001, cuja chamada foi "The incredible shrinking ex-president" (O incrível ex-presidente que encolheu). "A Time trouxe o ex-presidente Bill Clinton, também encolhido, e o título na mesma posição", escreveu Milena. Mais que coincidência, as duas capas têm uma fonte comum de inspiração. São uma citação do filme The Incredible Shrinking Man (O Incrível Homem que Encolheu, 1957, Universal). Veja acima o cartaz do filme e as capas das duas revistas.

 

A DEUSA DO TÊNIS

Renata C. Branco

Joana: a melhor do Brasil


O leitor Wilson Gladimir Lacerda, de Curitiba, escreveu para a redação de VEJA pedindo informações sobre a tenista Joana Cortez, que aparece na coluna "O que estou lendo", do Guia (20 de março). "Quem é essa deusa do tênis?", escreveu Lacerda. Na era de Guga, o tênis feminino do país anda meio combalido. Melhor tenista do Brasil na atualidade, a carioca de 23 anos ocupa apenas o 219º lugar no ranking mundial feminino, segundo a Women Tennis Association (WTA). Ela se profissionalizou em 1998 e no ano seguinte foi medalha de ouro em duplas nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá.

Veja também
Mais informações sobre a tenista
www.joanacortez.com.br
www.cbtenis.com.br
home17.inet.tele.dk/wta

 

IMAGENS QUE MARCAM

Fotos como a que ilustrou a reportagem "Os EUA perdem a paciência com Israel" (20 de março), em que o corpo de um palestino morto por seus compatriotas aparece pendurado de cabeça para baixo, sempre provocam desconforto em alguns leitores. "Achei um absurdo essa foto. É de uma violência gratuita e muito agressiva", escreveu Meire Santos, de São Paulo. "Repugnante. Será que nós e nossos filhos somos obrigados a deparar com imagem tão chocante?", perguntou Rita de Cassia Conceição, de Canoinhas, Santa Catarina. Às vezes o horror é mostrado em fotos porque as palavras não são suficientes para descrevê-lo. No entanto, VEJA compreende as razões dos leitores em sua justa indignação e lamenta o mal-estar causado pela fotografia.



 
 
   
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