
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Agora
na saída
Produto nacional será vendido
sem imposto nos aeroportos
Leo Feltran
 |
| Free
shop: no embarque também |
Afinal,
qual a razão de existir das lojas duty-free? Na maioria dos países
elas foram montadas para incentivar os visitantes estrangeiros a consumir
produtos locais vendidos sem impostos. Por isso, localizam-se nas áreas
de embarque dos aeroportos. No Brasil, elas surgiram sob outra justificativa:
segurar no país parte dos dólares que os viajantes brasileiros
torram em compras no exterior. Por essa razão, ficam nas áreas
de desembarque. Na semana passada, o conceito de duty-free no Brasil passou
a ficar parecido com o adotado no resto do mundo. O governo brasileiro
decidiu permitir que os artigos nacionais também possam ser vendidos
livres de impostos nos aeroportos do país. O secretário-executivo
da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Giannetti
da Fonseca, diz que não é possível estimar um número
exato, mas acredita que a medida vai gerar uma receita anual de centenas
de milhões de dólares para o país. Vai ajudar a promover
os produtos nacionais, que atravessarão fronteiras na bagagem dos
turistas. Ela só se viabilizou graças a um mecanismo que
contorna as regras tributárias, segundo as quais não se
podem vender produtos brasileiros em território nacional sem a
cobrança de impostos. As mercadorias destinadas às lojas
duty-free receberão tratamento de artigos exportados, ou seja,
não pagarão tributos como ICMS e IPI. Da fábrica
elas vão para armazéns especiais e de lá serão
enviadas, em sistema de consignação, às lojas dos
aeroportos.
|
|
 |