BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
Publicidade
REVISTAS
VEJA
Edição 2049

27 de fevereiro de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
J.R. Guzzo
Millôr
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

VEJA Recomenda

DVD

O Rei da Califórnia (Estados Unidos, 2007. Flashstar) – Desde Garotos Incríveis, Michael Douglas descobriu sua veia para interpretar tipos meio perdidos e que, apesar da idade, ainda se agarram a sonhos juvenis. É esse talento que ele traz para o papel do músico Charlie, que sofre de transtorno bipolar e há tempos não toca mais nada, a não ser a carteira de Miranda, sua filha adolescente (a ótima Evan Rachel Wood). Miranda hesita entre corrigir o pai e alimentar suas fantasias quando ele anuncia ter descoberto a localização de um tesouro escondido no século XVII. O escritor americano Mike Cahill, autor do elogiado A Nixon Man, nem parece um estreante na direção: da condução do elenco à escolha da trilha sonora, pontuada por serrotes tocados com arco de violino, sua segurança é impecável. Veja cenas.

 

LIVROS

O Banco Medici, de Tim Parks (tradução de S. Duarte; Record; 280 páginas; 40 reais) – A Renascença italiana é lembrada principalmente pelos feitos artísticos de grandes mestres como Michelangelo e Rafael. Mas foi também uma era de inovação financeira. O banco fundado pela família Medici – conhecida por seu patronato das artes –, em 1397, em Florença, pode ser considerado um antecessor das instituições modernas. Os Medici emprestavam dinheiro a juros, prática que a Igreja condenava formalmente (constituía o pecado da usura), embora abrisse exceções na prática, quando conveniente. Escritor inglês radicado na Itália, Tim Parks reconstitui, em uma narrativa saborosa, as relações entre economia, religião e arte na Florença do século XV. Leia trecho.

Eu, um Outro, de Imre Kertész (tradução de Sandra Nagy; Planeta; 286 páginas; 39,90 reais) – O húngaro Imre Kertész é um sobrevivente dos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Buchenwald – e ele ainda viveu a opressão do comunismo na Hungria. Esse duplo trauma está sempre presente em sua obra, que encerra uma poderosa reflexão sobre o passado totalitário da Europa. Em Eu, um Outro, Kertész examina, por exemplo, a perversão da linguagem promovida pelos stalinistas. Esse ensaio autobiográfico, porém, não se encerra nas questões políticas. Perpassa o livro uma nota existencial bastante soturna, mas defendida com o talento literário do Nobel de 2002. "Não entendemos o mundo porque não é essa a nossa tarefa na terra", diz Kertész. Leia trecho.

Rendição Incondicional, de Evelyn Waugh (tradução de Antonio Sepulveda; Nova Fronteira; 288 páginas; 39,90 reais) – Última parte da trilogia A Espada da Honra – que também inclui Homens em Armas e Oficiais & Gentlemen –, Rendição Incondicional baseia-se nas experiências do autor como oficial do Exército britânico durante a II Guerra Mundial. Mestre da sátira, o inglês Evelyn Waugh (1903-1966) compõe um retrato desencantado do conflito. Neste último livro, Guy Crouchback, protagonista da série, desce de pára-quedas na Iugoslávia para ajudar a resistência contra os nazistas comandada pelo comunista Tito – um episódio que já antecipa a Guerra Fria vindoura. Será a desilusão final, em que desmorona todo o idealismo romântico que motivou o personagem a entrar na guerra. Leia trecho.

 

DISCOS

The Bedlam in Goliath, The Mars Volta (Universal) – O grupo liderado pelo guitarrista Omar Rodriguez Lopez e pelo cantor Cedric Bixler Zavala é difícil de classificar. Os longos instrumentais psicodélicos aproximam a banda do rock progressivo. As letras nonsense e as mudanças de andamento das músicas remetem ao clima anárquico de Frank Zappa (1940-1993). O excesso de influências pode tornar a primeira audição de The Bedlam in Goliath uma experiência um tanto árdua. Mas o estranhamento se dissipa nas audições posteriores, quando se pode apreciar o instrumental rico de faixas como Aberinkula – na qual o baterista Thomas Pridgen dá um show – e os dedilhados do guitarrista John Frusciante, dos Red Hot Chili Peppers, colaborador freqüente do Mars Volta.

 

Divulgação


Roisin Murphy: aquela
voz anasalada, mas
cheia de charme

Overpowered, Roisin Murphy (EMI) – Roisin era cantora do Moloko, um dos grupos mais interessantes do trip hop da década de 90. Sua voz anasalada deu charme a sucessos como Fun for Me e Sing it Back. O grupo terminou em 2002 e desde então Roisin trabalhou com os principais produtores da música eletrônica inglesa. Em Overpowered, seu segundo disco, Roisin abandonou as batidas eletrônicas lúgubres, tão comuns nos discos do Moloko, para investir em estilos dançantes. O CD tem canções calcadas na dance music, no soul e até na eletrônica com pitadas de glam, tão comum nas obras mais recentes de Madonna e do grupo Goldfrapp. Movie Star e You Know Me Better, ambas com potencial para estourar nas pistas de dança, são os destaques do álbum.

 

OS MAIS VENDIDOS

A lista dos mais vendidos da semana passada trazia erros na seção de auto-ajuda. O primeiro lugar caberia a O Segredo, de Rhonda Byrne – mas, por um engano na computação das vendagens informadas pelas livrarias, Peça e Será Atendido, de Esther e Henry Hicks, figurou no topo. A lista corrigida foi publicada em VEJA on-line. Os números desta semana referentes à colocação na lista da semana anterior e ao número de semanas na lista levam em consideração a relação corrigida.

 

 
Publicidade

 Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva, Fnac; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; Salvador: Saraiva; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Saraiva, Martins Fontes; Ribeirão Preto: Paraler; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Saraiva, Submarino.


Clique aqui para acessar a lista estendida de livros mais vendidos



 

Publicidade

 


 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |