Rubens de Falco, como o algoz
da escrava Isaura: seu personagem mais famoso
Morreram: o ator Rubens de Falco, que interpretou
um dos maiores vilões da história da teledramaturgia
brasileira na novela Escrava Isaura, de 1976. Seu personagem,
Leôncio Almeida, era o algoz da protagonista, vivida pela
atriz Lucélia Santos. Dez anos depois, ele voltou a atormentá-la
em cena em Sinhá Moça, como o Barão
de Araruna. Falco começou a carreira no teatro e no cinema
nos anos 50, atuou em mais de trinta filmes e vinte novelas.
Estava internado desde 2006, quando sofreu um acidente vascular
cerebral. Dia 22, aos 76 anos, de parada cardíaca, em
São Paulo.
o ator Oswaldo
Louzada, o "Louzadinha", que viveu Leopoldo, o
avô maltratado pela neta na novela Mulheres Apaixonadas.
Antes de estrear na televisão, em 1971, Louzada trabalhou
por três décadas no rádio e no cinema e
atuou em filmes como O Assalto ao Trem Pagador, de Roberto
Farias, de 1962. Nos seus sessenta anos de carreira, participou
de dezesseis novelas e cinco minisséries. Ele estava
internado desde o início do mês por causa de uma
pneumonia. Dia 22, aos 95 anos, de falência de múltiplos
órgãos, no Rio de Janeiro.
Daniel
Janin/AFP
Robbe-Grillet: o inventor do nouveau
roman
Alain Robbe-Grillet, escritor, roteirista e diretor
francês. Robbe-Grillet foi o principal teórico
do nouveau roman ("novo romance"), movimento
de vanguarda francês que nos anos 50 e 60 reuniu Marguerite
Duras, Nathalie Sarraute e Michel Butor, entre outros autores
que, hoje, ninguém mais lê. As bases do movimento
foram lançadas pelo manifesto Pour un Nouveau Roman,
de 1963, no qual Robbe-Grillet declarava seu desprezo pela ideologia,
pela psicologia dos personagens e por qualquer coisa que pudesse
provocar o mínimo interesse do leitor. Coerente com seus
postulados, o autor escreveu romances chatíssimos como
Le Voyeur e filmes arrastados como O Ano Passado em
Marienbad. No Brasil, autores como Chico Buarque souberam
imitá-lo com total sucesso. Dia 18, aos 85 anos, em conseqüência
de problemas cardíacos, em Caen.
Reuters
Condello, o mafioso preso: na
Calabria, não acaba mais em pizza
Preso:o capodi tutti capi da Ndrangheta,
a Máfia calabresa, Pasquale Condello. Foragido
havia dezoito anos, ele foi encontrado depois que a polícia
italiana interceptou os bilhetes que enviava a seus comandados.
Condello tem quatro condenações à prisão
perpétua por homicídios, extorsão, tráfico
de armas e drogas. Sua Máfia é uma das maiores
da Itália, juntamente com a siciliana e a Camorra napolitana.
Dia 18, em Reggio Calabria.
Condenados:
a sessenta anos de prisão Joabe Ribeiro e Luiz
Fernando Pereira, os bandidos que queimaram quatro pessoas
vivas dentro de um carro, em dezembro de 2006. Ribeiro e Pereira
roubaram uma loja. Para não deixar testemunhas, puseram
fogo no carro em que estavam um casal, seu filho de 5 anos e
uma amiga da família. Dia 21, em Bragança Paulista.
Confirmado:
que um coquetel de cinco calmantes causou a morte do lutador
de jiu-jítsu Ryan Gracie, em dezembro de 2007.
Antes de tomar os remédios, o atleta já havia
consumido cocaína e maconha. O psiquiatra Sabino de Farias
Neto, que receitou os calmantes, será indiciado por homicídio
culposo. Dia 21, em São Paulo.