BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2049

27 de fevereiro de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
J.R. Guzzo
Millôr
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Guia
Os efeitos do seu xampu

O primeiro xampu nos moldes modernos apareceu na década de 30 e, desde então, uma variedade de novas substâncias cheias de promessas vem sendo acrescentada à velha fórmula. Algumas funcionam — outras não.

Manoel Marques
A empresária Ana Paula Graziano, 39 anos, tem sempre em casa uma coleção de vinte xampus diferentes: "Minha experiência mostra que muitos deles não cumprem com a promessa do rótulo"

Essa é a conclusão de uma nova pesquisa conduzida pelo Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp), cuja especialidade é justamente o estudo sobre cabelos. Durante cinco anos, os pesquisadores observaram cientificamente o efeito de algumas dessas substâncias, entre elas o áloe vera e as ceramidas. Enquanto isso, outros quatro grupos nos Estados Unidos e na Europa faziam um trabalho semelhante. Ao final, chegou-se a uma análise detalhada de cinco das substâncias mais usadas nas fórmulas dos atuais xampus. Conclusão: três delas causam, de fato, algum impacto positivo aos cabelos – e as outras duas têm efeito nulo. A seguir, os especialistas explicam por quê.

Com filtro solar
Promessa do xampu: proteger os cabelos contra os raios UVA e UVB, nocivos, nesse caso, por duas razões – eles deixam os fios ressecados e mais quebradiços, segundo foi comprovado por meio de estudos científicos
Funciona? Não
Conclusão da pesquisa: o filtro de proteção contido no xampu não resiste a um único enxágüe – 98% dele desaparece no ato. O resíduo que fica nos cabelos tem efeito zero

 

Com vitaminas
Promessa do xampu: com fórmulas compostas, em geral, por vitaminas A, B ou E, a idéia é fortificar os fios e lhes conferir brilho
Funciona? Não
Conclusão da pesquisa: o consumo regular de alimentos ricos em tais vitaminas de fato estimula o aparecimento de fios mais fortes, como já foi comprovado cientificamente – mas no xampu o efeito delas é zero. Também não se verificou nenhum impacto positivo quanto ao brilho, como prometem alguns fabricantes

 

Com silicone
Promessa do xampu: tornar os cabelos mais fáceis de pentear e lhes dar brilho
Funciona? Sim
Conclusão da pesquisa: por sua oleosidade, o silicone cumpre com as duas promessas e ainda ajuda a formar sobre os cabelos uma camada protetora – espécie de blindagem contra a perda natural de proteínas durante a lavagem. Com isso, os cabelos ficam menos quebradiços a longo prazo. É bom, no entanto, manter parcimônia no uso: a aplicação diária desse tipo de xampu pode deixar os cabelos oleosos demais



Com ceramidas
Promessa do xampu: repor o suprimento de ceramidas, uma proteína natural dos cabelos cuja função é manter os fios uniformes da raiz às pontas, livres de eventuais ramificações. Em quatro meses de uso do xampu, cerca de 80% de tais proteínas desaparecem dos cabelos, daí a necessidade de uma dose extra delas
Funciona? Sim
Conclusão da pesquisa: as ceramidas artificiais de fato aderem aos cabelos e se prestam bem ao papel de unir as escamas dos fios, conferindo-lhes uma superfície mais lisa e algum brilho



Com Áloe Vera
Promessa do xampu: hidratar os cabelos por meio do áloe vera, um extrato retirado da babosa fartamente usado pela indústria de cosméticos
Funciona? Sim
Conclusão da pesquisa: o extrato em questão é composto de 96% de água e 4% de moléculas de carboidrato. São justamente essas moléculas as responsáveis pelo transporte da água às camadas mais internas dos fios, daí o efeito hidratante. Os testes indicam que o melhor resultado se dá quando o xampu permanece por pelo menos três minutos nos cabelos

 

Os antigos e seus cabelos

Como as pessoas lavavam os cabelos até o advento do xampu

Fotos Anderson Prado/Diário de São Paulo e divulgação

2800 a.C.
Os babilônios eram adeptos de uma mistura de sabão à base de gordura animal com cinzas

1500 a.C.
No Egito antigo, aplicava-se nos cabelos uma pasta de óleos animais e vegetais com pitadas de sal

Século IV d.C.
Os romanos passavam no corpo e nos cabelos a mesma solução de óleo de oliva

Século XVIII
A aristocracia inglesa usava um produto feito de sabão derretido e ervas. De ótima fragrância, costumava irritar a pele e os próprios cabelos. Já era chamado de xampu – massagem, em dialeto hindi

Década de 30
Surge nos Estados Unidos o Drene, o primeiro xampu nos moldes modernos: fórmula com detergente, água e sal


2008
O Brasil ocupa a terceira posição no ranking internacional de produção de xampus – fabrica 180 000 toneladas por ano



 

Publicidade

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |