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Edição 2049

27 de fevereiro de 2008
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Adhemar Veneziano
Rubens de Falco, como o algoz da escrava Isaura: seu personagem mais famoso


Morreram:
o ator Rubens de Falco, que interpretou um dos maiores vilões da história da teledramaturgia brasileira na novela Escrava Isaura, de 1976. Seu personagem, Leôncio Almeida, era o algoz da protagonista, vivida pela atriz Lucélia Santos. Dez anos depois, ele voltou a atormentá-la em cena em Sinhá Moça, como o Barão de Araruna. Falco começou a carreira no teatro e no cinema nos anos 50, atuou em mais de trinta filmes e vinte novelas. Estava internado desde 2006, quando sofreu um acidente vascular cerebral. Dia 22, aos 76 anos, de parada cardíaca, em São Paulo.

• o ator Oswaldo Louzada, o "Louzadinha", que viveu Leopoldo, o avô maltratado pela neta na novela Mulheres Apaixonadas. Antes de estrear na televisão, em 1971, Louzada trabalhou por três décadas no rádio e no cinema e atuou em filmes como O Assalto ao Trem Pagador, de Roberto Farias, de 1962. Nos seus sessenta anos de carreira, participou de dezesseis novelas e cinco minisséries. Ele estava internado desde o início do mês por causa de uma pneumonia. Dia 22, aos 95 anos, de falência de múltiplos órgãos, no Rio de Janeiro.

Daniel Janin/AFP
Robbe-Grillet: o inventor do nouveau roman


Alain Robbe-Grillet, escritor, roteirista e diretor francês. Robbe-Grillet foi o principal teórico do nouveau roman ("novo romance"), movimento de vanguarda francês que nos anos 50 e 60 reuniu Marguerite Duras, Nathalie Sarraute e Michel Butor, entre outros autores que, hoje, ninguém mais lê. As bases do movimento foram lançadas pelo manifesto Pour un Nouveau Roman, de 1963, no qual Robbe-Grillet declarava seu desprezo pela ideologia, pela psicologia dos personagens e por qualquer coisa que pudesse provocar o mínimo interesse do leitor. Coerente com seus postulados, o autor escreveu romances chatíssimos como Le Voyeur e filmes arrastados como O Ano Passado em Marienbad. No Brasil, autores como Chico Buarque souberam imitá-lo com total sucesso. Dia 18, aos 85 anos, em conseqüência de problemas cardíacos, em Caen.

Reuters
Condello, o mafioso preso: na Calabria, não acaba mais em pizza


Preso:
o capo di tutti capi da ’Ndrangheta, a Máfia calabresa, Pasquale Condello. Foragido havia dezoito anos, ele foi encontrado depois que a polícia italiana interceptou os bilhetes que enviava a seus comandados. Condello tem quatro condenações à prisão perpétua por homicídios, extorsão, tráfico de armas e drogas. Sua Máfia é uma das maiores da Itália, juntamente com a siciliana e a Camorra napolitana. Dia 18, em Reggio Calabria.

Condenados: a sessenta anos de prisão Joabe Ribeiro e Luiz Fernando Pereira, os bandidos que queimaram quatro pessoas vivas dentro de um carro, em dezembro de 2006. Ribeiro e Pereira roubaram uma loja. Para não deixar testemunhas, puseram fogo no carro em que estavam um casal, seu filho de 5 anos e uma amiga da família. Dia 21, em Bragança Paulista.

Confirmado: que um coquetel de cinco calmantes causou a morte do lutador de jiu-jítsu Ryan Gracie, em dezembro de 2007. Antes de tomar os remédios, o atleta já havia consumido cocaína e maconha. O psiquiatra Sabino de Farias Neto, que receitou os calmantes, será indiciado por homicídio culposo. Dia 21, em São Paulo.



 

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